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Raul Velloso : la bomba nel collo di Dilma

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Tratto da una intervista dell’economista Raul Velloso : la bomba nel collo di Dilma racconta le difficoltà economiche con le quali si troverà a combattere la neo eletta presidente brasiliana . In primo luogo il costo della riserva cambiale di 300 miliardi di dollari che da sola consuma risorse per 50 miliardi di R$

Há alguma ‘herança maldita’ à espera da presidente Dilma?

O problema cambial que a Dilma vai receber do Lula é uma bomba de efeito retardado. No começo de tudo, a taxa de juros elevada atraiu uma avalanche de dólares de investidores estrangeiros, para deleite da equipe econômica. Os dólares entraram no Brasil, compraram reais, e esses reais foram aplicados a uma taxa de remuneração espetacular, comparada com seus países de origem. O Banco Central foi comprando esses dólares para guardar sob a forma de reservas (o que foi positivo) e, a despeito disso, provocou uma supervalorização do real. Hoje caminhamos para um volume de reservas no valor de quase US$ 300 bilhões.

Isso tem sido apresentado como demonstração do êxito da política econômica.

Para manter esse nível de reservas custa caro. O país é obrigado a gastar R$ 50 bilhões por ano — próximo do dobro do que o governo investiu no ano passado (R$ 34 bilhões), um pouco mais do que se aplicou na saúde (R$ 42 bilhões) e quase quatro vezes os gastos com o Bolsa Família (R$ 13 bilhões). O financiamento do excedente de dólares é feito por meio de endividamento público.

Então basta conseguir R$ 50 bilhões extras que está tudo resolvido?

Eu falei apenas de um dos problemas financeiros que a presidente Dilma terá daqui a pouco menos de dois meses. Os outros são: pressão para elevar o salário mínimo para R$ 600, corrigir as aposentadorias em 10% e pagar mais um salário para o Bolsa Família, conforme propôs a oposição; aprovação de uma série de projetos que implicam aumento de gastos aguardando na fila do Congresso; pedidos de subsídios por parte de setores da indústria prejudicados pela supervalorização do real e desdobramentos do atraso na solução da crise financeira internacional, como a inundação do mundo com mais US$ 600 bilhões prometidos pelo presidente Barack Obama.

Mas nós não havíamos ultrapassado a crise?
Lembre-se de que estávamos no período eleitoral. Agora chegou a conta. O modelo de “alto consumo a qualquer custo”, graças aos gastos públicos, anestesiou o impacto da crise internacional. A supervalorização do real cai como uma luva, pois com o dólar barato o consumo cresce por meio do estímulo à importação. O real caro derruba as exportações, uma vez que nossos produtores recebem cada vez menos reais por dólar, em troca das mercadorias vendidas lá fora.

Quem paga a conta e quem ganha com essa lógica?

Primeiro, a indústria de transformação, como a de eletroeletrônicos, por exemplo. O fabricante de computador toma prejuízo duas vezes: primeiro quando o consumidor resolve importar porque é mais barato; segundo, quando o preço cai lá fora, como está acontecendo agora, forçando uma redução aqui dentro. Os ganhadores são os consumidores de importados e os produtores do setor de serviços, em que não é possível importar, e, principalmente, os exportadores de commodities minerais e de alimentos, cujos preços estão em alta no mundo e não há qualquer expectativa contrária a essa maré que já dura quase 10 anos.

Dá para viver assim durante um bom tempo, não?

Eu — e muita gente do ramo — não penso assim. Nesse esquema, o peso da indústria no PIB, que era de 27%, algo como um terço, caiu para 15%, o que caracteriza um processo de desindustrialização. Além disso, o superavit comercial, de US$ 22,4 bilhões em setembro de 2005, tornou-se um deficit de US$ 25,8 bilhões nos primeiros nove meses deste ano (uma mudança para pior de quase US$ 50 bilhões). Nessa marcha, sem alteração de rumo a curto prazo, retornaremos ao cenário externo imediatamente posterior ao real, quando se dizia que a virtude estava no deficit em conta-corrente (resultado de todas as transações comerciais e financeiras com o exterior), pois essa era a fórmula para atrair capitais para o crescimento econômico. As consequências são conhecidas.

