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La multinazionale “Del Monte” decide di non esportare più le banane brasiliane : 6200 dimissioni tra Rio Grande do Norte e Cearà . Impatto negativo anche sul Porto di Natal

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Tra i motivi addotti per la grave decisione la penalizzazione di una tassa di esportazione del 40% che l’Europa impone sulle banane brasiliane oltre alla impossibilità di utilizzare “agrochimici “che altrove sono consentiti  .


E’ come dire che in Europa mangerete banane all’agrotossico provenienti dalle piantagioni “fuori norma” dell’Africa . Grazie Unione Europea ! 

Seis mil e duzentas pessoas deverão ser demitidas no Rio Grane do Norte e no Ceará com a saída da Del Monte Fresh Produce Brasil do mercado internacional de banana. Principal exportadora do produto em solo potiguar, a Del Monte informou que deverá manter em torno de 700 dos 6.900 empregados no RN e CE, corte de quase 90% no número de colaboradores. O número é equivalente a três vezes e meia o total de trabalhadores contratados por todo o setor agropecuário nos dois estados, em 2013, que foi de 1.806, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego. A empresa não detalhou em quanto tempo as demissões vão ocorrer nem o total de trabalhadores que serão dispensados apenas no RN.

césar alvesPlantação de bananas no RN: a Del Monte vai reduzir em 38% a área destinada ao cultivo da fruta, no Rio Grande do Norte e CearáPlantação de bananas no RN: a Del Monte vai reduzir em 38% a área destinada ao cultivo da fruta, no Rio Grande do Norte e Ceará


No estado, a Del Monte mantém 10 fazendas na região do Vale do Açu com 1.450 hectares de área plantada. De acordo com o gerente geral da Del Monte no Brasil, Sérgio Camacho, com a mudança de estratégia, até julho de 2014 essa área para o plantio de banana será diminuída para 900 hectares, o que equivale a uma redução de 38%. Em 2013, a produção da multinacional no RN fechou em 3,5 milhões de caixas de 18 quilos de banana, sendo que 60% desse valor – 2,1 milhões de caixas – foi para o mercado externo.

Na última semana, a Del Monte já havia anunciado que deixaria de produzir para o mercado internacional. Entre os motivos apontados pelo gerente geral da companhia está a cobrança de taxa de 40% para a banana brasileira que é exportada aos países europeus, enquanto que concorrentes são isentos devido a acordos comerciais. 

Sérgio Camacho acrescenta entre os fatores negativos os custos que seriam altos com insumos no RN e CE, em comparação com outros países produtores que competem com a Del Monte, além de dificuldades na liberação de agroquímicos que em outros países não são proibidos, o que gera custos maiores do que os enfrentados pelos concorrentes.

Na opinião do gerente geral, uma solução possível seria a diminuição da taxa de importação do produto, o que poderia ser viabilizado com negociações entre o Mercosul e a União Europeia. “O ambiente não é positivo. A Del Monte não pode seguir arcando com essa situação negativa. Estamos gratos por estar aqui. Não se trata de uma crítica. É uma decisão. Já estamos aqui há 12 anos e podemos dizer que é muito complicado exportar do Brasil”, afirma.

Com a mudança, a estimativa do gerente geral é que a produção em 2014 chegue a um patamar de 2,25 milhões de caixas de 18 quilos de banana no RN, que serão distribuídos para a Grande São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas e Manaus. “Também estamos fazendo contatos para vender para a Bahia”, diz. A Del Monte planeja produzir coco nos 550 hectares que deixarão de ter bananas, ideia que ainda está em fase de estudo, segundo ele.

Impacto
Conforme o presidente da Companha Docas do Rio Grande do Norte, Pedro Terceiro de Melo, a exportação de banana da Del Monte pelo Porto de Natal envolve algo em torno de 1.080 contêineres/ano entre os 3 mil contêineres de frutas exportadas anualmente. “É um prejuízo para o porto. A banana representa 10% da exportação das frutas. Toda a perda é representativa. Temos que buscar suprir isso com outro segmento”, avalia.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Silvio Torquato, explica que a banana é isenta de pagar o imposto estadual, o ICMS. “Num primeiro momento, não vejo o que fazer. É uma questão de estratégia de mercado da empresa”, explica. Torquato diz que não foi procurado. O secretário de Estado de Agricultura, Tarcísio Bezerra, também diz não ter sido procurado pela empresa.

MEMÓRIA
Não é a primeira vez que a Del Monte Brasil enfrenta problemas com a sua produção. Em maio de 2008, a produtora e exportadora de frutas anunciou a demissão de cerca de mil funcionários no Rio Grande do Norte, devido aos “inúmeros prejuízos” causados pelas enchentes no Vale do Açu, onde concentra sua produção.  As demissões ocorreriam principalmente em Carnaubais e na Zona Rural de Assu.

Na época, entre as 12 fazendas da companhia, pelo menos quatro tiveram o acesso comprometido por alagamentos. E estimaram perda de metade da produção prevista para o ano, de 4,5 milhões de caixas (81 mil toneladas).

 Nos últimos oito anos a empresa oscilou entre as posições no ranking de exportações no estado. A colocação mais baixa foi em 2008, no ano seguinte, se posicionando em décimo primeiro, e movimentando U$$ 14.282.680. Sendo que, desde 2010, a produtora iniciou investimento no mercado nacional, fortalecendo clientela no estado de São Paulo, onde agrupa  95% da clientela nacional.

