giovedì 1 gennaio 2015

BRASIL OULOOK 2015. SCENARIO PER IL DOLLARO.

Queste previsioni sul cambio real -dollaro sono della  Empiricus Research e sono state pubblicate da Marco De Biasi del gruppo Italians doing business in Brazil di  Linkedin . 


"Nossa estimativa para a taxa de câmbio de médio prazo é de R$ 3,10. Entendemos que a moeda norte-americana deve manter a tendência estrutural de valorização. 
A combinação de necessidade de redução do programa de fornecimento de liquidez nos Estados Unidos a médio prazo com problemas crônicos da economia brasileira referenda a tese de desvalorização do real.



A tese passa necessariamente pelo monitoramento do balanço do banco central norteamericano.Estamos claramente numa situação extrema. O passivo do Fed marca mais de US$ 4 trilhões. Eram US$ 800 bilhões em 2008. Cedo ou tarde, precisaremos retirar os estímulos monetários e reduzir a farra de liquidez. Se em 1929 salvou-se a moeda em detrimento da economia, agora não pode marcar o salvamento da economia em detrimento da moeda. A contrapartida será a apreciação da moeda.


Teremos óbvia diminuição da liquidez internacional nos próximos trimestres e isso joga em favor do dólar, com implicações óbvias sobre o juro de 10 anos dos Treasuries e, por conseguinte, sobre o apreçamento de todos os demais ativos de risco. Em 2011, por exemplo, o yield das notas de 10 anos do Tesouro norte-americano era de 3,6%. O prognóstico é de que caminhemos para patamares mais próximos à média histórica conforme haja recrudescimento das condições de liquidez. Como argumento a dinâmica de mercado empurra o rendimento dos Treasuries para cima , trazendo implicações importantes não somente para o real, mas basicamente sobre todas as moedas emergentes, como por exemplo moedas  indiana e russa.


O caso brasileiro, porém, é particularmente delicado. O real é uma moeda exótica. Enfrenta volatilidade mais alta e eventos raros (aqueles cujos retornos são superiores a dois desviospadrão da média) com frequência superior ao usualmente observado. Além disso, Brasil é proxy de commodities. No caso de confirmar-se a esperada recuperação da moeda norte-americana, as matérias-primas tenderiam a perder força, deteriorando os termos de troca por aqui.


Do ponto de vista macro, temos ao menos cinco fatores apontando para a fragilidade adicional da moeda doméstica: 


- Inflação elevada: tirando as desonerações, a alta dos preços tem rodado na casa de 8% ao ano. O nível de preços é o inverso do valor da moeda. Ou seja, inflação forte significa moeda fraca. 


- O PIB cresce pouco: fecharemos 2014 com crescimento 0% e o prognóstico é semelhante para 2015. Há um esgotamento do modelo de crescimento baseado em consumo.A demanda agregada caminhou muito à frente da oferta agregada. A recuperação passa necessariamente por maior vigor dos investimentos, e isso não é um fenômeno de curto prazo. Economia fraca significa moeda fraca.


- As contas públicas se deterioram: o excesso de gastos do governo culminou no rombo fiscal e desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, com escumprimento da meta de superávit primário.


- O déficit em conta corrente só faz aumentar: o saldo negativo de transações com o exterior flerta com 4% do PIB e acende o sinal amarelo. Cada vez mais, estamos dependentes do Investimento Estrangeiro Direto, que é uma variável sensível às condições de liquidez internacional.


- Há dúvida quanto à manutenção do ritmo de intervenções do Banco Central brasileiro sobre o mercado de câmbio. A nova equipe econômica do governo acena para ajuste fiscal, desrepresamento de preços e menor nível de intervenções. 


Em resumo, mantemos o prognóstico de valorização do dólar contra o real. Na casa entre R$ 2,45 e R$ 2,65, ter dólar é, na pior das hipóteses, uma proteção barata contra deterioração da aversão a risco "

4 commenti:

  1. Quindi, a quanto sembra, dovremo aspettarci un Real fiacco anche per tutto il 2015 .....

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    1. L'analisi riguarda il rapporto tra dollaro e real . A molti lettori interessa il rapporto euro real che non e' detto segua la stessa sorte . Basta vedere cosa sta succedendo in queste ore all'euro che si sta svalorizzando rispetto al dollaro .

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  2. In merito suggerisco la lettura di questo articolo che, in materia di valute emergenti recita:
    "Le valute dei paesi con deficit delle partite correnti (più elevati), prospettive di crescita più deboli e tassi d’inflazione sopra i target delle rispettive banche centrali saranno con ogni probabilità le più vulnerabili. Inoltre, dove occorrono tassi d’interesse elevati per attrarre flussi di capitale per finanziare i deficit, qualsiasi ulteriore indebolimento della crescita determinerà tendenzialmente un ulteriore deprezzamento valutario. A nostro giudizio il Brasile spicca in termini di fondamentali peggiori tra i principali mercati emergenti. Presentiamo pertanto un atteggiamento negativo sul real brasiliano."

    Leggi tutto: http://www.soldionline.it/analisi-scenario/previsioni-valute-2015-ulteriore-potenziale-al-rialzo-per-il-dollaro-usa?cp=1

    Ma, come spesso accade, le previsioni sono anche fatte per essere smentite..... chissa!
    Saluti
    Marco

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  3. E adesso con il bazooka del QE di Draghi vediamo come si muove il cambio con il Real ....

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