O que fazer?

Sem poupança não há crescimento. E a poupança é resultado de menores gastos públicos, um assunto que não combinava com o calendário eleitoral até o último dia 31. Aliás, a explicação para a vitória da presidente Dilma, segundo os cientistas políticos, é a promessa de continuidade do consumo. Isso deve mesmo render votos, mas crescimento sustentado só se faz com contas realistas. O modelo atual, de gastos públicos descontrolados, resulta num alto custo fiscal. Por exemplo: o Brasil gasta mais com salário de pessoal do que países com perfil equivalente, denunciando um empreguismo crônico.


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3 Commenti

  1. Propongo un post di critica a Raul Velloso anche per cercare di capire da qual pulpito arrivano certe prediche (non dimentichiamoci mai che gli USA sono vicini e che non vedono certo di buon occhio alcune scelte dell'amministrazione brasiliana):

    Recomeça a cantilena do corte nos gastos públicos
    Posted by augustodafonseca13

    Raul Velloso: especialista demo-tucano no tema de uma nota só

    O jornal O Globo de 16/11/10 recomeça a cantilena do corte nos gastos públicos.

    Sempre que o assunto é esse, o jornal traz o “especialista demo-tucano” Raul Velloso, que foi secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento no desgoverno Collor.

    Raul Velloso, como todos sabem, é especialista em falar sempre a mesma coisa – corte nos gastos públicos -, quando é contra o Lula, a Dilma ou o PT.

    Na opinião do Velloso, corte nos gastos públicos = corte nos gastos sociais (aposentadorias, bolsa-família e assistência social). Ou seja, corte nos gastos públicos = estado mínimo.

    Veja bem, não tenho nada contra quem defende a proposta de estado mínimo. Esta chegou a ser vitoriosa – portanto, hegemônica – durante os governos Collor, Itamar e FHC (Cardoso).

    A proposta de estado mínimo foi vitoriosa, mas o país ficou arrasado! Por isso, a maioria dos brasileiros e brasileiras vêm rejeitando-a, em todas as eleições presidenciais, desde 2002.

    A proposta do PT, do Lula, e agora da Dilma, é a de um estado do bem-estar social eficiente com o binômio “desenvolvimento e inclusão social”, como farol, e uma máquina pública que faz o que é certo e o que é necessário fazer para garantir esses objetivos estratégicos. Logo, por essa proposta, tem que aumentar gastos públicos!

    Para o PT, Lula e Dilma, o que eles chamam de gasto público é na verdade investimento social, para garantir o desenvolvimento com inclusão social.

    Essa proposta teve a aprovação, nas urnas, de 57% dos eleitores brasileiros. A Dilma recebeu autorização para continuar implementando essa proposta. Fim de papo Globo e Raul!

    O que me deixa mais chateado e intolerante é constatar que quando o Serra propôs salário-mínimo de R% 600,00 e 10% de aumento para os aposentados, tanto O Globo como o “especialista demo-tucano” Raul Velloso, se omitiram criminosamente em fazer uma crítica contudente ao mancebo.

    O Serra aprontou nos gastos públicos do desgoverno de São Paulo e o Alckmin vai fazer o mesmo, porque quer ser o próximo candidato a presidente da república pelo PSDB).

    Então, na qualidade de cidadão hiper-crítico da imprensa brasileira, exijo que O Globo e o Raul Velloso digam, com todas as letras, que o Serra iria quebrar o país se tivesse ganhado as eleições.

    Enquanto isso não acontecer, proponho o boicote às opiniões dos “especialistas demo-tucanos” do Globo, bem como aos seus editoriais fajutos

    Abraços
    Marco

  2. Ciao Marco

    grazie del tuo post che bilancia bene quello di Raul Velloso . Io ho ascoltato Velloso alla TV Senado e confermo quanto riportato dal tuo commento . Comunque mi è parso corretto riportare l' intervista prima di sentirmela rinfacciata da qualche altro "pulpito " .

    Prevenire è meglio che curare .

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