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Non entrate in quella strada

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L’articolo del Correio da Bahia riportato in basso cita le otto strade più pericolose del Pelourinho nelle quali non conviene addentrarsi sia di giorno che , a maggior ragione di notte , a causa dei continui assalti subiti sia dai residenti che dai turisti .

L’aumento degli assalti è direttamente legato al traffico di droga che sta facendo del Pelourinho la crackolandia di Salvador .




A definição nua e crua é de um morador do Centro Histórico: “O Pelourinho é uma ilha cercada de crack por todos os lados”. Exagero? Nem tanto. O CORREIO se arriscou nas “bocadas” que circundam o Pelô e identificou os locais mais perigosos de um dos mais belos patrimônios culturais da humanidade.
Lugares em que a polícia, associações de guias, comerciantes, funcionários de prédios históricos e até moradores desaconselham que as pessoas circulem. Tudo por causa dos constantes ataques de usuários da droga. São oito ruas e uma recomendação: mantenha distância‘Vou dar pedrada’
Seres humanos decrépitos dão as “boas-vindas” em ruas como a do Bispo, Três de Maio e da Oração (ou 7 de Novembro), todas nas cercanias do Terreiro de Jesus. “Tá me olhando por que, maluco?”. “Vou dar pedrada, viu?”. “Se tirar foto minha, eu mato”. Assim – e de outras tantas formas bizarras – foi recebida a equipe de reportagem.Turistas desavisados que descem ali costumam sair sem nada nas mãos. “Semana passada, um turista subiu a ladeira nu”, contou uma baiana de acarajé, apontando para a descida da Rua do Bispo.Na mesma via fica instalado o 19º Centro de Saúde. Isolado de tudo, o posto médico sofre. Mês passado, contam os funcionários, até mesmo uma médica foi atacada.“Meteram a mão na bolsa da doutora e levaram o celular do farmacêutico. Isso quando eles não entram e roubam remédios para vender por aí”, relata uma enfermeira.Perpendicular à Rua do Bispo, a Rua da Oração não fica atrás. Sem calçamento, a aparência decadente lhe confere um ar ainda mais sombrio. Reze bastante se quiser entrar. Na Três de Maio, os poucos comerciantes que resistem ficam trancados por trás de grades de proteção.“Tá ‘barril’ até para quem é daqui, meu amigo. Imagine para o turista. Tem uns que sem e tem onde não devem e acabam ‘depenados’”, conta uma comerciante da rua.Assaltos
Entrar em ruas como a do Tijolo (ou 28 de Setembro), só quando não tem jeito. A necessidade faz com que funcionários que trabalham no prédio principal do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), instalado na rua, sejam vítimas constantes.Nem o superintendente do órgão, Frederico Mendonça, foi poupado. Ele foi assaltado na porta do prédio às véspera do último Carnaval. Dois homens levaram sua carteira. “Quando um turista aparece por aqui, a gente aconselha voltar o mais rápido possível”, diz um segurança do Ipac.Mas nenhuma rua é tão assustadora quanto a Guedes de Brito, onde dezenas de “zumbis humanos” circulam à procura de droga. Para fotografar o belo prédio anexo do Liceu de Artes e Ofícios, um dos vários monumentos que deixaram de ser visitados por conta da ação de viciados, a reportagem do CORREIO precisou de escolta policial.Até mesmo ruas tradicionais metem medo. É o caso da Rua do Paço – no alto das escadarias da Igreja do Paço. Ali, três clientes do guia turístico Lázaro Encarnação foram saquedos e jogados no chão recentemente. “Se apresentaram como vendedores de souvenirs e atacaram. O Paço está muito deserto. A gente está evitando levar turistas em alguns lugares no Centro Histórico”, confirma.Perto dali, na Rua das Flores, delinquentes que se apresentam como vendedores ficam de tocaia. A reportagem tentou entrar nessa rua, mas recuou após ser abordada.Mudança em roteiros turísticos
A presença de pedintes, viciados e assaltantes em ruas que ficamnos arredores do Pelourinho tem mudado até mesmo os roteiros turísticos no Centro Histórico. Monumentos e prédios importantes vêm deixando de ser visitados nos últimos anos.Como chegar ao recém- reformado prédio anexo do Liceu de Artes e Ofícios, na Rua Guedes de Brito? O batalhão de pedintes impede que qualquer um se aproxime. Fundado em 20 de outubro de 1872, o prédio tem na frente uma placa com os valores gastos na restauração, já concluída.Quase R$ 1,5 milhão. Mas a estrutura se mantém fechada, cercada por tapumes de madeira. “Não sou louco de levar alguém ali. É roubo na certa”, diz o guia turístico Lázaro Encarnação.E quem não gostaria de visitar a Igreja onde foi gravado o premiado filme O pagador de promessas? Pois hoje a visita é arriscada. Guias começam a desaconselhar a passagem de turistas na Rua do Paço, onde se instala a igreja de mesmo nome e sua famosa escadaria. “Agora a gente pede pra eles descerem pelo Carmo, que é mais movimentado”.O diretor da Associação de Guias Turísticos do Centro Histórico, Valmir Castro, também admite que deixou de levar visitantes em alguns dos mais importantes monumentos da cidade, como na Ordem Terceira de São Francisco, datada do século XVII.Segundo ele, o local fica inviável à noite.“Dedia tem até uma movimentação que garante a segurança. Mas a partir das 17h não garanto. O Pelourinho tem lugares maravilhosos, fora das ruas principais, que a gente não consegue mais chegar”.As oito vias do medoRUA DA ORAÇÃO – Melhor rezar mesmo. O local onde fica a Escola de Dança da Fundação Cultural é totalmente deserto. Os casarões em restauração poderiam ser visitados por turistas, mas estão vazios. RUA DO BISPO – Essa é uma das ruas mais degradadas do Pelô. “Só tiraram os ‘sacizeiros’ daqui no dia que o irmão de um presidente aí visitou o Pelourinho”, ironiza o segurança de uma repartição pública. RUA 28 DE SETEMBRO – Escura e deserta, a rua é cenário de inúmeros assaltos. Quando deixam o trabalho, no final da tarde, os funcionário do prédio central do Ipac andam em comboios de cinco ou seis pessoas. RUA DAS FLORES – À primeira vista, parece tranquila. Mas o perigo está na tocaia. Basta um ‘estranho’ adentrar para ser abordado por viciados em droga que usam fitinhas do Bonfim como armadilha.RUA TRÊS DE MAIO – Não são poucos os casos em que turistas saíram daqui sem os seus pertences. “Acontece muito. Os visitantes às vezes não conhecem os riscos”, diz o guia Lázaro Encarnação. Uma comerciante usa até grade na porta do estabelecimento. RUA DO FERRÃO – Estreita e escura, a Rua do Ferrão liga o Pelourinho à Baixa dos Sapateiros. Não tem transversais, o que dificulta a saída. Bandidos agem enquanto o turista segue ladeira abaixo. “Disseram pra eu passar aqui correndo”, disse uma visitante. RUA GUEDES DE BRITO – Um dos cenários mais assustadores do Centro Histórico. Reúne dezenas de viciados. “O turista que entra aqui está frito”, disse um PM que trabalha no Pelourinho há mais de 20 anos. RUA DO PAÇO – Famosa pelas filmagens de O pagador de promessas, a Igreja do Paço está fechada há anos. Mas os turistas têm evitado conhecer mesmo a sua parte externa. A rua onde a construção se instala está cada vez mais perigosa.(notícia publicada na edição impressa do dia 28/07/2009 do CORREIO)

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