domenica 6 maggio 2012

La produzione di cachaça organica nel Rio Grande do Norte

La cachaça è il distillato più consumato in Brasile ed il terzo nel mondo . La produzione annuale supera 1.3 miliardi di litri con circa 30 00 produttori e 2 miliardi di reais ( 830 milioni di euro )  di fatturato .
Da alcuni anni nel Rio Grande do Norte si sta scommettendo sulla cachaça organica ovvero prodotta a partire da ingredienti naturali ed esenti da agrotossici .
Un esempio è la distilleria Extrema della Fazenda Jardim che si trova a circa 60Km da Natal . Il suo prodotto è stato il primo a fregiarsi del marchio organico emesso dall'Istituto di Biodinamica ( IBD )  . La produzione attuale della Distilleria è di  200 000 litri per anno ottenuta convertendo in alcool appena il 10% della produzione di canna da zucchero  della fazenda che ammonta a 12 000 T per raccolto .


La Fazenda Samanaù localizzata nella regione de Seridò produce una cachaça organica a partire da fermenti selezionati e la sua produzione arriva a 300 000 bottiglie per anno dopo una partenza in sordina nel 2005 con sole 25 000 bottiglie . Dal prossimo anno cominceremo ad esportare per l'Europa annuncia il proprietario .


Attualmente nel Rio Grande do Norte sono attive solo sei distillerie che producono  300 000 litri di cachaça  ( non tutta organica ) distribuita su una decina di marche . Il Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) ha un progetto attivo da circa 8 anni con lo scopo di promuovere il settore che nel passato ha visto periodi di splendore quando decine e decine di distillerie artigianali erano sparpagliate sul territorio  . Molto deve essere ancora fatto soprattutto in termini di defiscalizzazione del prodotto gravato da tasse molto alte che ne limitano la diffusione .



A cachaça é a bebida destilada mais consumida no Brasil e a terceira no mundo. A produção anual no país ultrapassa 1,3 bilhão de litros e o número de produtores é superior a trinta mil. O faturamento do setor é estimado em R$ 2 bilhões anuais. Todos os Estados produzem a bebida genuinamente brasileira. No Rio Grande do Norte, o destaque é a produção da cachaça de alambique. Feita artesanalmente, a bebida ganha novas versões para atender a demanda do mercado interno e internacional. A cachaça orgânica é a nova aposta dos produtores potiguares. Pelo menos duas cachaçarias possuem a versão e outros engenhos estudam a implantação da produção em suas terras.

Localizada a menos de 60 quilômetros de Natal, a Fazenda Jardim abriga a Agroindustrial Extrema.  No local, há seis anos, é fabricada a cachaça Extrema e outros 25 itens que vão de aguardante a licores. No mês passado, a cachaçaria foi uma das vencedoras do 9º Prêmio à Micro e Pequena Empresa (MPE) Brasil na categoria Agronegócio. Em 2010, a Extrema foi uma das primeiras a conquistar o selo de produto orgânico emitido pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e que antes passa pelo crivo dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Meio Ambiente e do Trabalho e Emprego.
A diferença da cachaça tradicional para a orgânica é que, na produção desta, não é utilizado nenhum produto químico em sua confecção. Para a fermentação da bebida, ao invés de ácido sintético, é utilizado o suco de limão. A plantação da cana-de-açúcar - matéria-prima da cachaça - está livre de agrotóxicos. "Todos esses detalhes são fundamentais para ter direito ao selo", revela José da Costa Souza, um dos proprietários da Fazenda Jardim e produtor da cachaça Extrema.
Há mais de 20 anos José Souza produz cana-de-açúcar. A produção, conta ele, era comercializada integralmente com usinas da região e uma indústria de cachaça. O cenário começou a mudar quando, em 2006, o filho de José, o então recém-formado engenheiro agrônomo Anderson Faheina, trouxe a ideia de produzir cachaça de alambique. O investimento inicial foi de R$ 500 mil. Hoje, a produção é de 200 mil litros por ano. Desse total, 80 mil litros são de cachaça envelhecida. A Fazenda Jardim produz 12 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra. No entanto, na última colheita, menos de 10% do que foi colhido foi transformado em cachaça. "A produção ainda é pequena, mas a intenção é crescer cada vez mais. O produto é lucrativo, o difícil é vender porque precisamos oferecer degustação e passar a ser conhecido na propaganda boca-a-boca", disse José Souza.

A maioria dos engenhos potiguares está localizada na região Agreste do Estado. Mas é no Seridó que uma das cachaças mais conhecidas pelo público potiguar é produzida. A Samanaú também ganhou a versão orgânica e quer conquistar o paladar de apreciadores de aguardante em todo mundo. Na Fazenda Samanaú, a fermentação da bebida é feita através de leveduras selecionadas, "sem adição de nenhum produto químico", explica Dadá Costa, proprietário do engenho. "No próximo ano, vamos começar a exportar para alguns países da Europa", avisa.

Cerca de 300 mil garrafas da cachaça Samanaú são produzidas por ano. A bebida existe desde 2005. Naquele ano, a produção foi menor, apenas 25 mil garrafas. A estiagem desse ano, segundo Dadá Costa, não será empecilho para os planos da fazenda. "Como contamos com a irrigação, a cana não se perdeu. Só teremos problemas se a seca desse ano se repetir em 2013". Mais que a possível falta d'água, o que preocupa o empresário é a carga tributária que incide sobre a bebida. "Pagamos muitos impostos. A carga tributária é muito pesada e limita nossa expansão", alega. 

