giovedì 8 dicembre 2011

Dentro lo zero


Il terzo trimestre del 2011 si è concluso con crescita zero per la economia brasiliana . Nell'articolo che segue la giornalista Miriam Leitao esperta di questioni economiche analizza le cause .
In estrema sintesi il dato è dovuto più a cause esterne come la caduta degli investimenti che a fattori interni dato che l'occupazione è rimasta costante , il consumo delle famiglie ha chiuso con un incremento del 2,8% rispetto allo stesso periodo dello scorso anno . L'aumento dell'indebitamento non preoccupa fino a che non ci saranno dimissioni il che potrebbe essere la fase seguente alla sospensione dei nuovi investimenti . Il settore dell'agropecuaria è quello che a guidato la crescita mentre industria e servizi sono calati .
Tutto ciò rafforza il programma di riduzione della SELIC , vista come stimolo alla crescita economica .
La impressione , come residente in Brasile , è che il governo stia cercando di sostenere i consumi di fine anno attraverso misure come la riduzione delle imposte sui prodotti industrializzati ( IPI ) . Tutti gli shopping fanno leva su questo per evidenziare la riduzione nel prezzo di vendita soprattutto degli elettrodomestici . Devo dire che  , a prima vista , i negozi continuano ad essere affollati come prima e molti prodotti sono gia esauriti . Il clima generale è di ottimismo anche in vista dell'annunciato aumento del salario minimo del prossimo anno che aumenterà il potere di consumo della classe C .
Un dato interessante è rappresentato dalla vendita degli autoveicoli che nonostante la crescita degli anni scorsi continua a battere record . Le vendite del 2011 hanno superato quelle del 2010 del 4,8% passando da 3,13 milioni di unità a 3,28 milioni .

O zero do crescimento brasileiro do terceiro trimestre confirma a descida da economia este ano e é explicado mais pelo contexto internacional do que pela situação interna. Os dados divulgados ontem pelo IBGE mostram que a agricultura cresceu pelo aumento da produtividade e o consumo é sustentado por salários e crédito. O pior dado é o da queda do investimento.
Diante da situação externa, o empresário parou de investir, mas não demitiu. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve aumento de 2,6% na massa salarial e os dados da Pesquisa Mensal de Emprego mostram baixo nível de desemprego em geral. Os analistas veem em alguns dados uma perda de fôlego do mercado de trabalho, mas a desaceleração do ano não levou a demissões.
O consumo das famílias teve ligeira queda, na margem, de 0,1%, mas fechou em alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O que o sustentou até agora foi principalmente o crescimento do crédito, de 18%. A expansão do endividamento não preocupa por enquanto porque o nível de emprego permanece alto, mas se houver demissões, as famílias terão dificuldades de cumprir seus compromissos.
Normalmente, o empresário num primeiro momento de crise suspende novos investimentos. É o que se vê agora nos números. A taxa de investimento do ano está em 20%, o que é bom, mas os dados trimestrais mostram forte desaceleração. Se as empresas acharem que o ambiente de estagnação permanecerá por muito tempo elas demitirão. Por enquanto, os empresários estão adiando investimentos, mas mantendo o seu quadro de funcionários, o que indica que eles acreditam que a economia retomará o crescimento em breve. Mas uma alta do crédito de 18% numa economia que chegou à estagnação no terceiro trimestre, e está com a inflação acima do teto da meta, não é um quadro brilhante.
Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o PIB cresceu 2,1%. Isso é mais um degrau na descida do PIB, que no terceiro trimestre do ano passado cresceu 6,9% na mesma comparação. No quarto, o número foi de 5,3%; no primeiro de 2011 foi de 4,2%; no segundo, de 3,3%. Uma descida forte em cinco trimestres.
A agropecuária subiu 3,2%, a indústria teve uma queda de 0,9% e os serviços caíram 0,3%, na comparação de julho, agosto e setembro contra abril, maio e junho. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, os dados são: agropecuária, 6,9%; indústria, 1%; serviços, 2%. 
O mais importante é sempre saber o que os números nos contam. Os do PIB do terceiro trimestre dizem que o choque externo bateu aqui, desanimou empresários, afetou principalmente a indústria, mas o setor de produção de alimentos continuou forte. Dizem também que apesar de a indústria afirmar que o dólar baixo está provocando queda do setor, pela invasão do produto importado, a exportação cresceu no período: 1,8%. E as importações caíram 0,4% na comparação do terceiro contra o segundo trimestre.
O terceiro trimestre pode ter sido o vale, a parte mais baixa desta desaceleração. Não existe muita expectativa quanto a uma recuperação forte no quarto trimestre, mas ele deve ficar positivo em relação ao trimestre cujos dados foram divulgados ontem. Este foi o ano em que houve terremoto-tsunami-desastre nuclear no Japão, evento que levou a uma interrupção temporária de algumas cadeias produtivas globais; revolta na África, que elevou o preço do petróleo; desaceleração da economia americana, que começava a se recuperar e a alta do petróleo afetou a capacidade de compra das famílias, porque lá a cotação internacional é transferida imediatamente para as bombas; crise da dívida americana, que petrificou o mundo por algumas semanas; crise da dívida soberana na Zona do Euro, com a qual a economia internacional ainda se debate. Diante dessas circunstâncias, o país teria mesmo período de estagnação.
Mas, no trimestre, algumas economias estão melhores do que a brasileira. Na comparação feita pelo próprio IBGE, o Brasil cresceu zero como a Bélgica e a Espanha. Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido cresceram 0,5%; o Japão, 1,5%; México, 1,3%; Chile, 0,6%. Até a Zona do Euro como um todo ficou melhor, fechou em 0,2%.
Já se sabia que neste ano haveria queda de ritmo de crescimento em relação a 2010, quando o país deu um salto impulsionado por gastos públicos com objetivos eleitorais. A ideia era fazer um crescimento forte que ajudasse a eleger a presidente Dilma. Depois, foi a hora de pôr o pé no freio até porque a inflação estava subindo. Os juros foram elevados, a inflação resistiu no alto. Ainda está acima do teto da meta, mas o Banco Central há três reuniões tem reduzido as taxas de juros. Em 2012, se o mundo sair da encrenca em que está, o país deve recuperar o ritmo ao longo do ano.

