Home Vivere in Brasile L’Argentina nazionalizza la Repsol . Crisi nei rapporti con la Spagna

L’Argentina nazionalizza la Repsol . Crisi nei rapporti con la Spagna

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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta segunda-feira que seu governo pretende “expropriar” de 51% da petrolífera de capital argentino e espanhol Repsol-YPF. A declaração – segundo Cristina, inspirada na Petrobras – estremeceu as relações diplomáticas com a Espanha.
Um projeto de lei, já enviado ao Congresso Nacional, estabelece que o Estado passa a controlar a empresa – que havia sido privatizada nos anos 1990. A presidente justificou a decisão diante da queda na produtividade da petroleira, no aumento inédito das importações de combustíveis, no passado, e no fato do país ser um dos poucos no mundo que não tem o “controle” deste setor.
“Depois de dezessete anos, pela primeira vez em 2010, tivemos que importar gás e petróleo. Também tivemos redução no saldo comercial (devido à queda nas exportações do setor), que entre 2006 e 2011 foi de 150%”, afirmou.
“Não se trata de estatização, mas de recuperação da empresa, que passará a ser controlada pelo Estado argentino”, disse, em rede nacional de rádio e de televisão. Ela também anunciou a assinatura de um decreto intervindo na companhia, que passará a ser administrada por autoridades locais, antes mesmo da aprovação do texto pelos parlamentares argentinos.

Reação

O anúncio da nacionalização era esperado há vários dias e já tinha gerado forte reação das autoridades da Espanha. Durante o discurso, Cristina leu trechos de reportagens da imprensa espanhola sobre o assunto e afirmou. “Essa presidente não fará eco de frases insolentes (da Espanha). Primeiro porque sou chefe de Estado. Minha responsabilidade é conduzir”, disse.
Pouco depois do anúncio, a número dois do partido governista da Espanha (PP), Dolores de Cospedal, disse que o governo espanhol “responderá” à medida argentina. “Nesta questão, a Espanha tem o apoio dos sócios europeus e outros sócios”.
Na sexta-feira passada, a Comissão Europeia afirmou ter o “dever de defender os investimentos realizados pelos estados-membros do bloco no exterior”, sinalizando apoio à Espanha. O rei Juan Carlos também teria telefonado para Cristina tentando evitar a expropriação. O diretor da Repsol-YPF, Antonio Brufau, ainda pedia diálogo poucas horas antes do anúncio presidencial.
Petrobras

Cristina afirmou que a decisão argentina não é um “fato inédito”, já que outros governos, como México e Bolívia, possuem 100% das empresas petrolíferas estatais. Ela citou o Brasil como um modelo.

“No Brasil, o estado tem 51% (das ações) por meio da Petrobras. Nós escolhemos o mesmo caminho (com a Repsol-YPF). Queremos ter uma relação igualitária com nosso sócio (Brasil), para ajudar a América Latina a se transformar também em região de auto-abastecimento. E, por isso, queremos incluir Venezuela no Mercosul para fechar o anel energético”, disse.
O restante das ações da Repsol-YPF -mais de 40%- corresponderá às províncias e um percentual reduzido aos espanhóis (especula-se que em torno de 6%). A presidente disse que a medida não afeta “outros sócios ou acionistas” da Repsol-YPF.
No entanto, após o anúncio, as ações da empresa registraram forte queda na Argentina e no mercado internacional.
A presidente afirmou também que seu governo quer trabalhar junto com o empresariado, mas que “não vai tolerar” a falta de cooperação com seu país. O anúncio da presidente foi interpretado por analistas argentinos como sinal de “maior ingerência do Estado” na economia local.

Dal Sole 24 ore 


Nel mezzo delle polemiche per il trentennio della guerra con la Gran Bretagna per le Falkand, l’Argentina di Cristina Kirchner nazionalizza la società energetica Ypf, finora controllata dalla spagnola Repsol. Oltre al prevedibile crollo in Borsa (Madrid fa il +0,7% ma Repsol lascia sul terreno il 6,1%) si innescano tensioni fra i due Paesi con la Spagna che richiama il suo  ambasciatore e il presidente della Commissione europea, il portoghese Josè Manuel Barroso che, dopo la decisione di annullare la riunione congiunta Ue-Argentina in programma il 19 e 20 aprile, chiede ai propri uffici di studiare, in stretto contatto con le autorità spagnole, tutte le opzioni possibili che potrebbero essere seguite «nel caso della decisione dell’Argentina su YPF».
La portavoce della Commissione, Pia Ahrenkilde Hansen, ha precisato anche che la Commissione europea ha invitato «ancora una volta le autorità argentine a rispettare gli accordi internazionali. Il nostro approccio – ha proseguito – è di avere una certezza giuridica per la compagnia spagnola, ma anche per le altre aziende europee. 

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