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Sao Paulo : continua tra contestazioni la visita di Yoani Sanchez in Brasile

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Manifestantes interromperam a blogueira cubana Yoani Sánchez durante evento nesta quinta-feira (21) na Livraria Cultura da Avenida Paulista, na região central de São Paulo.

O debate precisou ser encerrado prematuramente “por falta de condições”, e ela foi rapidamente retirada do palco.
Um grupo, dentro do auditório onde ocorria o encontro de Yoani com blogueiros, interrompeu a primeira resposta dela com gritos de apoio a Cuba e chamando-a de “agente da CIA”.
Yoani, conhecida por seus escritos com críticas ao regime cubano, retrucou afirmando que eles gritavam porque “não têm argumentos”. Ela divulgada seu livro ‘De Cuba, com carilho’.
Manifestantes protestam diante da Livraria Cultura antes de encontro com a blogueira cubana Yoani Sánchez (Foto: Leo Martins/Frame/Estadão Conteúdo)Manifestantes protestam diante da Livraria Cultura antes de encontro com a blogueira cubana Yoani Sánchez (Foto: Leo Martins/Frame/Estadão Conteúdo)
Manifestantes interrompem resposta de Yoani Sánchez durante debate nesta quinta-feira (21) (Foto: Giovana Sanchez/G1)Manifestantes interrompem resposta de Yoani Sánchez durante debate nesta quinta-feira (21) (Foto: Giovana Sanchez/G1)
Manifestantes diante da Livraria Cultura antes de palestra da blogueira cubana Yoani Sánchez (Foto: Giovana Sanchez/G1)Manifestantes diante da Livraria Cultura antes de palestra da blogueira cubana Yoani Sánchez (Foto: Giovana Sanchez/G1)
“Ninguém inviabilizou nada aqui”, disse ao G1 André Tokarski, presidente da UJS (União da Juventude Socialista) e um dos organizadores do protesto. “Eles terminaram o evento porque quiseram. Nós mandamos perguntas e queríamos nos manifestar.”
Um dos manifestantes, Pedro Henrique Santos, de 23 anos, disse que veio porque acha que a blogueira é uma farsa. “cuba é um país em que todos têm acesso aos bens essenciais”, disse ele, apesar de nunca ter ido à ilha.
Bate-boca
Mais cedo, do lado de fora da livraria, houve bate-boca entre grupos favoráveis e contrários à blogueira, mas sem violência física.
Militantes pró-Yoani portavam cartazes criticando a esquerda e o que seria o apoio desta à “ditadura” na ilha.
Os contrários gritavam slogans defendendo a Revolução Cubana e contra o “imperialismo ianque”.
“Vim porque sou contra o imperialismo”, disse a militante Yasmim Nóbrega, de 25 anos, que afirmou pertencer à Liga Brasileira de Lésbicas.
A blogueira cubana Yoani Sánchez durante bate-papo com blogueiros nesta quinta (21) em São Paulo (Foto: Giovana Sanchez/G1)A blogueira cubana Yoani Sánchez durante bate-papo com blogueiros nesta quinta (21) em São Paulo (Foto: Giovana Sanchez/G1)
Falta ‘dureza’
Mais cedo, Yoani fez uma crítica ao governo brasileiro durante palestra no auditório do jornal “O Estado de S. Paulo”, em seu primeiro evento oficial na cidade. Questionada sobre a relação do governo brasileiro com Cuba, ela disse que houve um estreitamento nos laços nos mandatos de Lula e de Dilma Rousseff, mas que “falta dureza para o tema dos direitos humanos”.
Grupos pró e contra a blogueira cubana bateram boca no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista (Foto: Giovana Sanchez/G1)Grupos pró e contra a blogueira cubana bateram
boca no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista
(Foto: Giovana Sanchez/G1)
“No caso do Brasil, há existido muitos silêncios. Recomendaria um posicionamento mais enérgico, pois o povo não esquece”, disse Yoani.
A blogueira cubana chegou a São Paulo após ficar um dia em Brasília, onde teve uma passagem tumultuada nesta quarta-feira (20) pelo Congresso Nacional. Sobre isso, ela disse que foi sua primeira visita a um Congresso em outro país e que observou que há entre os políticos brasileiros uma dualidade entre a seriedade e a informalidade. “Não imaginava que me dariam tanta repercussão”, disse ela.
Ao longo das cerca de três horas em que esteve na casa legislativa, houve empurra-empurra, discussões acaloradas entre parlamentares e até mesmo uma confusão envolvendo um deputado e manifestantes que protestavam contra a visita da blogueira cubana.
Na palestra em São Paulo, ela falou sobre os protestos (que também sofreu em Feira de Santana, na Bahia) e afirmou que já sabia que poderia enfrentar tais situações, pois havia lido ameaças na Internet. Para Yoani, qualquer um pode manifestar sua opinião, “mas quando se passa do limite do protesto não é democracia, é fanatismo.”
Transição em Cuba
Sobre o futuro de Cuba, Yoani disse que não imagina uma possível transição de poder ocorrendo em meio a essa “situação de enfrentamento” entre os EUA e a ilha.
“Acho que Cuba, em 2015, vai ser uma Cuba bem melhor, mais inclusiva e mais plural. Mas imagino que será uma nação difícil de governar”, disse. A blogueira acredita que as reformas econômicas introduzidas pelo presidente Raúl Castro, irmão mais novo de Fidel, “vão num ritmo muito lento”. “Mas essas reformas eram impensáveis sob Fidel, pois se queria controlar cada aspecto da vida social”, disse.
“Eu não acho que em Cuba há um socialismo, nem se chegou ao comunismo”, afirmou. “Eu acho que em Cuba se vive um capitalismo de Estado, em que o patrão é o governo.”
Questionada sobre a “diferença de estilo” entre Fidel e Raúl, Yoani afirmou que Fidel “gostava da repressão como um show”, mas seu irmão “gosta de não deixar rastro”.
Yoani Sanchez, durante palestra em São Paulo, nesta quinta-feira (21) (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)Yoani Sanchez, durante palestra em São Paulo, nesta quinta-feira (21) (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
Blog
A blogueira cubana também comentou sobre seu blog, que tem tradução para mais de 20 línguas – todas feitas por voluntários. “Minha rotina é a anti-rotina. Desde que abri o blog, minha vida virou ao contrário. Antes meus amigos me diziam que eu tinha o dom da invisibilidade”, disse. “O blog me trouxe repercussão, as pessoas me reconhecem na rua. A fama é um efeito colateral do meu trabalho.”
Questionada a respeito de um suposto documento vazado pelo site Wikileaks que a ligaria à agência de inteligência americana, a CIA, ela negou a autenicidade. “Isso não é verdade. Nenhum documento fala isso. Nem poderia, pois eu não sou da CIA.”
Yoani também falou da sua relação com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). “Suplicy é uma das razões pelas quais estou aqui. [Minha vinda] se tornou uma batalha pessoal para ele […] e nos momentos de maior intolerância, se comportou à altura do respeito às diferenças.”
Depois do Brasil, Yoani irá para a República Tcheca e Alemanha. Ela pretende ainda ir aos Estados Unidos em março, onde terá uma programação em universidades e irá visitar parte da família que mora lá.
Fonte : O Globo

