sabato 19 maggio 2012

Economist analizza i punti deboli del Brasile

Um artigo na edição desta semana da revista britânica The Economist diz que o Brasil tem pontos fortes "reais", mas que o governo deveria "se preocupar mais com as suas fraquezas".
Apesar de elogiar o desemprego baixo, o aumento dos salários e o investimento estrangeiro direto batendo recordes, o artigo diz que o governo é responsável por grande parte do "custo Brasil".
"A carga de impostos não só subiu de 22% do PIB em 1988 para 36% hoje, mas o sistema tributário é absurdamente complexo. A maior parte do dinheiro vai para aposentadorias supergenerosas e para um pesado governo esbanjador, em vez de ser transferida para os pobres", diz o texto.
Segundo a revista, a presidente Dilma Rousseff vem trabalhando para lidar com alguns destes problemas - tentando eliminar o déficit fiscal, cortando impostos para alguns setores da indústria e apostando na modernização de aeroportos -, mas "seus esforços para baixar os custos são tímidos demais; ela foi responsável pelo tolo novo regime protecionista no setor de petróleo; e a impressão de que ela está preparada para aceitar um crescimento abaixo de 4%", o que, para a publicação, afastaria investimentos do Brasil, prejudicando seus eleitores mais pobres.
"Uma taxa de crescimento de 3,5% pode parecer generosa para padrões ocidentais, mas está abaixo tanto do que o Brasil precisa para dar continuidade aos recentes ganhos sociais quanto do que poderia ser", diz o texto.

Investidores estrangeiros


Uma outra reportagem sobre o Brasil publicada na mesma edição da revista afirma que investidores estrangeiros e aqueles que os aconselham demonstram uma abordagem nova e menos empolgada em relação ao País.
Como um dos exemplos dessa nova abordagem, o artigo cita texto recente de Ruchir Sharma, analista do Morgan Stanley, na revista Foreign Affairs, no qual afirma que o Brasil subiu com os preços das commodities e irá cair com eles.
Segundo a Economist, após ter conquistado estabilidade macroeconômica e redução da desigualdade de renda e registrado uma recuperação rápida da crise econômica mundial e crescimento de 7,5% em 2010, no ano passado o País cresceu apenas 2,7%, abaixo dos outros Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul).
A revista diz ainda que são necessários "ganhos de produtividade, mais poupança e investimento" para dar um novo impulso à economia brasileira. "Mas não há sinal disso", diz o texto.
A reportagem cita a recente desvalorização do real frente ao dólar e o fato de a taxa básica de juros estar em 9% e com perspectivas de baixar ainda mais como "vitórias há muito esperadas" pelo governo brasileiro. "Nenhuma, porém, foi suficiente para reverter uma recente mudança de clima contra o Brasil", diz o texto.

Fraquezas

A revista diz também que, para alguns analistas, "intervenções políticas suplantaram uma moeda supervalorizada como o maior risco no Brasil", e menciona ainda o caso da nacionalização da YPF pela Argentina no mês passado e o fato de o Brasil não ter criticado publicamente o vizinho. "Isso é arriscado", diz a revista. "O Brasil realmente é diferente da Argentina, mas estrangeiros talvez não percebam isso."
A reportagem cita ainda a recente ameaça de multas à Chevron e de prisão de seus executivos, após um vazamento de óleo, que teria provocado questionamentos de possíveis investidores sobre se no Brasil um deslize pode levar ao risco de ter seu passaporte confiscado.
No entanto a revista conclui que, apesar dos problemas e da previsão de crescimento modesto por alguns anos, há ainda muitas oportunidades no Brasil, como nos setores de agribusiness e mineração.


8 commenti:

  1. Che il Brasile abbia delle debolezze non ci sono dubbi, ma quelle indicate non sono così gravi. Avevo letto l'articolo alcuni giorni fa e subito ho avvertito quel punto di vista anglosassone colonialista che pensa alla facilità di fare affare (meno burocrazia) e non a modelli di sviluppo non neoliberisti. Il Brasile ha una organizzazione federativa dove ci sono tre livelli di imposte: federale, dello stato e municipale. Negli ultimi mesi ho studiato affondo il sistema fiscale (ho dovuto sviluppare un software gestionale) e i diversi livelli sono la soluzione per la distribuzione delle entrate. Un po' quello che il nostro Bossi voleva fare in Italia, federalismo fiscale.