A Fazenda Jardim também tem planos ousados. Ainda esse ano, a cachaçaria Extrema pretende aumentar o mix de produtos. O próximo passo é a produção de vinho. De acordo com José Souza, a ideia está amadurecida. Rótulos e garrafas já foram produzidos mas por enquanto não podem ser revelados. "A produção inicial será com a uva de Petrolina-PE. Acredito que devemos começar a produzir dentro dos próximos três meses", afirma.  

Antigos engenhos viram atração turística no interior

A cachaça é a bebida mais popular do Brasil desde que os primeiros engenhos foram criados no início da colonização portuguesa. A partir do momento em que o destilado nacional passou a ser devidamente valorizado, e a produção artesanal ganhou importância como padrão de qualidade, os velhos engenhos de alambique se tornaram atrações à parte. O Rio Grande do Norte está nessa rota, ainda que de forma tímida. Proprietários de engenhos querem incrementar a atividade turística e gerar mais negócios em suas propriedades.


A Fazenda Jardim já deu um passo nesse sentido. No local onde é produzida a cachaça Extrema, existe um auditório onde os visitantes assistem palestras sobre como a bebida é produzida. Depois da "aula teórica", o turista ver de perto a prática. Já há parcerias com alguns receptivos de Natal que, no período de produção da cachaça, levam os turistas à fazenda. "Aqui eles conhecem como é feito e provam a cachaça. Temos uma lojinha onde o pessoal pode comprar tudo que é produzido", explica José da Costa Souza.

O visitante também conhece o projeto sócio-ambiental do engenho que consiste em trabalhar e purificar a sujeira dos esgotos, convertê-la num líquido rico em nutrientes, e irrigar os vegetais que alimentam o gado. Um interessente processo de beneficiamento sustentável.

Dadá Costa, proprietário da cachaça Samanaú, em Caicó, também quer levar os turistas para o engenho. O empresário conta que há um projeto de criação do "Museu do Sertão". "Além de conferir como é a produção da cachaça, o turista vai conhecer um pouco da história do sertanejo", explica. O prédio do futuro museu já está construído. "Ainda não sabemos quando vamos inaugurar. Falta agilizar alguns detalhes".

O município de Goianinha, distante 54 quilômetros de Natal, chegou a ter 21 engenhos em funcionamento. Após um período de declínio, a partir dos anos 80 as novas tecnologias foram proporcionando um renascimento. O produtor Frederico Araújo Lima está há oito anos à frente do Engenho Mucambo, onde produz as cachaças Maria Boa e Mucambo. Todas as etapas do processo de produção da cana, da moagem até o engarrafamento, podem ser vistas numa passagem rápida pelo engenho. Frederico percebeu o potencial disso para atrair um novo público e tem planos para o local que vão além da cachaça. O produtor pretende fazer do local um pólo de turismo rural. A construção do espaço já se encontra adiantada. 

"Pretendo fazer da Mucambo um parque temático ecológico, com uma série de atrativos para quem desejar saber mais sobre a ambientação do campo, a cultura, e tudo que o envolve", explica. Ele pretende abrir o engenho para essas funções no próximo semestre. "Mas já recebemos turistas que  conhecem o engenho e uma antiga casa, com 200 anos, onde minha mãe morou".

O espaço já conta com vários elementos do futuro parque. Foi construída uma bodega de taipa ao estilo antigo, que além de cenário também venderá as caninhas; há um mucambo - as casas que os escravos construíam quando fugiam - estilizado, e um restaurante que está em fase de finalização. Será construído ainda uma piscina e parque infantil. O engenho também já dispõe de uma trilha ecológica, com banho de bica, que só pode ser realizada através de reservas.

Agregar valor à cachaça artesanal é o objetivo maior do Sebrae junto aos 12 produtores atuais relacionados à instituição. "Queremos que o consumo seja ampliado, já que a aguardente industrial ainda domina. Vamos mostrar que cachaça de qualidade não está só em Minas Gerais", afirma Honorina de Medeiros.

RN produz 300 mil litros de cachaça por ano

Atualmente, seis engenhos estão em atividade no estado do Rio Grande do Norte e são responsáveis pela fabricação de aproximadamente 300 mil litros de dez marcas de cachaça. Além desses, dois engenhos estão em fase de implantação. As informações são do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) que possui um projeto específico para esse setor há mais de oito anos.

"Percebemos que o segmento estava em expansão no Rio Grande do Norte e era necessário criar uma dinâmica especial que pudesse atender a contento esses produtores", comenta a analista técnica Honorina Eugênia de Medeiros.

No Sebrae/RN, os produtores são orientados como proceder para assegurar o reconhecimento da qualidade da cachaça de alambique. Em conjunto com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e parceria com o Mapa, o órgão desenvolve o Programa Nacional de Certificação de Cachaça (PNCC). 

"A cachaça feita no RN é de ótima qualidade. Infelizmente, ainda existe um certo preconceito com a bebida e o consumo da cachaça de alambique ainda é considerado baixo no nosso Estado", diz Honorina



Fonte Tribuna do Norte 

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