giovedì 24 settembre 2009

Il Carnevale di Natal



Anche Natal ha il suo carnevale dal nome un poco strano : Carnatal . Per non soffrire della concorrenza dei vari carnevali di Rio e Salvador , la Prefettura di Natal che non poteva fare come Berlusconi con Ballarò , " manda in onda " il suo Carnevale in un orario differente .

Il Carnatal si festeggia infatti a Dicembre . Quest'anno che corrisponde alla 19 edizione , l'evento va dal 3 al 6 Dicembre . Questo sarà il primo anno che parteciperò all'evento dopo tre anni di Carnevale passato nella " pipoca " di Salvador .

Il percorso è sempre lo stesso, 3500 metri di estensione con 600 dei quali nel corridoio dove ci sono i 316 camarotes e arquibancadas con capacità totale di 10 mila persone.Per garantire la sicurezza ci sono circa 1500 poliziotti militari e 42 agenti di polizia civile, 70 videocamere su tutto il percorso.

mercoledì 23 settembre 2009

Moody's attribuisce al Brasile Investment Grade


L'agenzia di classificazione del rischio Moody 's ha elevato ieri il Brasile ad investment grade con prospettiva positiva circa il debito del Paese , definito " vincitore " della crisi globale . L'Agenzia , in realtà arriva per ultima dopo che le altre due Fitch e Standard & Poor avevano gia annunciato la medesima decisione l'anno scorso . Investment grade significa che il Paese ha un elevato grado di capacità nel pagamento del suo debito e pertanto ciò attrarrà maggiormente gli investimenti stranieri . In definitiva una ulteriore conferma del cammino virtuoso intrapreso dal Brasile negli ultimi 10 anni .



martedì 22 settembre 2009

Le classi in Brasile


L'IGBE ( Istituto Brasiliano di Geografia e Statistica ) suddivide la popolazione brasiliana in tre classi , in funzione del reddito mensile percepito . La classe alta ( AB) con reddito superiore a 4807 R$i ( Circa 1850 euro ) , la classe media ( C) con reddito compreso tra 1115 e 4807 R$ ed i poveri con una rendita inferiore a 768 R$ .

La notizia è che negli ultimi cinque anni , dal 2003 al 2008 , ben 25,8 milioni di brasiliani sono entrati nella classe media ( + 31%) e circa 6 milioni nella classe alta ( +37%). Questo significa che quasi metà della popolazione il 49,22% o 97,1 milioni di brasiliani sono nella classe media e poco più del 10% nella classe alta . Restano comunque 30 milioni di brasiliani al di sotto della soglia della povertà .

Al di là dei dati la mia esperienza diretta è che il Brasile sta realmente sperimentando un periodo di crescita senza precedenti . Le grandi città sono cantieri a cielo aperto . L'unico mercato immobiliare in crisi è quello turistico perchè influenzato dalle crisi americane ed europee . Tutto questo rappresenta per noi residenti stranieri un problema ed una opportunità .

Un problema perchè chi pensa di vivere con una rendita proveniente dall'Italia vede il suo potere di acquisto ridursi drasticamente ed una opportunità per coloro che invece traggono la loro reddita direttamente dal Brasile o con una attività o mediante investimenti immobiliari e finanziari .