8 Commenti

  1. Beh che dire, infondo se era la democrazia e la liberta di manifestare le proprie idee che cercava direi che la trovata.
    Io peró obbietivamente parlando tra tutte le grandi isole caraibiche direi che Cuba é quella che sta meno peggio, che poi tutto sia migliorabile non ci piove, comincerei con la fine di un anacronistico ed inumano embargo applicato da parte dei loro vicini americani propagatori di liberta e diritti umani nel mondo.
    Sia chiaro che non sono un castrista peró non ritengo che far tornare Cuba indietro per farla ridiventare il bordello americano che era sia d'aiuto ai cubani
    Cambiamenti sono assolutamente necessari ma giusti e controllati, per impedire che Cuba finisca come Giamaica Haiti ecc..
    Ciao Yuri

    • Yuri, nessun Haitiano Giamaicano Dominicano.. ha mai messo assieme due tavole di legno affrontato il mare e cercato di scappare a Cuba, i Cubani viceversa si!
      Un motivo ci deve essere!

  2. Guarda che e' gia' da vent'anni un bordello a cielo aperto solo con la differenza che e' un bordello dove le ragazzine si vendono a 5 dollari, condizioni igieniche pietose, assistenza sanitaria zero, per mancanza di medicine. L'embargo e' un alibi da sempre visto che Cuba puo' commerciare con il resto del mondo, ed in effetti il primo partner commerciale e' il Canada, il problema e' che decenni di immobilismo economico basato sul parassitismo e sulla dipendenza dall'URSS che foraggiava hanno fatto di Cuba un posto che e' zero commercialmente ed industrialmente, non hanno un cavolo da vendere a parte tabacco zucchero e alcuni metalli….quindi basta co sta propaganda da compagnucci anni 80. Aprite gli occhi.

