Home Vivere in Brasile Oggi la decisione del COPOM : la SELIC prevista al 9%

Oggi la decisione del COPOM : la SELIC prevista al 9%

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Pressionato dall’aumento del dollaro passato in un mese da 2 a 2.4 è’ oramai dato per scontato l’aumento della taxa de juro  al 9% nel tentativo di contenere l’inflazione  La decisione sarà annunciata oggi dopo le 18 .


Il 25% dei prodotti consumati in Brasile sono importati e gli analisti assumono che un aumento di  R$ 0,1 nel prezzo del dollaro si tramuti in un aumento di 0,2 punti sulla inflazione .

Questi i dati . Veniamo alle impressioni di chi vive qui . Sono appena rientrato dall’Italia dopo un mese ( risparmio per il momento i miei commenti sulla situazione nel Belpaese ) ed ho trovato una profonda differenza rispetto al mese scorso .

Supermercati praticamente vuoti il giorno della promozione che è quello più affollato della settimana . Saranno i prezzi alti o sarà che siamo a fine mese e la gente ha già finito i soldi ?

Ieri tra Extra e Nordestao ci contavamo . Zero file alle casse e prezzi decisamente elevati per frutta e verdura .  Vedremo nei prossimi giorni . Nota positiva la benzina , almeno sino ad ora , non è aumentata anzi ho notato una leggera riduzione a 2.79  ( 90 centesimi di euro ) .

Pressionado pela alta do dólar e seu respectivo impacto na inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve elevar a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,5 ponto percentual nesta quarta-feira (28) de 8,5% para 9% ao ano. Se confirmada, será a quarta elevação consecutiva, levando os juros ao maior patamar desde março de 2012. A decisão será anunciada após as 18h.
Segundo o economista da Tendências Consultorias, Silvio Campos Neto, a expectativa de alta dos juros nesta quarta-feira, com o objetivo de conter a inflação, está tão consolidada nos economistas do mercado financeiro que o foco principal da reunião não será nem mesmo a decisão em si, mas o comunicado que sairá após o encontro e, posteriormente, na ata do Copom a ser divulgada na semana que vem.

A expectativa é sobre as sinalizações que a autoridade monetária poderá dar sobre os próximos passos da política de juros. Até o momento, o mercado financeiro acredita em, pelo menos, mais uma nova alta dos juros ainda neste ano, em outubro, para 9,5% ao ano. Campos Neto, porém, prevê que os juros poderão subir ainda mais, chegando ao fim de 2013 em 9,75% ao ano – bem próximos da marca de 10% ao ano.

“O câmbio é e tem sido a variável de maior destaque e deve condicionar estas novas decisões de altas dos juros [pelo Copom]. Os preços já começam a ter efeito desta mudança no câmbio. A manutenção de um patamar do dólar próximo de R$ 2,40 gera novos efeitos na inflação neste ano”, declarou o economista da Tendências.

Repasse para os preços


Analistas lembram que quase 25% dos produtos consumidos em nossa economia são importados, resultando em impacto inflacionário quando a moeda norte-americana se valoriza. Até meados do mês de maio, o dólar operava ao redor de R$ 2 no Brasil. Desde então, porém, registrou alta e, atualmente, tem mais próximo de R$ 2,40.

Os economistas avaliam que uma alta de R$ 0,10 no preço do dólar poderia ter um impacto de cerca de 0,2 ponto no IPCA deste ano. Deste modo, se o dólar estava em cerca de R$ 2 antes da sinalização do BC norte-americano e passou, atualmente, para um valor próximo de R$ 2,40, o impacto seria de aproximadamente 0,8 ponto percentual no IPCA.

Entretanto, o dólar teria de permanecer neste patamar para que o repasse aconteça de forma integral. Para Campos Neto, da Tendências, uma alta de 20% no dólar, como está ocorrendo neste ano, para cerca de R$ 2,40, teria um impacto de mais ou menos um ponto no IPCA de 2013.

Antes da alta recente do dólar, a expectativa do mercado era de que o aumento dos juros total previsto para este ano seria de um ponto percentual, passando de 7,25% para 8,25% ao ano no fim de 2013. Após a disparada do câmbio, os economistas dos bancos passaram a prever um ciclo bem maior de alta dos juros: para 9,5% ao ano no fim de 2013.

Inflação


Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Ao subir os juros, o BC atua para controlar a inflação e, ao baixá-los, julga, teoricamente, que a inflação está compatível com a meta. Em doze meses até julho, o IPCA, que serve de referência para o sistema de metas de inflação brasileiro, somou 6,18%.

Em 2011, a inflação foi de 6,5% e, no ano passado, totalizou 5,84%. O economista Silvio Campos Neto prevê um IPCA próximo de 6% também em 2013 e 2014. “Houve redução dos juros em 2012 onde não havia justificativa. Isso sugeriu que BC nao mirava [na meta central de 4,5%] e isso é fatal em um regime de metas. Caso não busque o centro da meta, acaba perdendo a coordenação de expectativas”, avaliou o economista.

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