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Previsioni sui prossimi tagli della taxa de juro

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Sul fronte tasse poi le tabelle IRPEF non vengono aggiornate all’inflazione da una decina di anni e pertanto ad ogni aumento del salario minimo , che recupera appunto l’inflazione nominale , nuove fasce di disperati passano dalla non tributazione alla bocca famelica del leone che , qui in Brasile , rappresenta non a caso l’Agenzia delle Entrate .

Il problema è che , anche con una inflazione entro la meta , i prezzi non diminuiscono perchè stiamo comunque parlando di inflazione ! Ed i prezzi , negli ultimi anni , hanno raggiunto livelli da ” primo mondo ” .Oramai nemmeno più i pensionati prendono in considerazione il Brasile per trasferirsi .

Ma queste dichiarazioni fanno bene al Governo che può ridurre la taxa de juro a colpi di 0,75 % al mese . Dopo il taglio di Marzo infatti si prevede che anche quello del 12 Aprile sarà di ” almeno ” 0,75 % se non superiore .

O Banco Central vai fazer um corte maior do que 0,75 ponto percentual na taxa de juros na próxima reunião do Copom, no dia 12 de abril, se o cenário para a inflação de 2017 e 2018 continuar tão favorável como hoje.

E não se pode descartar que o cenário se apresente até mais favorável por conta da desinflação dos alimentos. O Banco Central avalia que a queda no preço dos alimentos deve ajudar a derrubar indiretamente outros preços, produzindo o que, na linguagem da política monetária, se chama de efeitos secundários.

A mensagem está clara no parágrafo 16 da ata do Copom, divulgada nesta quinta-feira (2).

“Os membros do Comitê reafirmaram o entendimento de que, com expectativas de inflação ancoradas, projeções de inflação na meta para 2018 e marginalmente abaixo da meta para 2017, e elevado grau de ociosidade na economia, o cenário básico do Copom prescreve antecipação do ciclo de distensão da política monetária.”

Antecipar o ciclo de distensão da política monetária significa acelerar o ritmo de queda da taxa de juros. Para quanto? O Copom preferiu deixar a questão em aberto.

No parágrafo 21, a autoridade monetária afirmou que “os membros do Comitê debateram os próximos passos e manifestaram preferência por manter maior grau de liberdade quanto às decisões futuras, a serem tomadas em função da evolução do cenário básico”.

O que significa também que, caso o cenário piore, a tal antecipação pode nem acontecer, embora isso seja pouco provável. Mas Banco Central é assim, recado nas entrelinhas, nada de preto no branco.

Além da inflação baixa, joga a favor da redução mais acentuada da taxa de juros a paralisia econômica. Na ata, o Banco Central reconhece que “os desafios para a retomada da atividade econômica permanecem, e o Comitê avalia que a recuperação da economia ao longo de 2017 deverá ser gradual”.

Há muita capacidade ociosa na indústria, no comércio, nos serviços. Situação na qual há muito espaço para a retomada sem gerar pressão inflacionária.

Ao custo da maior recessão e do mais elevado desemprego, o cenário para a inflação nunca esteve tão favorável desde 2007, quando as projeções de inflação também apontavam para abaixo da meta de 4,5%.

Já se preocupando com 2018

A cautela do Banco Central, se acelera ou não o passo, já não se deve mais à preocupação com a inflação deste ano, projetada em 4,2% (abaixo da meta), mas com 2018.

Com juros onde estão (12,25% ao ano) e dólar estável, a inflação deste ano ficaria ainda mais baixa, 3,8%, e no ano que vem, 3,3%.

Ou seja, tem muito espaço para cortar juro. Mas no mesmo parágrafo 21 o BC pondera sobre “os efeitos defasados que a política monetária pode ter sobre a inflação para o ano-calendário de 2018, cujas projeções encontram-se em torno da meta de 4,5%”.

O que está se dizendo é que, com o jogo ganho em 2017, é preciso assegurar o resultado para o ano que vem.

A reversão da inflação corrente e das expectativas para o futuro se deu de forma espetacular em poucos meses. Na reunião de julho do Copom, a primeira comandada por Ilan Goldfajn, jogo duro.

A ata sequer sinalizava com redução dos juros. O recado, sintetizado numa frase curta, dizia que “o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária”.

6 Commenti

  1. Bentornato nella nuova veste! Mi rifaccio al posto dove il governo brasiliano era meravigliato da come l’ inflazione fosse cosi’ bassa.
    Lo stesso stupore l’ provato questi giorni, inizio dell’ anno nuovo brasiliano (dopo carnevale), qui a Maceio da meta’ febbraio: luce aumentata per tutti, benzina 3.84 il minimo prima si trovava a 3.59, onibus da 3.15 a 3.50, al Gbarbosa uova da 4 a 5.5, yogurt da 4.5 a 6.7, formaggio tipo provola da 30 a 34, ieri al mercato generale camarao da 22 a 28 e i pomodori per il sugo rimanendo abbondanti sui banconi non si trovavano a meno di 3.5 quando 15 gg fa’ erano a0.80/1.2! Sono ancora a bocca aperta e temo che la lista alla prossima “feira” si allunghera’…parabens inflacao!

    • Ciao Lino

      forse noi facciamo la spesa nei posti sbagliati o viviamo in quartieri di lusso come dice Lucio ma io ho esattamente il tuo stesso problema . Salutami tanto Maceiò dove ho trascorso anni fa un mese sulla bella Praia di Atalaia Velha .

    • vedi lino, il vostro problema è che quando i pomodori salgono da 1 a 3 lo notate e lo scrivete… però dimenticate quando erano a 6 (un anno fa) e quindi la discesa da 6 a 1 non la notate e non la scrivete.
      lucio.

      • I prodotti alimentari freschi non sono probabilmente un buon esempio per dimostrare che l’inflazione , quella vera , non è affatto caduta . Si tratta infatti di beni il cui prezzo dipende più dalle piogge che da altri fattori economici . Un fatto è certo : la disoccupazione ha raggiunto livelli allarmanti , le aziende continuano a dimettere funzionari poichè non vendono i loro prodotti . Le infrastrutture del paese continuano al palo dopo decenni di promesse , vedi i chilometri di cambion bloccati da settimane su strade melmose con i loro carichi di soia .Che l’inflazione sia scesa al momento se sono accorti solo gli investitori dopo il taglio della SELIC . Vedremo se , come dice Temer , la ripresa è già iniziata o se una di queste mattine leggeremo che la lava jato lo ha “asfaltato” come gli altri .

        • a proposito di un tuo post sul material escolar:
          1) è incluso nel paniere (mi sono scaricato tutto dal sito ibge, è un paniere proprio completo, redatto con la supervisione della world bank e basato sulla pesquisa das dispesas das familias)
          2) per mia figlia l’anno scorso spesi 150rs e quest’anno 120. libri esclusi.

          a proposito del governo, sospetto che abbia mentito a proposito del pil 2016. sostiene che la caduta fu -3.6%.
          invece dalla somma dei singoli cali trimestrali si ha -2.5%.
          anche dalle tabelle dei “numeri indice” (che ho scaricato dal sito ibge) risulta -2.5%.
          non si capisce da dove salti fuori sto -3.6%, che la sera in TV è stato usato per continuare ad attaccare il passato governo. probabilmente la differenza sarà usata a fine anno per gonfiare il pil 2017 e incensare il nuovo governo (sai com’è, il 2018 è anno elettorale).
          lucio

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