  3. Chi di voi é mai stato a Cuba? Beh io si, e sono stato anche in Giamaica e vi posso garantire che sia a Cuba che in Giamaica non se la passano bene.
    Cuba pero a differenza delle altre isole caraibiche offre una assistenza sanitaria decente, malgrado tutto.Cuba offre un'istruzzione degna di essere chiamata tale.
    Dire poi che un cubano metta assieme due tavolozze di legno per fuggire alla volta di Haiti o Giamaica non é nemmeno degno di risposta tanto é stupido(basta guardare la classifica delle nazioni piú povere al mondo,di cui i cubani sono a conoscenza,per capirlo).
    Che poi Cuba sia un "bordello", da vent'anni a questa parte, é forse vero, ma bisogna chiedersi sé questa definizione non si possa estendere a tutte quelle nazioni che sono nelle medesime condizioni economiche di Cuba pur non avendo un embargo.
    Per finire caro anonimo delle 5:30 ti consiglio di studiarti il e le varie fasi successive concernenti l'embargo prima di darmi del compagnuccio visto che non hai idea di chi io sia.
    Io mi chiamo Yuri Farris e gradirei,se mai coscienza vi detasse, che tutti coloro che facciano o rispondano a dei commenti lo facessero con nome e cognome

    • Sono stato a Cuba, mi sono soffermato quasi due mesi, l'ho girata in lungo ed in largo, a stretto contatto con il popolo cubano, ed ho scoperto una realta' drammatica, fatta di assistenza sanitaria teoricamente buona visto che mancavano i medicinali, per tutti, ho visto condizioni igieniche a dir poco drammatiche nell abitazioni private, approvvigionamenti alimentari difficoltosi, ho visto la polizia abusare delle ragazze che si prostituivano portandole in cella per una notte, sotto il ricatto di denuncia per prostituzione, ho visto autoblindo agli incroci ovunque, ho conosciuto decine di persone che dietro un orgoglio rivoluzionario di facciata agognavano la liberta', quel diritto fondamentale che ti permette, se vuoi di espatriare con facilita' per cercare un sistema di vita per loro piu' ambito, giusto o sbagliato che sia. Liberta' che e' concessa ai Jamaicani (terra che ho visitato) ai dominicani (anche qui sono stato) ai messicani (idem) ai brasiliani (idem) ed a tutti i popoli del mondo dove la liberta' di espatrio e' concessa. In sostanza sono arrivato li' compagnuccio e ne sono uscito disilluso, e' bastato che il mio senso critico funzionasse……… In quanto all'embargo cosa vorresti contestare Yuri, Cuba e' stata industrialmente e commercialmente immobile perche la Vaca Russa pompava rubli…..questo e' inconfutabile. La Jamaica e' povera si, ma l'opportunita' teorica di progredire ed arricchirti non e' negata, e tanti che ci hanno saputo fare ci sono riusciti. Mario Rossi. O altrimenti guido bianchi….. cambia qualcosa per te adesso? la sostanza e' un'altra.

    • Jamaica, Republica Dominicana, Haiti, Messico e Brasile hanno quali comuni denominatori schiavitù, colonialismo e FMI che hanno determinato arretratezza culturale ed economica. Sviluppo e progresso sono iniziati solo laddove ci si è affrancati da tali nefasti fattori. Chi prima se ne è liberato più è progredito. Cuba ne è uscita nel 1959 solo che lo ha fatto entrando sotto una dittatura che, per la sola colpa di non essere filoamericana, ha comportato l'embargo (el bloqueo) con il proclama 3447 del 62 fino ad arrivare alla ridicola recente legge Helms-Burton del 1996 che impedisce il commercio con buona parte del resto del mondo.
      Il fatto che Yoani Sanchez sia oggi in Brasile, secondo me, testimonia una cosa sola, che anche a Cuba qualcosa si sta muovendo finalmente. Una cosa del genere pochi anni fa sarebbe stata impensabile.

  4. Il tuo senso critico funziona come il tuo cervello… a rate.
    Non sei in grado di capirche che poco distante da Cuba c'é una realta che si chiama Haiti in cui nessun cubano vorrebbe mai vivere.

    Mio caro anonimo, sono stato il primo a riconoscere che un cambiamento a Cuba sia assolutamente necessario, ho peró aggiunto che il cambiamento debba essere graduale é controllato cosi da consentire ai cubani di non venir fregati dalla tua tanto sbandierata libertá.

    Visto che continui a chiamarmi compagnuccio vorrei non rispondere piú ai tui commenti per non rischiare d'offenderti, visto che ritengo non sia giusto nei confronti di chi ci ospita, ma non facendoti riconoscere é ben pur difficile.

    Credo tu voglia deliberatamente alzare i toni del dialogo solo per il frustrato gusto di farlo.

    Ti do ancora un consiglio…sfogati in un altro modo.

    Ciao mariolino, Yuri

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