Home economia Fotovoltaico in Brasile /1

Fotovoltaico in Brasile /1

16
0
CONDIVIDI

In seguito alle molte richieste circa la situazione del fotovoltaico in Brasile ho deciso di pubblicare una serie di articoli tratti dai giornali locali ed internazionali sull’argomento. Iniziamo con un Convegno tenuto a Sao Paulo  due anni fa , importante per capire le premesse di questo business . 
Energias renováveis
A crise energética e a busca por energias renováveis têm reacendido o debate sobre fontes alternativas de energia, como a fotovoltaica, na qual células solares convertem luz diretamente em eletricidade.
Mas no Brasil, país que pela área, geografia e localização, entre outros fatores, é potencialmente favorável para o desenvolvimento de sistemas fotovoltaicos, existe um atraso nesta área em relação a outros países.
Esse foi um dos diagnósticos apresentados durante o Workshop em Energia Fotovoltaica, realizado na semana passada em São Paulo ( Marzo 2010 )
O objetivo do evento foi reunir especialistas para discutir desafios científicos e tecnológicos de curto, médio e longo prazos no setor, além de expor o panorama mundial de desenvolvimento da pesquisa e inovação, recursos e lacunas existentes nas universidades e centros de pesquisa.
Energia fotovoltaica
De acordo com Cylon Gonçalves da Silva, professor do Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o objetivo maior do evento foi fazer uma prospecção do que já existe em termos de pesquisa e desenvolvimento na área de energia fotovoltaica.
“A partir disso, pretendemos avaliar se caberia ou não à FAPESP a criação de um programa específico nessa área. Como todo programa específico da Fundação, será necessário demonstrar não apenas sua relevância técnico-científica, mas também o diferencial de contribuição para o desenvolvimento de São Paulo que ele pode propiciar”, diz o pesquisador.
Os participantes apresentaram diversos aspectos relacionados ao tema Energia Fotovoltaica. As palestras abordaram, em linhas gerais, o desenvolvimento de células solares e de módulos fotovoltaicos, a necessidade de se produzir silício de alta pureza (o chamado silício de grau solar), a reativação dos laboratórios e a necessidade de uma política nacional na área para viabilizar a produção em larga escala, entre outros aspectos.
Integração da energia solar à rede elétrica
A energia solar fotovoltaica é a forma de produção de eletricidade que mais cresce no mundo atualmente. Segundo estudos do Instituto de Energia da Universidade da Califórnia e da Associação das Indústrias Fotovoltaicas Europeias, desde 2003 o índice de expansão dessa indústria ultrapassa 50% ao ano.
Para o professor Francisco Marques, do Instituto de Física da Unicamp, que apresentou o panorama da pesquisa sobre energia fotovoltaica no mundo, esse índice extraordinário só foi possível devido à integração dos sistemas fotovoltaicos integrados à rede pública convencional de energia.
“Como é uma energia intermitente, acoplada à rede, não há necessidade de bateriaspara armazenamento. O Brasil tem tido um crescimento muito lento em aplicações isoladas. Para ter uma expansão acelerada – como a que vem ocorrendo em vários países da Europa -, terá de desenvolver sistemas integrados à rede elétrica”, afirmou.
Recentemente, pesquisadores da Unicamp apresentaram o primeiro conversor para ligar painéis solares à rede elétrica de fabricação nacional, uma tecnologia que até agora é totalmente importada.
Fontes intermitentes
Roberto Zilles, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), abordou os sistemas periféricos de armazenamento das energias fotovoltaicas e destacou a reduzida produção nacional por esse sistema.
“Temos apenas cerca de 20 MW de capacidade instalada para geração de energia fotovoltaica em sistemas isolados, que são empregados em bombeamentos de água e eletrificação rural, em áreas na Amazônia, no Norte e no Nordeste”, disse. Esse valor daria, por exemplo, para o consumo de uma pequena cidade com cerca de 2 mil a 3 mil habitantes.
Segundo Zilles, a iniciativa com sistemas isolados está contemplada na resolução 83 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 2004, que estabelece os procedimentos e as condições de fornecimento de sistemas individuais de geração de energia elétrica com fontes intermitentes, que contempla as fontes solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.
Produção de silício no Brasil
“A raiz do problema que emperra a expansão brasileira na área da energia fotovoltaica esbarra na produção do silício. As células mais importantes e consolidadas no mercado são as fabricadas à base de silício”, disse Henrique Toma, professor do Laboratório de Nanotecnologia Molecular da USP, que apresentou estudos desenvolvidos sobre síntese de novas moléculas e de fotossíntese artificial, uma área ainda em desenvolvimento no país.
Depois do oxigênio, o silício é o elemento químico mais abundante na crosta terrestre. Para o professor Paulo Roberto Mei, do Departamento de Engenharia de Materiais, da Unicamp, não faz sentido investir em um produto em que se tem perdido mercado, no caso o silício metalúrgico. O Brasil exporta essa forma impura do mineral a US$ 2 o quilo, enquanto importa o silício de alta pureza, para uso na indústria eletrônica, a US$ 60 o quilo.
