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PM é acusado de matar perito-técnico da Civil

Helga Cirino | A TARDE

O perito-técnico Hilton Martins Rivas, 25 anos, foi morto a tiros nesta quarta-feira, 29, durante uma abordagem de quatro policiais militares, lotados no 18º Batalhão (Centro Histórico), no Largo do Santo Antônio Além do Carmo. Moradores contam que os militares, armados de submetralhadoras e pistolas, já vinham abordando moradores da localidade desde o início da manhã. O caso será apurado por policiais da 2ª CP (Lapinha).

Identificado como o autor dos disparos e comandante da guarnição que realizou a abordagem, o primeiro-tenente Fagner Castro Santos, 22, prestou depoimento, à tarde, na Corregedoria da PM, na Pituba. Conforme o corregedor-chefe, coronel Manoel Francisco Bastos, o tenente alegou que Hilton teria reagido à abordagem empunhando uma pistola contra os militares e que foi baleado por conta da atitude.

A morte de Hilton gerou revolta em colegas. Integrantes do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindpoc) anunciaram para as 9 horas de hoje uma mobilização em frente ao prédio-sede da Polícia Civil, na Praça da Piedade. “Vamos suspender todas as atividades até que a PM apresente o tenente na 2ª Delegacia. O que aconteceu foi um absurdo, uma execução”, reclamou Cláudio Lima, diretor jurídico do Sindpoc.

Hilton estava em companhia de um amigo de prenome Márcio, a menos de 200 metros do módulo do largo, quando os PMs chegaram abordando todos. De acordo com moradores que testemunharam o fato, os militares apontaram as armas contra o grupo e o perito-técnico se levantou, identificando-se como policial. “Ele disse que era perito-técnico e levantou a camisa para mostrar a arma”, explicou o morador David Bispo – nome fictício para preservar a testemunha. Ele contou que o tenente da PM teria se assustado quando viu a pistola do perito e atirou duas vezes – atingindo o jovem no peito e no abdômen.

Hilton foi levado por policiais ao Hospital Ernesto Simões Filho, no Pau Miúdo, mas não resistiu aos ferimentos. Queixas – Moradores do Largo do Santo Antônio Além do Carmo reclamaram da falta de preparo dos policiais que costumam realizar abordagens na região. “Eles chegam e tratam os moradores como bandidos. Uma tragédia já era anunciada”, reclamou um morador, que preferiu não revelar o nome. O corpo de Hilton será sepultado às 16 horas de hoje, no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.

Ele deixou esposa grávida, um filho de 4 anos e uma irmã de 15. “Ele vai fazer muita falta. Nos ajudava a criar a irmã, era um cara da paz, não tinha briga com ninguém. O pior é que largaram ele no hospital sem documento, como se fosse indigente”, emocionou-se Hilton Felzemburgh Rivas, pai do jovem. O rapaz integrava o Departamento de Polícia Técnica desde janeiro de 2007 e, contou o pai, cursava direito na Universidade Católica do Salvador. “Foi uma execução sumária. Esses policiais estão despreparados. Logo entraremos com uma representação no Ministério Público contra eles”, prometeu Sérgio Rivas, tio do perito morto.

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