6 commenti:

  1. Secondo me il governo brasiliano si sta' comportando molto bene. Non e' facile mantenere stabilita' in un paese come questo.L'importante e' che non avvengano licenziamenti, come dice l'articolo,( che qui ho visto e' molto comune quando c'e un problema di tipo economico )altrimenti si rischierebbe una forte "inademplencia" dei debiti contratti per mantenere l'economia in alta. Il governo ha stimolato l'economia con molto credito, dato specialmente proprio alle classi emergenti, tipo la classe C. ( la piu' a rischio secondo me a perdere lavoro in caso di un aggravamento economico mondiale ). Io ho solamente un dubbio: non si rischia di indebitare troppo la popolazione? Anche se per il momento sta' funzionando ed ha funzionato nella crisi passata.
    Riccardo

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  2. La classe B e C non possono essere definite 'classi piu' basse '
    Micuzzo

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  3. Corretto il testo , grazie della osservazione .

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  4. X Riccardo

    il rischio esiste anche perchè gli interessi sono ancora altissimi . I commercianti stanno offrendo rate sempre più basse allungando la durata del prestito , questo a scapito del prezzo finale .

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  5. Se la esportazione diminuisce, bisogna compensare con il mercato interno. In questo modo l'industria non rimane oziosa. Il problema è che il brasiliano ancora ha un reddito basso, come fa ad acquistare? Si può aumentare i salari un po' (vedi il minimo nel 2012), diminuire gli interessi (vedi la SELIC), ridurre le imposte (vedi IPI, IOF). Il pericolo è sempre l'inflazione. La cosa giusta che ha fatto il governo è stato l'esatto opposto alcuni mesi fa, ha alzato gli interessi, le imposte e non ha aumentato il salario. In altre parole: ha frenato PRIMA di entrare nella curva. Ora, può accelerare per uscire fuori senza forzare il sistema e dover derapare. Se la fase acuta dura 2 o 3 anni credo che il Brasile ce la farà. Il debito, anche se in aumento, è ancora a livelli bassi, le famiglie sono indebitate al 30% circa del reddito mensile. Gli interessi sono i più alti del mondo! C'è spazio per manovrare ancora.

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  6. Bravo Paulo,
    hai sintetizzato molto bene le ragioni per cui io ritengo che il duo Dilma-Mantega stia gestendo molto bene la fase economica, certo non facile.
    Ovvio che gli effetti dell'inflazione sono pesanti per tutti ma sempre meglio dover gestire l'inflazione che la stagflazione.
    Se in questo contesto non facile riusciranno a trovare i soldi sufficienti anche per educazione e sanità, oltre che per il welfare e le infrastrutture come stanno facendo, senza portare il carico fiscale a livelli europei, allora io credo che il Brasile potrà veramente offrire un futuro migliore per moltissimi.
    L'economia è un "equilibrismo" difficile e non è una scienza certa ma a me sembra che ce la stiano mettendo tutta.
    Marco

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