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Bahia è lo Stato con maggior numero di casi di Dengue

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Estado registra 33 mil novos casos de dengue em 60 dias

Jorge Gauthier | Redação CORREIOO mosquito da dengue continua avançando na Bahia. Dados divulgados na quinta-feira (9) pelo Ministério da Saúde (MS) indicam que o estado ocupa a liderança no número de casos registrados no país (25.56% do total).Apenas nos últimos 60 dias houve um aumento de 57% nas notificações (foram 33 mil novos registros). No mesmo período, Minas Gerais, segundo colocado no ranking, teve 19 mil novas notificações.O ano de 2009 está sendo o pior período da epidemia da doença no estado. O número de notificações já superou todos os registros de 2002, que detinha a maior marca de casos (87 mil).O relatório do Ministério da Saúde aponta para queda dos casos de dengue em quatro regiões do país comparado com o ano passado. As reduções foram de 65,5% no sudeste, 49,9% no sul, 47,3% no nordeste e 29,9% no norte. Além da Bahia, outros seis estados estão na contramão dessa redução.As infecções pelo Aedes aegypti cresceram em Roraima, Acre, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Esses estados representam 56% do total de casos de dengue no país.Evolução

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em boletim epidemiológico divulgado na última segunda-feira, as notificações da doença, por semana, sugerem tendência de decréscimo dos casos suspeitos a partir do início do mês de abril com redução progressiva.Apesar disso, o epidemiologista José Tavares Neto, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, garante que existe uma tendência de continuidade do ciclo de crescimento. ‘A doença ainda pode crescer e atingir índices mais graves se não houver continuidade nas ações de combate ao vetor’, explica.O especialista indica que o avanço da doença em território baiano é culpa da má gestão pública do serviço de saúde. ‘O programa de combate ao mosquito foi municipalizado e alguns gestores não trataram as ações com prioridade. Há uma carência na formação dos administradores, que acabam tratando a saúde como um entrave’, completa.Casos graves

As formas complicadas da doença também tiveram grande crescimento na Bahia. Em 2008, foram 669 casos suspeitos com 262 confirmados e 15 óbitos.Somente nos seis primeiros meses deste ano foram notificados 1.822 casos graves suspeitos, destes 841 foram confirmados com 56 mortos. ‘A falta de cuidado do poder público aliada com deficiência de educação ambiental da população contribuíram para a elevação destas formas da doença. Ano passado, como menos pessoas foram infectadas, houve um índice menor de mortes’, argumenta o epidemiologista.O balanço nacional mostra queda de quase 85% no número de casos de casos graves (Febre Hemorrágica de Dengue e dengue com complicação) nas primeiras 23 semanas deste ano.Combate

Os municípios de Itabuna, Jequié, Feira de Santana, Salvador, Ilhéus e Porto Seguro concentram 42,2% das notificações do estado. Itabuna e Jequié lideram o número de mortes confirmadas na Bahia (oito).A Sesab recebeu R$ 9.4 milhões do MS em recurso de teto financeiro para aplicar no combate ao mosquito este ano. Também houve transferência adicional de R$ 1,35 milhão para aquisição de capas caixa d’água, distribuição de kits NS1 (monitoramento da circulação viral com teste de sangue que permite diagnóstico rápido) e investimento de R$ 697 mil na aquisição de 20 veículos e 21 equipamentos (nebulizadores costais motorizados) para distribuição.A Secretaria informou que usou os recursos na ampliação da assistência, contratação de serviços, abertura de leitos nas unidades da rede própria e aquisição de equipamentos em 10 cidades.MS lança novas diretrizes contra doença

O Ministério da Saúde (MS) lançou ontemnovas diretrizes de combate à dengue com orientações para unificar as ações de vigilância e assistência em saúde nos municípios do país.Entre as medidas estão a melhoria da assistência ao paciente, estruturação e organização dos serviços de saúde. O objetivo do MS e dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais é evitar surtos nos próximos anos.A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Salvador, Cristiane Cardoso, indica que o município já cumpre algumas medidas que foram propostas e defende a conscientização da população. “O Ministério pede que seja feito o registro on-line de pacientes suspeitos. Todas as unidades de saúde do município registram o paciente de acordo com o distrito sanitário”, aponta.A necessidade de combater as formas graves da doença é indicada pelo MS como a principal meta. É recomendada, por exemplo, a ampliação de leitos de UTI. Porém, o estado possui apenas metade das vagas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.A coordenadora explica que a oferta de leitos na rede de saúde interfere no crescimento das formas graves. “A baixa quantidade de vagas para tratar pacientes é um aspecto que eleva o número de mortes. As interferências climáticas e a própria evolução da epidemia também precisam ser consideradas”, diz.Fonte : Correio da Bahia


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