“Vendemos a forma impura, que é muito fácil de fazer e não usa praticamente nenhuma tecnologia. Mas o problema é que, para isso, gasta-se muita energia, além de produzir muito material particulado, que polui o meio ambiente. No Brasil, temos uma legislação rigorosa que obriga a usar filtros muito eficientes, o que é muito bom. Mas, resumindo, o processo é caro e a venda não é lucrativa”, explicou.
Segundo ele, o país vem perdendo espaço para a China e para a Índia nessa produção. “Eles conseguem produzir o mesmo silício metalúrgico com um custo menor. A China detinha 25% do mercado mundial há alguns anos e hoje tem quase 70%. Indústrias brasileiras têm sido compradas por empresas norte-americanas para transformar o silício metalúrgico em silício de alta pureza. Do ponto de vista estratégico para o país, isso é um desastre”, disse Mei.
O professor da Unicamp destaca que o silício poderia ser usado não apenas para a produção de energia fotovoltaica, mas na indústria de microeletrônica, isto é, de semicondutores.
Energia fotovoltaica nos estádios da Copa do Mundo
Outra discussão importante no evento foi o custo energético. Entre todas as formas de energia limpa, a fotovoltaica ainda é a mais cara. “Em uma análise apenas econômica, talvez se conclua que importar é mais fácil, por ser mais barato. Mas existem outros aspectos. Quando os norte-americanos levaram o homem à Lua, pode não ter significado muito do ponto de vista econômico em um primeiro momento, mas gerou um parque industrial incrível”, disse Mei.
Mas a discussão política na área de fotovoltaicos parece caminhar na direção da importação. Já está em curso no Senado o projeto de número 336/2009 que isenta do imposto de importação, que é de 12%, as empresas estrangeiras que fornecerem células fotovoltaicas, módulos em painéis e seus periféricos.
Pelo projeto proposto, todos os estádios da Copa de 2014, que será no Brasil, utilizariam energia fotovoltaica. De acordo com Roberto Zilles, o projeto, que tem apenas um parágrafo, tem grandes chances de aprovação.
“Mas, se o objetivo é incentivar o desenvolvimento de tecnologia fotovoltaica – seja a produção de células ou de elementos periféricos -, isentar de impostos os produtos prontos tira a perspectiva em relação à pesquisa, desenvolvimento e inovação nessa área no país”, disse.
Eficiência das células solares
No campo do desenvolvimento de células fotovoltaicas, o Brasil tem acompanhado as pesquisas de ponta internacionais, mas ainda em nível experimental. De acordo com Ana Flávia Nogueira, do Instituto de Química da Unicamp, atualmente o Laboratório de Nanotecnologia e Energia Solar (LNES) da Unicamp já desenvolve células com materiais nanoestruturados, as chamadas células de terceira geração.
“A grande vantagem é que o custo desses materiais é baixo. Já conseguimos utilizar em aplicações menores, como em mochilas solares, utilizadas para carregar baterias de notebooks, por exemplo”, disse ela.
O problema, segundo a pesquisadora, é que a eficiência energética da conversão da energia da radiação solar em energia elétrica ainda não é satisfatória, girando em torno de 6,5%. Atualmente, a média mundial de eficiência é de 14% e as melhores células no mercado não ultrapassam os 20%.
As células da primeira geração utilizavam o silício monocristalino. As de segunda, os filmes finos e, atualmente, as da terceira geração empregam células fotovoltaicas orgânicas ou células fotovoltaicas híbridas orgânicas/inorgânicas.
Células solares orgânicas
“Os dispositivos fotovoltaicos baseados em silício monocristalino representam uma tecnologia completamente dominada e que apresenta elevado índice de conversão de energia solar em elétrica. Mas o custo de produção e de manutenção torna inviável seu uso em larga escala”, disse Roberto Mendonça Faria, do Instituto de Física de São Carlos da USP.
Segundo ele, a tecnologia produzida a partir dos semicondutores amorfos e de óxidos, na forma de filmes finos (segunda geração), vem se mostrando viável do ponto de vista econômico. Mas o destaque está mesmo na terceira geração.
“A nova geração de tecnologia das células solares orgânicas é de fácil processamento, baixo custo de fabricação e muito versátil. Eles ainda não apresentaram eficiências energéticas aceitáveis, mas as pesquisas vêm se desenvolvendo rapidamente. É preciso um mecanismo para coordenar os vários grupos de pesquisa no Brasil a fim de viabilizar a fabricação desses dispositivos para torná-los mais eficientes na aplicação”, defendeu.
Nos encaminhamentos do evento, os participantes se dividiram em três grupos de trabalho. Cada um elaborará um documento com a análise dos principais aspectos discutidos, focados principalmente nas três gerações de células solares. O objetivo é que, a partir dos documentos, seja realizado um novo encontro.
Alex Sander Alcântara – Agência Fapesp – 12/03/2010
CONDIVIDI

LASCIA UN COMMENTO

Please enter your comment!
Please enter your name here