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Oliviero Pluviano ed il progetto Fitzcarraldo

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Nel film del 1982  Fitzcarraldo con Klaus Kinski e Claudia Cardinale un inquietante personaggio portava  l’ opera italiana nel cuore dell’ Amazzonia trasmettendo le note con un megafono installato su un classico battello fluviale . Prendendo ispirazione dal film,  l’italiano Oliviero Pluviano giornalista , da 20 anni in Brasile ha trasformato il Gaia , un  battello acquistato sette anni prima per il Progetto ” Saude e alegria ” da barca ospedale a barca cinema . 
Lo scopo del progetto è portare il cinema negli sperduti villaggi dell’Amazzonia : la gente ha bisogno certo di salute ma anche di allegria altrimenti ci si ammala egualmente . 
Potete trovare il filmato completo del servizio apparso sulla Rete Globo di questa Domenica 11 Dicembre al link : http://tinyurl.com/d29l4uy
Vamos embarcar em uma viagem cinematográfica pela Amazônia, acompanhando um italiano cheio de ideias e boas intenções. Ele carrega um cinema dentro de um barco, para levar a magia dos filmes a comunidades isoladas.

É coisa de cinema. Na esquina do Tapajós com o Amazonas, o Pará tem encanto para encher as maiores telas. E, no entanto, esta é uma terra sem projetores…

O único cinema de Santarém, a maior cidade aqui da região, fechou há mais de dez anos. E nos povoados ribeirinhos a imensa maioria da população jamais botou os pés dentro de um cinema em toda a sua vida. Por conta de tudo isso, um italiano, um jornalista que mora aqui há 20 anos e é apaixonado pela Amazônia, resolveu embarcar em um sonho cinematográfico: levar o cinema para essas comunidades. E fazer isso da maneira mais amazônica possível: a bordo de uma gaiola, como são chamadas essas embarcações que cruzam os rios da Amazônia.

Oliviero Pluviano é correspondente no Brasil. Comprou o Gaia há sete anos, para ajudar no atendimento médico da região de Santarém. Quando o projeto “Saúde e alegria” ganhou um barco-hospital próprio, o Gaia ficou sem função. E Oliviero resolveu usar a gaiola para compartilhar sua paixão com as comunidades mais isoladas.

Com ajuda de uma indústria italiana no Brasil e da parceria cultural entre os dois países, nasceu o projeto Fitzcarraldo. O nome, o italiano tomou emprestado de um filme que conta a história de um outro europeu fascinado pela Amazônia. “No filme ‘Fitzcarraldo’, o protagonista Klaus Kinski quer trazer a ópera italiana para o coração da Amazônia. Eu, modestamente, quero trazer o cinema”, explica Oliviero.




A equipe do Fantástico embarcou na segunda sessão do barco-cinema. Navegaram quatro horas, até encontrar as águas pretas do Rio Arapiuns. Primeira parada, a Vila do Anã.

A equipe do “Saúde e alegria” estava no povoado e veio receber os recém-chegados.
A equipe do Fantástico questiona se o povo do local precisa de cinema, se não há outras coisas mais necessárias. “Bom, a gente até precisa. Saúde é fundamental, mas a alegria é muito mais. Sem alegria, o povo fica doente”, diz a arte-educadora Elis Barbosa.

Em um piscar de olhos, a tripulação do Gaia monta um cinema no pátio da escola. Tela para mostrar muito mais do que a vida dos outros.

Mas, se o mundo do cinema está visitando a Vila do Anã, no local a gente descobre que a Vila do Anã também se prepara para mostrar suas imagens para o mundo.
Natália aprendeu a editar os vídeos feitos com celulares por jovens da comunidade e vai exibir um deles nessa noite. Ela diz que não está nervosa.

A escuridão no povoado só dá trégua três horas por noite, quando ligam o gerador. Só que, nessa noite, o escurinho é aliado. A pipoca está quente e a projeção vai retomar o filme interrompido há duas semanas por uma tempestade. Dessa vez, o céu vai ajudar, e a tela mostra a genialidade do ator e diretor italiano Roberto Benigni no filme “A vida é bela”. A projeção entra pela noite, mas o público não tira os olhos. Mais uma vez, a tela grande realizou sua magia.

“Uma história muito linda, que mexe no coração da gente”, diz o agricultor José da Silva.

De manhã, feito um projetor, o sol enche os olhos e esquenta o dia. O anfitrião italiano se refugia nas águas que aprendeu a amar. Oliviero acredita que o cinema pode ajudar as comunidades: “Não se vive só de farinha ou de peixe. Tem que trazer aqui cultura, fantasia e diversão”.

Cai a tarde e o Gaia chega a mais um lugarejo. Vai ser a primeira sessão de cinema da história!

Tucumã tem agricultura, artesanato, uma escola, uma igrejinha à espera da reforma… E pronto. Dessa vez, a tela sobe na beira do Arapiuns, com a ajuda das crianças. Metade dos 300 moradores se espalha pelos bancos emprestados da igreja. Todos se acomodam para assistir à animação “Rio”. A criançada se diverte, sem esquecer da pipoca.

Na tela, a animação pode ter terminado, mas a das crianças continua. Vão dormir e sonhar com aquela telona.

É fácil sonhar, cercado de cinema e fantasia. Dá até para imaginar o Oliviero no papel do seu personagem favorito, aquele europeu meio louco que sonhava levar cultura à Amazônia. 

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