giovedì 7 marzo 2013

Il Banco Centrale decide di mantenere la SELIC al 7,25%

O Banco Central não fez nenhuma alteração na Selic, a taxa básica de juros, e a manteve em 7,25% ao ano. A decisão foi tomada em nova reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada na noite desta quarta-feira (06/03).

A surpresa ficou por conta do recado do BC de que pode rever sua estratégia para a política de juros ainda neste ano.

Até então, o discurso era de que a estabilidade dos juros "por um período de tempo suficientemente prolongado" era a "estratégia mais adequada". Agora, o banco disse que "irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia".

A próxima reunião está agendada para 16 e 17 de abril.
A expectativa quase unânime no mercado era a manutenção dos atuais 7,25% ao ano. A principal dúvida era se o Copom iria manter a filosofia de que juros estáveis são mais adequados para garantir a queda da inflação.

Os juros estão no nível atual desde outubro do ano passado. Na última reunião do Copom, em janeiro deste ano, o Banco Central disse que o balanço de riscos para a inflação havia piorado. Mas, como a recuperação da economia brasileira foi menos intensa do que esperado, o órgão preferiu não mudar os juros para também evitar que a crise externa afete mais o Brasil.
Desde então, as previsões para a inflação só pioraram, com a taxa acumulada para o ano inteiro cada vez mais próxima do limite de 6,5%. Os dados de crescimento econômico de 2012, divulgados na semana passada, de 0,9%, também ficaram abaixo do que o governo esperava. O cenário, portanto, pouco mudou desde a decisão de janeiro deste ano.

O fato que levantou dúvidas desta vez foi o aumento do preço do diesel, de 5% sobre o preço de venda do combustível nas refinarias, anunciado pela Petrobras na véspera da decisão do Copom. Analistas previam que, como o aumento irá pressionar a inflação, o governo poderia mexer nos juros para controlar o avanço dos preços.



Poupança


A manutenção dos juros básicos também deixa a rentabilidade da caderneta de poupança estável. A poupança rende 70% da aplicação, mais a Taxa Referencial,
quando a taxa básica de juros estiver abaixo de 8,5% ao ano – a situação atual. As regras valem apenas para as aplicações feitas a partir de 4 de maio de 2012.

Com juros em 7,25% ao ano, a remuneração da poupança segue em 5,07% ao ano mais a TR. Antes das mudanças feitas pelo governo de Dilma Rousseff, a poupança rendia pelo menos 6,17% ao ano mais a TR. A caderneta, vale lembrar, não cobra taxa de administração nem Imposto de Renda (IR), diferentemente de fundos de investimento.

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