venerdì 11 settembre 2009

Peito da Moca





Alcuni giorni dopo essere arrivato a Natal ho deciso di dare una occhiata alla seconda più grande città dello Stato del Rio Grande do Norte : Mossorò .
Sono poco più di 280Km da Natal lungo la BR 304 seguendo la stessa strada che porta a Fortaleza . Ma non parlerò di Mossorò , almeno questa volta , perchè quello che mi ha colpito di più durante questo viaggio è stata un picco montagnoso , in verità non molto alto , che si staglia solitario nei pressi della cittadina di Lajes a poco più di 100Km da Natal : il picco Cabugi che in lingua Tupi ( La lingua degli indios locali ) significa petto di ragazza ( Peito da Moca ) .
Essendo nato alle pendici del Vesuvio ho subito riconosciuto la forma classica del vulcano con lava acida quindi a forma di cono ( Quelli a lava basica , come i vulcani delle Hawai sono praticamente piatti essendo la lava molto fluida ) . Tutto intorno rocce basaltiche e grosse pietre di forma ellissoidale come le bombe vulcaniche . Naturalmente sapevo che in Brasile non esistono vulcani ciononostante quella montagna sembrava proprio costruita con il magma fuoriuscito dalle viscere delle terra .
Non appena rientrato a Natal ho fatto una ricerca su internet e la mia sensazione è stata confermata : il picco Cabugi , di 590 mt di altezza , è l'unico vulcano estinto esistente in Brasile ! Che ci volete fare , ma per me che sono nato alle pendici di un vulcano , è stato come ritornare a casa . La tentazione di scalarlo , come si fa con il Vesuvio , è forte ma ho deciso che alla prima occasione lo farò . Nel frattempo ho rintracciato il diario di un brasiliano che all'età di nove anni passando per la strada di Lajes si incantò alla vista del picco e decise di scalarlo . La cosa avvenne effettivamente 55 anni dopo ed in seguito è riportato il resoconto della scalata .

Peito da Moça

Quem nunca passou pelo Sertão do Cabugi e não se sentiu desafiado a escalar o mais belo acidente geográfico do Rio Grande do Norte? O Pico do Cabugi, o único vulcão extinto no Brasil, está lá, imponente e respeitado e quem o conquistou se sentiu recompensado. Um desses privilegiados é o jornalista Osair Vasconcelos. Ele chegou ao topo e conta qual foi sua emoção, diante da terra braba, seca e ardente que se vislumbra ao seu redor.

Em 1952, aos nove anos, quando vinha pela BR-306 em mudança de Fortaleza para Natal, com seu pai, Laurence Nóbrega teve uma visão de encantamento com o Pico do Cabugi e fez a si mesmo uma promessa: - Um dia eu subirei esta montanha.

Cinqüenta e cinco anos depois, no sábado passado, sob o sol de outubro e uma brisa que, no início da manhã refrescava a pele e ao meio-dia era tão densa e quente que daria para acender um cigarro, aqui estamos: Laurence, o sonhador; o escalador Ivan e sua esposa, Helena, a caminhante; o viajante Irineu; o aventureiro Ramón; o iniciante Vítor; e eu, no papel de testemunhante.

Durante cinco horas, das 7h09 ao meio-dia, subimos e descemos o mais alto pico isolado do Rio Grande do Norte. Uma formação de 19 milhões de anos, segundo os geólogos, composta de ankaratritos, basanitos e olivine-basaltos. E que eu traduzo como pedras e mais pedras com a aspereza de uma lixa 100, friinhas de manhã e quentes de queimar, como pedras vulcânicas que são, a partir das 9 horas.

Objetivo de tanto esforço: partilhar da realização do sonho de Laurence, daqui em diante Mestre Lau, de subir uma montanha de 590 metros. De quebra, aproveitar a viagem que talvez nunca façamos de novo. Olhar o panorama de 360 graus. Tentar ver o Atlântico para confirmação, do ângulo inverso, da tese de Lenine Pinto segundo quem o Cabugi pode ser visto do mar. E conversar potocas geológicas sobre a origem do pico e ouvir estrelas.

Depois de tantas explicações, vamos ao Cabugi. Ou, traduzindo o tupi-guarani, o Peito da Moça.

O primeiro terço da subida se dá numa picada ao longo de uma adutora. Um pouco de mato seco, principalmente juremas, e pedrinhas soltas. O caminho vai se adensando de mato, se estreitando e revelando valas formadas pela erosão. Começam a surgir cardeiros, xique-xiques e macambiras. O último sinal de coisas humanas é a caixa d'água onde termina a adutora.

