sabato 2 marzo 2013

La fine della "empregada domestica" in Brasile

Con gli ultimi aumenti salariali il costume delle famiglie brasiliane di classe media di avere in casa una domestica volge alla fine . Stretta tra gli aumenti vertiginosi della tassa di condominio , anch' essa legata all'aumento del costo della manodopera , dell'alimentazione e dei servizi in generale la domestica sarà il primo lusso a cadere . Poi aumenteranno le inadempienze ( non pagamenti ) delle tasse condominiali , fenomeno già iniziato .
Nos últimos dois dias, os jornais anunciaram o aumento no salário das empregadas domésticas, que teria sido o mais alto dentre todas as categorias, para endereçar a dificuldade que a classe média hoje enfrenta para lidar com as tarefas de casa. Por conta de alterações legislativas, que vão atribuir mais direitos, como adicional noturno e seguro desemprego, anuncia-se uma redução ainda maior de famílias empregando serviços domésticos em um futuro próximo. Será?

Parece muito simplista a relação entre oferta e demanda nesse caso a partir da mera constatação de aumento no custo de contratação. A escassez de mão-de-obra para trabalho doméstico está inserida em um contexto bem mais complexo, em que se verifica uma verdadeira transformação no mercado de trabalho brasileiro. Na verdade, o aumento de renda e a maior qualificação podem explicar de forma mais apropriada a redução do número de famílias com empregadas domésticas. Esse tipo específico de profissional acaba optando por outras atividades, ou mesmo modificando a relação habitual com a família, seja cobrando mais caro pelos serviços, seja determinando novas condições de trabalho, como, por exemplo, dispensar finais de semana.

Parece, então, que a existência desse serviço está fadada ao fim. Pelo menos, assim seria o esperado, já que o Brasil tende a progressivamente continuar a reduzir as diferenças sociais e a proporcionar maiores e melhores condições de acesso a estudo para os seus cidadãos, em especial para os mais necessitados. Mas essa, de novo, é uma visão simplista, que desconsidera a possibilidade de o mercado se reinventar, adaptando-se a novas realidades, já que resiste uma forte demanda por serviços domésticos, seja por conta de fatores culturais, para o bem ou para o mal, seja em função da já estabilizada inserção da mulher de classe média no mercado de trabalho.

Essa sofisticação do mercado de trabalhos domésticos já ocorreu em outros países e é uma tendência perceptível no país. Aliás, na Inglaterra do final do séc. XIX observou-se uma escassez de mão de obra semelhante à que hoje se vê no Brasil, para, alguns anos depois (quase no final do séc. XX), ressurgir um novo tipo de trabalhador doméstico, que é mais especializado (e, portanto, cobra mais caro), atende vários clientes (substituindo a relação familiar, de dependência, por uma profissional) e engloba direitos comuns a outros trabalhadores (como previdência e descanso semanal).

Certamente a classe média terá que se adaptar a um novo modelo de serviços, em que a disponibilidade e o custo serão diferentes do que há vinte ou mais anos. Mas não será isso um bom sinal? Uma demonstração de evolução para uma sociedade mais justa e mais equilibrada, ao invés do caos anunciado aos quatro ventos?

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