domenica 25 dicembre 2011

Auguri a Natal " noiva do sol " , la città compie 412 anni





Para o baiano Caetano Veloso, Natal é o “diamante do Nordeste”. Na expressão de Câmara Cascudo, a “noiva do sol”. À parte os epítetos lisonjeiros, a quatrocentona cidade dos Reis Magos veste-se de luz, magia e beleza para celebrar hoje (25), 412 anos vividos intensamente. Praias, dunas, sol, pau-brasil e riquezas naturais outras cativaram franceses, portugueses e holandeses que, pela abastança, encanto e estratégia do território natalense, travaram batalhas renhidas pela posse do sítio, mais do que prometia a bravura humana.


Mangabas, cajus “virgulados de castanhas” e jabuticabas adoçaram o paladar dos colonizadores. Europeus sentiram o sabor atlântico de ciobas, tainhas e xaréus agasalhados de farinha. Ouviram, ainda, o canto do azulão e da craúna no Parque das Dunas, nosso “pulmão” natural. Aqui, portugueses ergueram uma fortaleza, fundaram uma cidade e edificaram igrejas para propagar sua fé cristã. 

Do solo natalense, brotaram artistas e homens de letras que dignificaram a nossa cultura. Eruditos do lastro de Luís da Câmara Cascudo e Américo de Oliveira Costa fizeram a estrela de Natal brilhar mais intensamente na constelação da literatura. 



História

No longínquo 1530, o soberano de Portugal, Dom João III, dividiu o Brasil em lotes - as Capitanias Hereditárias – e as terras que hoje correspondem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa ocorreu cinco anos depois com o objetivo de colonizar a região. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo a fixação dos portugueses em terras potiguares.

Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição lusa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Em fins do século 16, o rei de Portugal, Dom Felipe I, ordenou ao Governador Geral do Brasil, Dom Francisco de Souza, por meio das cartas régias de 09/11/1596 e de 15/03/1597, que fosse construída uma fortaleza e que se fundasse uma cidade para afastar os estrangeiros. 

Banhados de rio e mar, os portugueses iniciaram a construção da cidadela de barro, no dia 6 de janeiro de 1598. Sua planta foi elaborada pelas mãos abençoadas do Padre Gaspar de Samperes, sendo concluída em 24 de junho de 1598 e denominada Fortaleza dos Reis Magos, por se tratar do dia de Santos Reis.

Graças à riqueza e fertilidade, o nosso território logo despertou a cobiça de outros povos d’além-mar. Em dezembro de 1631, teve início a campanha batava para conquistar a Capitania do Rio Grande. Os holandeses contavam com a ajuda dos índios Janduís, inimigos históricos dos lusos. Uma tropa, sob o comando de Albert Smient e Joost Closter, desembarcou em Genipabu. 

Somente em dezembro de 1633 é que veio a expedição definitiva. A esquadra trouxe 808 soldados que desembarcaram em Ponta Negra. O combate começou no dia 8 e se estendeu até o dia 12, quando a guarnição do forte, à revelia do capitão-mor Pero Mendes de Gouveia, ferido no combate, propôs a rendição. 

Vencedores, os holandeses rebatizaram o forte de Castelo Keulen, homenagem ao diretor da Companhia das Índias Ocidentais, e Natal, de Nova Amsterdã. Com o domínio holandês, em 1633, a rotina da cidade que começava a evoluir foi totalmente mudada. Os batavos permaneceram 21 anos em solo potiguar. Em 1654, os lusos expulsaram os batavos e reconquistaram a Capitania. 



Século 20

Classificada como "um dos quatro pontos mais estratégicos do mundo", pelo Departamento de Guerra dos EUA, junto com Suez, Gibraltar e Bósforo, Natal nos anos 1940 serviu de base militar para os soldados norte-americanos, que vinham abastecer as aeronaves para seguir viagem para Dacar, no Senegal, e de lá combater as tropas alemãs na África e na Europa. No período da 2a Grande Guerra, a cidade ganhou notoriedade no mundo inteiro.

Nos anos pós-guerra, Natal continuaria a se desenvolver e a sua população crescer, mas só algumas décadas mais tarde é que esse quadro mudaria definitivamente, com a construção da Via Costeira nos anos 1980. São 10 km de praias com uma excelente rede de hotéis entre as dunas e o mar.

Atualmente, a quatrocentona capital do RN se encontra em processo de forte crescimento urbano e conurbação com cidades vizinhas, registrando, segundo o Censo 2010 do IBGE, uma população de 803.311 habitantes, que, se levada em conta a parcela flutuante, sobe para 1.350.840 habitantes.

Sozinha, a capital potiguar responde por 40% da receita do estado. A base da sua economia são atividades relacionadas ao comércio, indústria, construção civil e, principalmente, o turismo. Hoje, não só franceses, portugueses e holandeses visitam Natal. Nos períodos de alta estação, a cidade se transforma na babel brasileira, recebendo turistas do mundo inteiro. 


1 commento:

  1. Al seguente link un interessante video su Natal con interviste a stranieri che , innamorati della città , hanno deciso di viverci definitivamente Tra questi il nostro amico e presidente della Associazione ACIBRA : Michele Maisto :

    http://in360.globo.com/rn/noticias.php?id=9826

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