Um bichinho verde pousa no ombro de Mestre Lau. Parece, a princípio, pela cor, uma esperança. Mas não é. É um bichinho feio, com cara de bagre, uns olhos de sapo e rabo em forma de folha. Se não fosse pelo tamanho, meteria medo.

Estamos quase todos de mangas e calças compridas, algum tipo de chapéu e muito protetor solar. Mas nas primeiras horas da manhã a brisa sopra fresca e o sol não incomoda. O bastão ajuda no equilíbrio. Começamos a caminhada vendo sempre o Peito da Moça, mas quando entramos nas trilhas cobertas pelo mato ele às vezes desaparece. A respiração se torna mais exigente e já é hora de tomar os primeiros goles d'água.

As primeiras pedras começam a surgir e enchem algumas trilhas fechadas pelo mato. É preciso mais atenção, pois a garrancheira está nos roçando e as macambiras, cardeiros e bromélias estão à espreita com seus espinhos. Num trecho mais fechado, surpresa: um ex-voto. Um rosto esculpido em madeira, com traços finos. Sobre a pedra onde repousa, sinais de vela. Penso em levar como lembrança, mas desisto em respeito à fé e à necessidade de quem o fez.

A saída da trilha fechada nos põe de frente a um patamar de pedras e mais pedras, de pouca inclinação, que leva à primeira subida forte. Apesar de suave, atravessar esse patamar de basanitos e olivine-basaltos exige esforço. Os bastões de alumínio providenciados pelo Mestre Lau começam a mostrar a que vieram. Eles ajudam no equilíbrio em meio a pedras dispostas a escorregar e nos dar uma boa torção no tornozelo.

Ultrapassados esses 100 metros, a subida se torna íngreme. O primeiro trecho é perigoso por juntar pedras pequenas e alguma areia, cercado por arbustos em que não se deve confiar, pois não resistem ao menor puxão. Subimos mais distanciados uns dos outros para evitar as pedras que aqui e acolá escorregam. Fala-se pouco, arfa-se muito e a adrenalina sobe. Ao final, cada um, sentado num espaço mínimo, descansa, retoma o fôlego e aprecia a vista.

Mestre Lau faz observações sobre o que se vê lá embaixo, na estrada cortada por carros velozes e outros em marcha lenta. Será essa a única diferença. Quem vai dentro, não vemos. Carregam seus problemas e expectativas: chegar cedo ao lar, iniciar um trabalho, resolver algum problema. Estar a alguns metros acima do mundo corriqueiro nos dá uma sensação de alheamento aos problemas humanos e enseja qualquer coisa de beatitude. Diante disso, Mestre Lau lembra: - Já disse à minha família: quando sentir que vou morrer, vou para o alto de uma montanha.

- Morrerá tranqüilo, respondo. - Mas, agora, é tempo de retomar a caminhada.

A parede seguinte é ainda mais vertical, mas com uma atenuante: as pedras são grandes e menos falsas. O bastão perde a utilidade e passamos a usar as duas mãos, à moda das lagartixas. Ao final do trecho, chegamos àquele patamar em que quem tem medo de altura, se ousasse subir até ali, não poderia olhar para baixo. A visão começa a tomar ares de magnífica, para compensar o esforço. Olhando para baixo, já não vemos com nitidez por onde viemos e encontrar a próxima trilha só é possível graças ao conhecimento do escalador Ivan, que faz este percurso pela terceira vez.

Agora, começamos a andar rodeando o Peito da Moça. Se o Cabugi fosse um seio de verdade, estaríamos na aréola. A proximidade de atingir o bico excita a todos e passamos a caminhar mais rápido. O bastão volta a ser útil e nos ajuda a ganhar velocidade. De vez em quando avistamos a bandeira branca fincada no topo. Os mais jovens já estão lá.