Ano passado, a empresa não conseguiu conter a queda nas exportações no primeiro semestre. A área de plantio foi ampliada em 150 hectares, chegando a 1,4 mil apenas no estado, mas ainda assim o volume exportado foi 28% menor que o exportado no mesmo período de 2012. A razão foi a seca. O quadro fez a empresa repensar investimentos e cogitar a possibilidade de enxugar o quadro de funcionários
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11 Commenti

  1. Che brutto colpo per l'economia del Nordeste. Sbaglio o la banana con il ragno velenoso scoperto per caso qualche mese fa nel Regno Unito veniva dal Brasile?
    Comunque Antonio, come fai a provare che le banane provenienti dall'Africa saranno "all'agrotossico"?
    Antonio

    • Perchè i paesi africani esportano esclusivamente in Europa e l'accusa della Del Monte è chiara . Se poi altri paesi caraibici o del sudest asiatico producono con agrotossici questo aggiunge problemi ai problemi ma quelle che arrivano in Europa e specialmente in Italia sono banane africane . Tu quale banane mangi ?

    • Sinceramente non compro banane. Credo che la decisione dell' Unione Europea di bloccare l'importazione di banane dal Brasile sia una scelta prettamente di stampo "salutistico", e se fosse cosi' non vedo perche' debbano importare come alternativa banane agrotossiche dall'Africa. Trovo l'accusa di Del Monte abbastanza infondata.
      Antonio

    • Non so se l'accusa sia infondata ma posso garantirti che la guerra delle banane dura da 15 anni a colpi di dazi doganali tesi a favorire la esportazione in UE delle banane di Africa e Caraibi e Pacifico ( ACP ) contro quelli dell'America Latina . Non esiste alcuna scelta "salutistica " nel commercio internazionale ma solo bracci di ferro tra potenti lobbies . (http://www.europarl.europa.eu/news/it/news-room/content/20110121STO12285/html/Guerra-delle-banane-chi-ha-vinto-e-chi-ha-perso )

      I paesi africani produttori di banane denunciano gli accordi di Ginevra

      Il Ministro camerunense del Commercio Luc M’Barga e l’Ambasciatrice della Costa d’Avorio Marie Gosset hanno organizzato, giovedì 29 aprile a Bruxelles, una conferenza stampa per denunciare gli accordi di Ginevra sulle banane conclusi tra la Commissione Europea e i paesi dell’America Latina.

      Questi prevedono una riduzione per tappe delle tariffe doganali europee applicate ai paesi Latinoamericani, ponendo fine progressivamente all’accesso preferenziale al mercato comunitario delle banane provenienti dai paesi Africa-Caraibi-Pacifico (ACP).

      L’obiettivo di questa manovra di lobbying era ottenere un sostegno dal Parlamento europeo. Dall’altro lato, i paesi produttori africani sperano soprattutto di potere modulare a loro vantaggio le misure di accompagnamento di 190 milioni di euro stanziate dalla CE per compensare gli accordi di Ginevra.

      I tre principali produttori di banane africane, Camerun, Costa d’Avorio e Ghana, esportano in totale 550.000 tonnellate di banane verso l’UE ogni anno. Il mercato europeo rappresenta 5,5 milioni di tonnellate l’anno, di cui il 73% viene fornito dai paesi dell’America Latina.

      Fonte: ICE Bruxelles
      Data di pubblicazione: 04/05/2010

      Circa l'uso di pesticidi tossici nelle piantagioni caraibiche delle antille francesi leggi questo articolo :http://www.lafrecciaverde.it/pesticidi-tossici-su-banane-antille/

  2. tutto questo per un ragnetto! se fosse vero dimostra che le banane sono ottime non trattate chimicamente.
    ciao Stefano.

  3. cioe, il Brasile applica tasse di importazione del 40% alle merci europee in entrata pero' non vuole che l'Europa faccia altrettanto con le sue….beh forse e' questo il problema da affrontare…

    • Ciao Miki

      suggerisco la lettura dell'articolo : http://www.europarl.europa.eu/news/it/news-room/content/20110121STO12285/html/Guerra-delle-banane-chi-ha-vinto-e-chi-ha-perso che spiega come il problema sia stato in realtà già affrontato ed abbia portato ad un accordo osteggiato dal blocco ACP .
      Per inciso , non c'entrano nulla le tasse applicate alla importazione dei prodotti europei dal Brasile . L'accordo riguarda decine di Paesi sudamericani e caraibici e non solo il Brasile . Inoltre la tassazione fu applicata nel 1993 con l'intento di aiutare il blocco ACP in barba ai trattati di commercio internazionale . Probabilmente pensavano che vendendo più banane non sarebbero più arrivati emigranti in Europa !

    • miki,
      perchè 40%?
      "Quando um produto chega ao Brasil, inicia-se a fase de liberação aduaneira. Há a incidência do imposto de importação, com alíquotas variáveis de acordo com a classificação fiscal e os acordos comerciais. O percentual vai de 2%, no caso de máquinas, a 35% sobre produtos têxteis, calçados ou automóveis. Importações de países do Mercosul são isentas de tarifa."
      poi ci sono altre tassucce che però si applicano anche ai prodotti nazionali.
      comunque in generale la pressione fiscale in brasile è 36% del pil, italia 49%.
      a me pare che sia il contrario: l'occidente continua a fare i suoi porci comodi, applicando protezionismo e sussidi alle produzioni nazionali (ma a che minkia serve il WTO???) e poi pretende che non lo facciano gli altri.
      ah già… è sempre colpa del governo, del pt, di dilma, delle tasse e bla bla.
      lucio.

    • esatto Lucio. il 35% più altre tassucce" …. Qui si parla di imposizione alle merci in entrata . La pressione fiscale del 36% o del 49% e' altro paio di maniche.

  4. comunque fintanto che l'autarchismo si limita alle banane…..evviva! a volte(spesso) è sano in tutti i sensi per le popolazioni di ogni singola Nazione mangiarsi i suoi prodotti alimentari interni…..KM 0 o giu' di lì.

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