    Il punto debole attuale del Brasile è l'industria. Essa ha bisogno di avere una percentuale maggiore nel PIL. Alcuni settori che nel passato erano molto sviluppati hanno perso terreno. La competizione con la Cina e India sta provocando danni all'industria nazionale di base. La strategia economica del governo sembra voler sviluppare il mercato interno per compensare le perdite di esportazione verso USA e Europa dovute alla crisi. Altro rischio è l'educazione, mancano tecnici specializzati (educazione e formazione), cosa che l'industria reclama.

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    1. Perfettamente daccordo sulla faziosità dell'articolo ... mi ha inorridito la seguente frase :

      A reportagem cita ainda a recente ameaça de multas à Chevron e de prisão de seus executivos, após um vazamento de óleo, que teria provocado questionamentos de possíveis investidores sobre se no Brasil um deslize pode levar ao risco de ter seu passaporte confiscado.

      La Chevron per chi non lo sapesse ha creato una crepa sul fondo dell'oceano da cui sono sfuggiti milioni di litri di petrolio e come al solito hanno inizialmente tentato di nascondere la gravità dell'incidente . Di seguito riporto un articolo sull'argomento :

      O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou nesta quarta-feira à justiça a companhia petroleira americana Chevron e 17 executivos por "crime ambiental", após um vazamento de petróleo ocorrido em novembro, uma denúncia sem fundamento, segundo a empresa.
      "O Ministério Público Federal denunciou as empresas Chevron, Transocean (nr: proprietária dos equipamentos da plataforma) e 17 pessoas por crime ambiental e dano ao patrimônio público em virtude do vazamento de petróleo no Campo do Frade, na Bacia de Campos, em novembro de 2011", informou o órgão em um comunicado.
      "O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, e mais três funcionários da empresa responderão, ainda, por dificultar a ação de fiscalização do poder público (...), apresentar um plano de emergência enganoso" e "alterar documentos entregues às autoridades", destacou o comunicado.
      A companhia petroleira Chevron considerou como "escandalosas e sem fundamento" as denúncias.
      "Estas acusações são escandalosas e sem fundamento. Assim que todos os fatos forem totalmente examinados, ficará demonstrado que a Chevron e seus funcionários responderam de forma adequada e responsável ao vazamento", destacou a empresa em um comunicado.
      A companhia anunciou que "defenderá vigorosamente" seus funcionários perante a ação penal.
      O Ministério Público pediu 31 anos e 10 meses de prisão para Buck, a pena máxima solicitada na denúncia, bem como pagamento de fiança de R$ 1 milhão para cada pessoa e de R$ 10 milhões para cada empresa. Se forem condenados, os valores servirão para cobrir as indenizações por danos, multa e custas do processo.
      O vazamento "afetou todo o ecossistema marítimo - podendo levar à extinção de espécies - e causou impactos às atividades econômicas da região, além de danos ao patrimônio da União, uma vez que o vazamento ainda está em curso", acrescenta o texto, que cita o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira.
      A instância pediu à Justiça "o sequestro de todos os bens dos denunciados", entre os quais estão 11 altos executivos e funcionários da Chevron, cinco da Transocean e uma analista ambiental, a quem a polícia acusa de armazenamento irregular e processamento de produtos tóxicos do vazamento.
      O vazamento de cerca de 3.000 barris de petróleo ocorreu em novembro passado no bloco de Campo do Frade, 370 km ao nordeste do Rio de Janeiro.
      Em 4 de março passado, um novo vazamento foi detectado a 3 km do primeiro, a 1.300 metros de profundidade.

