Home Vivere in Brasile La caduta di Gheddafi potrebbe far perdere miliardi di dollari alla Petrobras

La caduta di Gheddafi potrebbe far perdere miliardi di dollari alla Petrobras

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A queda de Kadafi pode significar uma perda de bilhões de dólares em exploração de petróleo e contratos de construção no país para Rússia, China e Brasil. Os três paises se opuserem a sanções duras ao ditador do país e poderiam sofrer retaliações dos grupos que assumirem o poder. Membro da Organização dos Paises Exportadores de Petróleo (Opep), a Líbia produzia cerca de 2% da produção mundial de petróleo, ou 1,6 milhão de barris por dia antes da guerra.

“Nós não temos um problema com os países ocidentais como os italianos, as empresas francesas e britânicas. Mas podemos ter alguns problemas políticos com a Rússia, China e Brasil”, disse à Reuters Abdeljalil Mayouf, gerente de informações da empresa de petróleo rebelde Agoco.

A brasileira Petrobras , que está na Líbia novamente desde 2005, depois de uma passagem na década de 1970, opera uma área de exploração em alto mar no país. Os cerca de 20 funcionários da empresa na Líbia foram retirados da operação de exploração da companhia em fevereiro, por causa dos conflitos.

A empresa não soube informar imediatamente qual era a situação dos funcionários atualmente e nem quando retornaria a procurar petróleo naquele país. A Petrobras ainda não produz no país, onde venceu licitação para explorar sob o sistema de partilha a Área 18, constituída de quatro blocos, com uma extensão total de 10,3 mil km².

A principal produtora estrangeira de petróleo na Líbia, a Eni, da Itália, lidera a corrida de volta ao país. A queda de Kadafi vai reabrir as portas para as enormes reservas de petróleo, com novas operadoras como a petrolífera nacional do Quatar e a trading Vitol prestes a competir com empresas europeias e dos EUA.

As ações das petrolíferas europeias, como a Eni, da Itália, a OMV, da Áustria, e a Total, da França, subiram de 3% a 5%, apesar da queda do preço do petróleo em US$ 2, já que se espera que essas empresas estejam aptas a retomar rapidamente a produção.

O ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que equipes da Eni já haviam chegado à Líbia para examinar o reinício dos trabalhos nas instalações petrolíferas do leste do país, mesmo num momento em que tropas do governo e rebeldes continuavam a combater no oeste.

“As instalações foram feitas pelos italianos, pela Saipem, empresa do setor de serviços. Portanto, é evidente que a Eni terá um papel número 1 no futuro”, disse Frattini à TV estatal RAI.
“Vai demorar algum tempo até retomar a produção de petróleo da Líbia. No entanto, a perspectiva de retomada vai remover alguns dos prêmios de risco político no preço do petróleo”, disse Caroline Bain, da Economist Intelligence Unit (EIU).

A Agoco informou que estava tecnicamente pronta para recomeçar a produção de petróleo em seus dois campos do leste, com capacidade para 250 mil barris por dia.Ele acrescentou que as forças de segurança contratadas a partir do antigo exército líbio já estavam presentes nos campos e a empresa estava à espera de sua autorização para iniciar a produção.

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