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Compra uno e paghi due .. o più

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Un eccellente articolo di economia tratto dal Diario di Natal , troppo lungo da tradurre integralmente . Lo riporto senza tagli per gli amici che leggono il portoghese per gli altri una breve sintesi in italiano .


L’articolo è di fonte autorevole : Il Banco Central .

L’argomento è l’indebitamento via via crescente dei brasiliani nell’acquisto di case e beni di consumo .

A causa dell’elevato valore del tasso di interesse il bene acquistato arriva a costare da due a tre volte il valore originale . Orami il brasiliano , a sua insaputa , acquista ” juro ” e riceve prodotti in regalo . Come ho già detto in un altro post i prodotti acquistati sono la scusa delle banche per vendere ” debito ” .

Il ritmo di indebitamento è notevole . Nel 2006 era il 25% della rendita annuale , oggi è salito al 39% . Il solo finanziamento immobiliare è salito in 12 mesi del 51% . Il prezzo di un immobile di 110 000 R$ finanziato a 180 mesi arriva a costare il triplo.

Os juros estão tomando conta do orçamento do consumidor. As taxas são tão elevadas que, na compra de um produto, o comum é pagar duas ou até três vezes por ele. O brasileiro compromete 23,8% da renda mensal com financiamentos bancários para comprar bens de consumo. Mais da metade dessa parcela (13,3% do rendimento) é destinada ao pagamento dos encargos. Os restantes 10,5% são para quitar o principal da dívida. A constatação é do corpo técnico do Banco Central (BC), que concorda com a afirmação de que o “brasileiro compra juros para ganhar de brinde uma geladeira”.


Um imóvel dividido em 180 meses chega a custar três vezes mais que à vista. Juros são 216% maiores que preço inicial Foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press

Segundo levantamento do BC, o brasileiro descobriu o crédito nos últimos anos e está se endividando em ritmo acelerado. Em julho de 2006, o consumidor médio devia cerca de 25% do seu orçamento anual. Em igual mês deste ano, a conta cresceu para 39,1%. Parte desse endividamento – o equivalente a 8,06% – é com o financiamento da casa própria. Quando se divide o débito total pelo número de parcelas, o BC concluiu que o comprometimento salarial com a quitação das prestações vem se ampliando devagar ao longo do tempo.

Há quatro anos, os trabalhadores usavam 21,4% dos ganhos com os pagamentos mensais. Este ano, o índice passou para 23,8%. O desembolso mensal com o pagamento de juros passou de 11,3% da renda para 13,3%, um aumento de dois pontos percentuais. A parcela referente ao pagamento do principal cresceu bem menos no período, de 10,1% para 10,5%. “As pessoas pagam mais juros do que principal. As taxas no Brasil ainda são muito elevadas”, justificou Carlos Hamilton Araújo, diretor de Política Econômica do BC.

Casa própria

A constatação de Araújo explica por que, na compra da casa própria, em algumas simulações de financiamento, chega-se a pagar 216,9% de juros. Uma residência que, à vista, custa cerca de R$ 110 mil, tem o valor multiplicado por três quando a compra é dividida em 180 meses. A despeito do alto custo, o sonho de sair do aluguel tem ganhado destaque na carteira de crédito dos bancos. Mais brasileiros estão comprando casas. Em 12 meses, os financiamentos habitacionais cresceram 51%, segundo dados do BC.

A situação é semelhante na aquisição de veículos, geladeiras, fogões e televisores. Uma máquina de lavar pode dobrar de valor se o pagamento for dividido em 24 vezes em uma grande rede varejista do país. Uma moto que custa R$ 5.690,00 à vista sobe para R$ 13.360,00. Das condições de financiamento pesquisadas pelo Correio, apenas a de veículos se mostrou com juros menos pesados. O custo do carro não chega a dobrar, mas fica 76,63% maior. Se ao valor final fosse acrescentado cerca de R$ 6 mil, seria possível adquirir mais um automóvel com as mesmas características.

Concorrência

A forte concorrência no sistema financeiro, porém, tem feito os bancos reduzirem os custos de empréstimos para ampliar a carteira de clientes. No caso dos bancos particulares, a vontade de conceder crédito é ainda maior – eles não querem perder espaço para as instituições públicas, que têm ordens explícitas para aumentar as carteiras.

A inadimplência em baixa também tem reduzido o valor dos juros e do spread bancário (diferença entre a taxa que o banco paga para captar recursos no mercado e o que ele cobra dos clientes). Eventuais aumentos de taxas têm sido acomodados com a ampliação do prazo de pagamento, de tal forma que a prestação caiba no bolso do consumidor.

Sumidouro de dinheiro

Produto Preço (R$) Juros pagos (R$) Total (R$) Percentual de Juros Prazo

Carro popular 28.500 21.841 50.341 76,63% 60 meses

Moto CG 125 5.690 7.670 13.360 134,8% 48 meses

Casa Própria 110.000 238.590 348.590 216,9% 180 meses

Máquina de lavar 329,00 794,86 1.123,86 141,6% 24 meses

*Preços anunciados no Distrito Federal

Fonte : Diario di Natal

3 Commenti

  1. Purtroppo le cose stanno proprio così, sono tornato a Roma la scorsa settimana dopo 1 mese trascorso a Salvador e nel resto del litoral nordestino. Una mia amica ha acquistato un appartamento finanziandolo a 20 anni del valore di R$170.000,00 e dovrà restituire quasi il triplo! Il timore che la bolla speculativa che sta riempiendo di utili oggi le banche brasiliane possa trasformarsi nel medio periodo in un default generalizzato è fondato.
    Saluti da Marco

  2. Se ciò accadesse potrebbero riversarsi sul mercato una enorme quantità di immobili tra i nuovi invenduti ed i vecchi pegnorati dalle banche .

    A quel punto i prezzi crollerebbero e forse anche il cambio ne risentirebbe , ricreando l'occasione di fare buoni affari.

    Fino a quel momento è meglio stare fuori dai finanziamenti ed acquistare , se necessario , solo in contanti .

  3. Concordo pienamente con te Antonio.
    Il problema è come convincere il brasiliano della classe medio-bassa che il comprare parcelado no cartao NON è quasi mai conveniente? Ho tentato di spiegare a mia cognata che le scarpe pagate a rate costano in realtà come 3 paia di scarpe ma è stato inutile. La frenesia di comprare auto, vestiti, mobili, TV, ecc. sembra aver contagiato proprio i meno abbienti vogliosi di far parte del boom del benessere (fittizio) anche a costo di impegnare tutti i salari futuri.
    abraços Marco

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