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Immigrazione da Europa verso il Brasile

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Por décadas, o brasileiro alimentou o “sonho americano”: sair do país, trabalhar e ganhar bem. Agora, quem diria, a roleta da economia está girando a favor do Brasil. A crise financeira mundial ceifou empregos nos Estados Unidos e na Europa, fazendo com que profissionais dessas regiões buscassem oportunidades fora.

O volume de dinheiro enviado por estrangeiros que trabalham aqui aos seus países de origem mais que dobrou nos últimos anos. Passou de US$ 309,2 milhões, em 2006, para US$ 668,6 milhões em 2009. Nos nove primeiros meses deste ano, já atingiu os US$ 606,7 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado foram US$ 452,5 milhões, de acordo com o Banco Central.

Na contramão, claro, os brasileiros que trabalham no exterior estão reduzindo as remessas. Enviaram US$ 2,6 bilhões para casa em 2006; neste ano, foram apenas US$ 1,8 bilhão.
O Ministério do Trabalho e Emprego aponta que, no primeiro semestre deste ano, mais de 22 mil estrangeiros desembarcaram no Brasil para trabalhar legalmente, 19% a mais que no mesmo período de 2009.

A presidente da empresa de recrutamento de executivos de alto escalão para multinacionais Dasein Executive Search, Adriana Prates, explica que, como tem muita coisa a ser feita no Brasil, exigem-se profissionais de extrema qualificação. “Temos profissionais qualificados, mas não na quantidade necessária”, afirmou.

Com a crise persistente no mercado mundial, disse Adriana, estão aportando no Brasil não somente executivos de alto escalão, mas também engenheiros, técnicos especializados, analistas de tecnologia da informação, coordenadores, gestores e profissionais da média gestão. “Os mais interessados no Brasil são os europeus”, contou.

A presidente da Dasein, que tem sede em Belo Horizonte, explicou que os europeus não estão vindo porque optaram pelo Brasil. “Eles estão sem escolha, e estão direcionando esforços para os países que reúnem as melhores condições, sem terrorismo, com mais benefícios do que desvantagens”, explicou.

Mas a adaptação de um estrangeiro no Brasil é longa. “Demora uns dois anos para eles se tornarem produtivos”, calculou, referindo-se aos profissionais de nível de média gestão, com até 35 anos e salários de R$ 8.000 a R$ 25 mil mensais. É que, além da jornada de 12 horas a 16 horas por dia, bem superior às seis horas a que estão acostumados na Europa, Adriana contou que os estrangeiros não entendem a falta de estrutura aeroportuária, de trens e metrôs.

O diretor do Instituto Cervantes em Belo Horizonte, órgão do governo da Espanha dedicado ao ensino do espanhol, Ignacio Martinez Castignani, 39, desembarcou no Brasil há quatro meses. “É um país de oportunidades para estrangeiros. Para mim, trabalhar com um brasileiro é uma riqueza pessoal e profissional”, elogiou Ignácio, que está tendo aulas de português.

Mas o choque cultural é inevitável. “Tive que dedicar um tempo para procurar um apartamento, há uma certa burocracia”, disse Ignácio, que também considerou o trânsito local “um pouco” caótico.

Fonte: jornal O Tempo

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