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  2. Come al solito credo che la verità sia nel mezzo.
    L'articolo mi sembra permeato da quell'ideologia neoliberista ben deleteria tipica delle economie anglosassoni moderne (e non solo).
    Emblematica in tal senso è anche l'aperta critica al "protezionismo" praticato da Dilma nel settore petrolifero. Ovvio che molti vorrebbero mettere le mani sul petrolio (come su molte altre materie prime) brasiliano.
    Di contro, alcune critiche rivolte al settore industriale, ai modesti investimenti in ricerca e cultura, come pure sul fatto che il brasile non può e non deve accontentarsi di crescere a tassi "occidentali", hanno il loro fondamento di verità e sono condivisibili.
    In particolare condivido la critica rivolta in merito ad una certa timidezza di Dilma nel mettere in campo in maniera più decisa alcune politiche economico-sociali. In particolare nel settore degli investimenti pubblici, anche a costo di ampliare il deficit.
    Ma, si sa, che la politica è arte nobile (raramente) ma difficile (spesso).
    un saluto
    Marco

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  3. In poche parole... stanno a rosicà sti anglosassoni del c.
    Interessante l'analisi di Paulo che parla di una debolezza dell'industria brasileira. Interessante, dico, anche per gli stranieri. Visto un certo esodo di laureati tecnico-scientifici europei verso il Brasile (di cui il caro Antonio ha postato dei resoconti giornalistici alcune settimane fa), pensate che anche un operaio specializzato europeo possa essere utile nel sistema produttivo brasiliano? Naturalmente, fatte tutte le considerazioni su salari molto più bassi e garanzie sociali più ristrette.
    Però, per dire, se un operaio specializzato europeo si trova per la crisi col culo per terra, se in Brasile questo tipo di mano d'opera locale manca ("mancano tecnici specializzati (educazione e formazione), cosa che l'industria reclama", dice giustamente Paulo), pensate che si possa aprire questo nuovo spiraglio economico per approdare in Brasile, oltre ai "soliti" investimenti immobiliari o nella ristorazione?
    Un caro saluto
    Mario

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  4. Intanto, caro Antonio, urge un post di quelli belli sostanziosi sul rialzo vertiginoso del cambio Euro - Real: siamo già oltre i 2,60.
    Che si prospetta all'orizzonte? Conviene portare due soldi in un conto brasiliano, ma continuando a vivere in Italia anche per non farsi mangiare gli interessi dall'inflazione? (come tu hai già spiegato egregiamente più volte, sperando che io abbia capito bene...).
    Un caro saluto
    Mario

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    1. Ciao Mario

      per me e per coloro che come me hanno scelto di vivere in Brasile questo è solo il momento di riporre la carta di credito brasiliana nel cassetto e spendere con quella italiana , nulla di più .
      Capisco dalla tua paure della inflazione che vivi in Italia . Io posso garantirti che ,ad esempio, i prodotti elettronici negli ultimi due anni qui sono dimezzati di prezzo , la benzina costa 1 euro al litro , mangiare bene costa pochissimo , vestire e calzarsi ancora meno .Ci vuole tempo per capire come e dove spendere , è vero , ma una volta che lo hai capito vivi tranquillamente .
      Ultimo esempio ; si è rotto ieri l'alzacristallo elettrico . Prima officina voleva cambiare tutto compreso il motorino funzionante . Il ricambio Wolkswagen R$ 279 più R$ 50 di manodopera , totale R$ 329 . In alternativa con ricambio non orifinale R$ 140 piu R$50 , totale R$ 190 . Ho cambiato officina perchè il problema era solo nel cavetto di acciaio che si era sfilato . Ho trovato una officina che mi sostituiva solo il cavetto : totale R$ 100 incluso il lavoro . Ho cambiato ancora officina perchè R$ 100 mi sembrava esoso. Ho trovato una officina che mi ha fatto tutto il lavoro per R$60 e mi ha rilasciato ricevuta e garanzia per un mese .Insomma in 40 minuti di ricerca ho abbassato il prezzo di oltre 5 volte . Hai capito ora come funziona qui il mercato ?
      L'inflazione è calcolata sulla riparazione della Wolkswagen !!

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    2. Molto significativo l'esempio della riparazione della Wolkswagen...
      Allora per me che sono "costretto" a stare in Italia con moglie e figli brasiliani, credi che sia un momento favorevole per aprirsi un conto in Brasile (moglie e figli passeranno la prossima estate lì, nel Maranhao), trasferendo un po' di euro, visto che l'euro vs real adesso vale abbastanza?
      Mario

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    3. Ciao Mario

      è da verificare . Il conto poupança non ha costi ma potresti non poter trasferire soldi dall'Italia ,pertanto chiedi esplicitamente alla Banca questa opzione . Comunque in generale è difficile gestire un conto a distanza senza un " procurador " perchè le banche cambiano spesso le regole sulla sicurezza di accesso .

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