Sou o último a chegar, uns dois metros depois do Mestre Lau. Deixo-o respirar e lhe dou um abraço pela realização do sonho de um menino de nove anos. Todos nos abraçamos. Respiramos, fazemos fotos e falamos ao celular. Comemos banana e bebemos água. Giramos os olhos por 360 graus da paisagem seca do Sertão Central e, estendidas à frente, generosas porções do território potiguar. Estamos no topo do Rio Grande do Norte. Apertamos os olhos em busca de ver o mar, mas a neblina seca espalhada ao longe nos nega esse testemunho. O mais próximo que avistamos dele são porções de areias brancas, talvez dunas de Galinhos e Guamaré.

Quarenta minutos depois começamos a volta. Mas não vou falar da descida. Viemos aqui para subir o Peito da Moça.


Testo : Helio Cavalcanti do Destino do Sol

sabato 5 settembre 2009

Caso di pedofilia o paranoia ?


Brasile, bacia la figlia di 8 anni romano arrestato per molestie

SAN PAOLO - La sua bambina nega le molestie, però un imprenditore di Guidonia, arrestato l'altro ieri sulla spiaggia di Fortaleza in Brasile per aver baciato sulla bocca la figlia di otto anni, rischia dagli 8 ai 15 anni di reclusione in base a una nuova legge brasiliana anti-pedofilia approvata proprio il mese scorso.

Alla funzionaria brasiliana Ivana Timbò, responsabile del commissariato per la lotta allo sfruttamento minorile, la figlia dell'imprenditore ha recisamente negato qualsiasi molestia da parte del padre, confermando solo i "bacini" sulla bocca.

Anche la moglie brasiliana ha negato qualsiasi atteggiamento sconveniente del marito verso la figlia e si è detta scioccata per il malinteso. Su richiesta dell'uomo le fonti ufficiali non rivelano le sue generalità, ma si è appreso che viene dalla cittadina in provincia di Roma e ha 48 anni.

L'incredibile caso sarebbe da attribuire, secondo l'avvocato del consolato italiano, ad un eccesso di zelo da parte di una coppia anziana di brasiliani e della polizia locale, impegnata nella lotta alla prostituzione infantile dilagante nella località balneare del nordest del Brasile.

Il consolato generale italiano di Recife ha ottenuto durante la giornata vari attestati di benemerenza e buona condotta dell'accusato.

Secondo il sito di un quotidiano brasiliano, l'imprenditore è rinchiuso nel carcere di Fortaleza.
L'uomo è sposato con una brasiliana e da 12 anni viene a passare le vacanze sulle spiagge paradisiache della città, accompagnato dalla moglie e dalla figlioletta. Anche quest'anno la coppia stava trascorrendo una quindicina di giorni sulla Praia do Futuro, una spiaggia frequentata dalle famiglie del Cearà più che dai turisti, allo stabilimento "Complexo CrocoBeach".

Tutto è nato dall'intervento di una coppia brasiliana (marito e moglie di 70 e 75 anni, entrambi ex funzionari statali di Brasilia), che si è detta scioccata dalle effusioni del padre alla figlioletta. Secondo i due ci sarebbero stati baci sulla bocca e palpeggiamenti, senza tener conto della presenza della madre della bambina. Così hanno denunciato l'atteggiamento sospetto dell'uomo ai responsabili dello stabilimento e alla polizia.
Intanto la televisione brasiliana ha trasmesso alcuni spezzoni di video ripresi dalle telecamere di sicurezza dello stabilimento balneare dove si trovava l'uomo, con la moglie e la figlioletta. In una delle sequenze, si vede l'imprenditore uscire tranquillamente dallo stabilimento, prima dell'intervento della polizia, mentre cammina abbracciato alla bambina seguito dalla moglie. In un'altra, un bagnino e una cameriera dello stabilimento smentiscono che vi sia stato qualsiasi comportamento scorretto o ambiguo da parte dell'uomo.

Il Cearà, di cui Fortaleza è capitale, è uno stato poverissimo dove negli ultimi dieci anni è dilagata la prostituzione infantile e il turismo sessuale: in particolare vengono qui molti italiani. Basta passeggiare di notte sul lungomare della città per essere abbordati da manipoli di ragazzine chiaramente sotto i quindici anni.

Fonte : La Repubblica