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Speciale Açai !

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Come va consumato questo frutto dell’Amazzonia , la leggenda india sulla sua nascita e tante altre curiosità in questo articolo sull’ açai .

Sim! O açaí se transforma em uma verdadeira bomba calórica e bastante maléfica se adicionados guloseimas e xarope de guaraná. De acordo com a nutricionista Fátima Nunes, qualquer outro alimento que não seja de baixa carga glicêmica pode levar à resistência à insulina e faz aumentar a glicose no sangue. Esses dois fatores associados aumentam o risco de desenvolver diabetes.

Mas quais seriam os acompanhamentos corretos para o açaí? Os nativos do estado do Pará — maior produtor nacional da fruta — sabem muito bem. Lá, e em outros lugares da Amazônia, é tradição consumí-lo junto com farinha d’água e de tapioca, camarão seco, peixe frito ou charque — esse último menos recomendado por causa de sua gordura. Nada de adicionar açúcar, confete ou leite condensado!

Magnus NascimentoUma das formas mais tradicionais dos paraenses consumirem açaí, natural e sem acréscimo de xarope de guaraná, é acompanhado com camarão seco, peixe frito, farinha d’água e de tapiocaUma das formas mais tradicionais dos paraenses consumirem açaí, natural e sem acréscimo de xarope de guaraná, é acompanhado com camarão seco, peixe frito, farinha d’água e de tapioca

Mas para a maioria, soa estranho relacionar açaí com comidas salgadas. A assistente administrativa Andréia Carla, 27 anos, acha a mistura exótica, mas diz que não comeria. “É  muito estranho! Se forem separados eu até como, mas misturados não.” Ela também não gosta de acrescentar muitas guloseimas ao seu açaí; prefere banana, cupuaçu e granola.

O comerciante Walyson Bezerra, 27 anos, confirma o gosto da maioria de sua clientela pelo açaí lotado de ingredientes  doces. O mais pedido no cardápio é o que leva ovomaltine e leite em pó. Com leite condensado e granola também vende muito.

Mas ele cita uma característica: são os jovens que mais consomem o açaí com acompanhamentos doces. “Aqui vem gente de toda idade, até com sessenta anos, tomar açaí. Mas os mais velhos preferem mais puro. Acho que por causa da digestão”, diz Walyson.

Na medida certa

Assim como a beterraba, a uva, o suco dela e o vinho tinto são importantes para o organismo devido às sirtuínas presentes em sua composição. Elas formam a arginina, excelente para o pleno funcionamento do coração, como explica a nutricionista Fátima Nunes. “E isso é importante porque, no mundo, as doenças que mais matam são as cardiovasculares. O açaí faz o coração bombear bem o sangue e você não ter problemas de ataque cardíaco, hipertensão, ou qualquer problema associado a doenças cardiovasculares.”

Quanto ao consumo, a nutricionista indica para os jovens que fazem muita atividade física e têm baixo percentual de gordura um pote de 500g. Para quem adora açaí, mas está acima do peso e precisa emagrecer, o indicado é um pote de 300g, como substituição de um jantar ou de um lanche. “Nunca substitua o almoço!” 

Lenda do açaí fala de sacrifício de crianças

Assim como o guaraná, o açaí também tem uma lenda amazônica relacionada à origem do fruto. Conta-se que havia uma tribo muito populosa e faltava alimentos para todos. Para resolver o problema, o cacique Itaki determinou que todos os recém-nascidos deveriam ser sacrificados para conter o crescimento do grupo. Atitude cruel.

Foi então que a própria filha do cacique, de nome Iaçá, deu a luz a uma menina, prontamente sacrificada também. Inconsolável, a mãe chorava todos os dias e noites com saudade. Reclusa em sua taba, ela rogou a Tupã que encontrasse outra forma de ajudar o seu povo e parasse a matança de crianças.

Em uma determinada noite de lua, Iaçá ouviu um choro de criança; saiu das oca e viu sua filhinha sorrindo ao lado de uma palmeira. Correu e abraçou a criança. Mas ela sumiu misteriosamente.

Inconsolável, Iaçá chorou até morrer. E o seu corpo foi encontrado abraçado a palmeira, com um sorriso de felicidade e os olhos voltados para o topo da árvore, carregada então de pequenos frutos escuros.

O cacique Itaki mandou colher os frutos, de onde foi extraído um sumo avermelhado, prontamente batizado de açaí (contrário de Iaçá), em homenagem a filha morta. Os frutos alimentaram a aldeia e as crianças não precisaram mais ser mortas. 

Bate papo
Lycia Nayara – empresária

Magnus NascimentoEmpresária paraense Lycia NayaraEmpresária paraense Lycia Nayara

— Fale um pouco sobre a forma tradicional de comer açaí no Pará?
No Pará, nós comemos o açaí natural, sem açúcar. O paraense em si mesmo come sem açúcar, mas só que alguns têm o sabor muito forte, então eles botam um pouco de açúcar para ficar um pouquinho mais doce. Mas o paraense come sem açúcar, farinha d’água com camarão seco. E lá no Pará eles também tem a tradição da Feira do Ver-o-Peso, onde serve o açaí com peixe frito, com charque e a farinha de tapioca. É feita da goma. Já a farinha d’água é mais grossa e tem uma cor amarelada que é da mandioca mesmo; não é corante.

— E o que você acha desse costume de colocar confete, leite condensado e outras guloseimas no açaí?  
Particularmente, como sou paraense, eu não gosto, eu não tomo. Prefiro ele natural mesmo. O açaí que nós vendemos pode ser servido também para os diabéticos.  E esses já misturados tiram o sabor do açaí. Não gosto.

— E os clientes aceitam o açaí natural, sem açúcar? Tem crescido o consumo dessa forma?
Como a gente está no mercado há quase vinte anos — na verdade, fomos os pioneiros do açaí em Natal — eles acharam muito estranho. Mas aqui em Natal tem muitos grupos de paraenses. Eles gostaram, acharam uma novidade no mercado. Mas os natalenses, os potiguares mesmo, experimentaram e acharam o sabor bem diferente. Mas foram adaptando o paladar; porque é só uma questão de tempo  para se adaptar ao sabor do açaí, que é mais gostoso do que o misturado. 

Fonte : Tribuna do Norte

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