domenica 28 agosto 2011

Rio de Janeiro : deraglia il trenino di Santa Teresa . Cinque morti e 57 feriti .



Cinco pessoas morreram e 57 ficaram feridas na tarde deste sábado, depois que um bonde de Santa Teresa descarrilou e tombou quando descia a Rua Joaquim Murtinho, na altura do número 273, perto do Largo do Curvelo. Segundo o comandante do Destacamento de Bombeiros do bairro, Fábio Couri, quatro morreram na hora. Uma das vítimas chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Entre os mortos, estava o motorneiro que conduzia o veículo. Segundo testemunhas, ele fazia aniversário neste sábado.
Dezesseis feridos foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro; seis, para o Hospital do Andaraí; e cinco para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Outros 27 foram levados de ônibus para outras unidades. De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, o estado de quatro vítimas é grave. Segundo a secretaria municipal de Saúde, alguns feridos precisam ser operados.


 O bonde estava super lotado e naturalmente isso contribuiu para o acidente - afirmou Simões. - A perícia está no local, mas é preciso ressaltar que o acidente aconteceu num lugar delicado, numa descida em curva.
O secretário de Transportes, Julio Lopes, esteve em Santa Teresa à noite e lamentou o acidente, que, segundo ele, representa uma tragédia para o turismo na cidade. Lopes disse que o serviço de bondes no bairro ficará suspenso até que sejam apuradas as causas.
O secretário, que foi vaiado ao chegar no local do acidente, admitiu que o bonde passava por reformas, mas informou que os reparos ainda não tinham sido concluídos. Segundo ele, há informações de que o bonde estaria super lotado.


 A questão da superlotação e do uso inadequado é algo que nos preocupa muito e temos informações preliminares de que o bonde estava muito cheio - disse ele. - Foi uma fatalidade, uma tragédia e teremos transparência na apuração deste caso.
Testemunhas afirmaram que o bonde perdeu o freio. O comandante dos bombeiros disse, porém, que apenas a perícia pode comprovar o que de fato causou o acidente. O secretário informou ainda que a secretaria de Transporte está em entendimento com o Ministério Público para fazer um TAC (termo de ajustamento de conduta).
Estamos preocupados com o funcionamento dos bondes há muito tempo, precisamos recuperar e reordenar o seu uso - acrescentou.


2 commenti:

  1. Chiunque abbia preso questo tram poteva immaginare che prima o poi questo sarebbe potuto accadere. Mas ... fazer o que?
    Marcofalco

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  2. Moradores do bairro Santa Teresa deram continuidade neste domingo (26) a uma série de eventos que pretendem ser um ato de manifesto e, ao mesmo tempo, homenagem aos mortos no acidente do bonde ocorrido em 27 de agosto de 2011.
    O tradicional Bonde de Santa Teresa, que funciona desde o século 19, e, até o acidente, era meio de transporte para turistas e moradores do bairro permeado de ladeiras, descarrilou deixando seis mortos e mais de 50 feridos. Desde então, o transporte está suspenso.
    Com o protesto, a principal reivindicação é a volta do meio de transporte, com suas características históricas.
    A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) vai entregar ao Ministério Público Estadual um dossiê, semelhante ao que já foi entregue ao Ministério Público Federal, no qual foram apresentados laudos de engenharia e documentos pedindo o indiciamento do Poder Público e da empresa que opera o sistema, a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central).
    O movimento O Bonde Que Queremos alega que o governo trata com descaso a questão do transporte em Santa Teresa, bem como o próprio bairro. Os moradores relatam que Santa Teresa tem sofrido forte pressão imobiliária, por sua proximidade com o centro e veem nisso o motivo do descaso. Eles alegam que o interesse seria aproveitar os casarões antigos do bairro como restaurantes e hotéis para os grandes eventos, como aponta o reverendo Luiz Caetano, que mora em Santa Teresa.
    Morador do bairro há 64 anos e um dos fundadores da Amast, Vicente Sábato, também se queixa do descaso com a segurança do transporte. “Sempre procuraram impedir o bonde. A primeira virada do bonde foi em abril de 1981. A associação já reclamava providência. À época, a diretoria da Amast foi presa, junto com outros moradores e eu, que não estava na associação, mas era advogado dela”, relembra, explicando que foram levados ao Departamento de Ordem Política de Social (Dops) e, ali, interrogados.
    Sábato diz ainda que a manutenção das características históricas é a garantia da permanência do bonde, tombado como bem cultural pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “A recuperação é possível, com manutenção.” Segundo ele, a Central, que opera o sistema, recuperou 14 bondes há pouco mais de dez anos.
    Os moradores alegam que o sistema funciona, nos moldes históricos, com o bonde aberto, capaz de transportar até 80 pessoas, e discordam do modelo posto em licitação ainda em 2011, baseado em bondes portugueses, de 24 lugares, fechados e capazes de atingir maior velocidade. “O bonde é popular, está fazendo agora 116 anos e ele dá identidade cultural ao nosso bairro. Ele nos faz andar calmos, ter o privilégio de andar distantes do tumulto da cidade. Sem o bonde tudo se perde”, reclama Nilce.
    “[Este projeto licitado] é um microônibus sobre trilhos. As pessoas querem o bonde como ele sempre foi. Não tem de inventar e mudar o modelo do bonde, ele virou [tombou] por falta de manutenção”.
    As informações são da Agência Brasil.

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