Home Vivere in Brasile Nutella ed acaraje : cosa hanno in comune ?

Nutella ed acaraje : cosa hanno in comune ?

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La polemica sull’utilizzo dell’olio di palma negli alimenti , ritenuto cancerogeno , vede la Ferrero schierata a favore dell’utilizzo del prodotto . La Ferrero infatti ne utilizza ben 185 000 tonnellate all’anno per produrre la famosissima Nutella .



La sostituzione dell’olio di palma con olio di girasole , oltre a comportare una alterazione di gusto e testura del prodotto come dichiarato alla Reuters  dal direttore acquisti della Nutella  : Vincenzo Tapella , costerebbe alla Società  tra gli 8 ed i 22 milioni di USD .
L’olio di palma è conosciuto qui in Brasile come olio di dendè , l’olio usato tra l’altro per friggere la gustosa acaraje , uno dei più famosi cibi ” de rua ” di Bahia .





A indústria de óleo de palma, sob pressão na Europa depois que autoridades afirmaram que o produto aumenta o risco de câncer, encontrou um aliado de peso no setor alimentício: o fabricante da Nutella.

A empresa italiana Ferrero assumiu uma posição pública em defesa do ingrediente que outras empresas alimentícias europeias estão boicotando. Ela lançou uma campanha para assegurar o público sobre a segurança da Nutella, produto que representa cerca de um quinto de suas vendas.

O creme de chocolate e avelã, uma das marcas de alimento mais bem-conhecidas da Itália e um ingrediente popular do café da manhã para crianças, usa o óleo de palma para garantir a textura macia e a durabilidade ao produto. 

Outros substitutos, como óleo de girassol, mudariam suas características, segundo a Ferrero. “Fazer Nutella sem óleo de palma resultaria em um substituto inferior ao produto real, seria um passo para trás”, disse o gerente de compras da Ferrero Vincenzo Tapella à Reuters. O óleo de palma é conhecido no Brasil como azeite de dendê.


Abrir mão do óleo de palma também teria implicações econômicas, já que é o óleo vegetal mais barato, com custo de US$ 800 a tonelada. A Ferrero usa cerca de 185 mil toneladas de óleo de palma por ano, portanto substituí-lo por outros tipos de óleo poderia custar à empresa de US$ 8 a 22 milhões a mais por ano.

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) disse, em maio, que o óleo de palma gera um contaminante potencialmente carcinogênico – conhecido como GE – quando refinado a temperaturas acima de 200ºC. Mas o órgão não recomendou que os consumidores parassem de consumi-lo, acrescentando que mais estudos são necessários para determinar o risco.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) alertaram sobre o mesmo risco potencial, mas também não recomendaram que os consumidores parassem de consumir óleo de palma.

Várias indústrias de alimento deixaram de usar óleo de palma em seus produtos depois dos alertas das autoridades.

Além dos possíveis riscos para a saúde, o uso do óleo de palma pela indústria alimentícia também é questionado por razões ambientais. A palma é uma planta cultivada principalmente na Indonésia e Malásia, países que sofrem com o desflorestamento.

Fonte : G1

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