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Costruzione civile a Natal : il punto sugli ultimi 10 anni

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Natal a dieci anni dall’inizio del Boom edilizio fissato al 2003 nel commento di due protagonisti del settore Caio Fernandez e Ricardo Abreu . Informazioni preziose per chi intende investire in questo settore : i costi a mq per costruire , le previsioni degli esperti , le sfide future .

Dez anos se passaram desde que a Tribuna do Norte lançou o primeiro caderno “Imóveis e Construções”. De lá pra cá, muitas mudanças. Em 2003, uma guerra deflagrada pelos Estados Unidos chacoalhava o Iraque, deixando o mundo em estado de apreensão. No Brasil, Lula assumia o governo que daria nova cara à economia do país. No Rio Grande do Norte, a entrada de recursos estrangeiros começava a movimentar o comércio, o turismo e o setor imobiliário como nunca antes na história deste Estado. Hoje, a situação é outra, e para nos ajudar a entender melhor esse novo cenário, ninguém melhor do que dois dos principais personagens do caderno lançado há 10 anos: os empresários Ricardo Abreu e Caio Fernandes.

Tribuna do NorteConstrutoras investem na orla marítima de Areia Preta, bairro da zona Leste que tem o metro quadrado mais caro de Natal e endereço preferido para construção de empreendimentos de alto luxoConstrutoras investem na orla marítima de Areia Preta, bairro da zona Leste que tem o metro quadrado mais caro de Natal e endereço preferido para construção de empreendimentos de alto luxo



Para Abreu, a mudança mais visível se deu nos preços. Apartamentos que custavam 100 mil reais em 2003 podem custar mais de 600 mil atualmente. Segundo Ricardo Abreu, a valorização deve continuar pelos próximos anos, impulsionada pela possibilidade de crescimento da economia e pelos investimentos que o país receberá. Ainda assim, essa valorização não deve durar muito tempo, uma vez que, combatido o déficit habitacional, a oferta de imóveis deve superar a demanda, originando preços mais modestos.

“Naquela época, eu tinha cerca de 20 corretores, hoje tenho 250, e já cheguei a ter 600”, conta Ricardo Abreu. Ele lembra o período em que Natal era o paraíso dos estrangeiros, quando o continente europeu nadava em um mar onde o euro direcionava as ondas para cidades litorâneas do Brasil, principalmente Natal. Essa fase, no entanto, passou, e hoje o mercado experimenta uma acomodação. Eis o que aconteceu: após o período de valorização do dólar e do euro, o real começou a comandar. Os anos de 2009 e 2010 foram de crescimento tão expressivo que o Estado produziu um estoque maior do que a capacidade do consumo em 2012, retraindo o mercado. 

No entanto, com a política de facilitação do crédito e de taxas de juros menores – nos padrões de países mais desenvolvidos – a tendência é que o setor volte a recuperar esse bom momento, o que deve acontecer no segundo semestre. Ricardo faz planos e comemora, mas só em parte. “É uma pena que a infraestrutura da cidade não tenha acompanhado a expansão imobiliária. Nem do legado da Copa 2014, que poderia deixar excelentes obras de mobilidade urbana, nós poderemos nos orgulhar”, lamenta. Outra decepção do empresário é a zona Norte, que também não seguiu o desenvolvimento do resto da cidade, nem mesmo com a inauguração da ponte, em novembro de 2007. “Onde estão as melhorias urbanas para esta região da Grande Natal?”, pergunta-se Ricardo.

É o mesmo questionamento que lança o empresário Caio Abreu, um fã da paisagem de Natal que a zona Norte oferece. “Quem não quer morar de frente para a beleza que é o encontro do Rio Potengi com o mar?”. Ele faz a pergunta, mas sabe que a resposta é óbvia. Não há investimento em saneamento, paisagismo, recapeamento ou na construção de novas vias. Na opinião de Caio, a zona Norte precisa de um Plano Diretor exclusivo, que seja capaz de recuperar o tempo perdido. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a zona Norte recebe cerca de 6 mil novos moradores por ano. 

De olho nesse contingente populacional, as construtoras, imobiliárias e incorporadoras avançam. Nos últimos dez anos, cresceu a quantidade de empresas oriundas de Estados como Goiás, Curitiba e São Paulo. A concorrência aumentou, o mercado local se aprimorou, mas os preços poderiam ter baixado mais. Segundo Caio, ao começarem a construir condomínios com mais de 100 unidades, essas empresas mudaram a forma  do potiguar viver. A multiplicação do número de unidades, contudo, não trouxe retorno financeiro para o cliente, que poderia estar pagando menos. “Além disso, continuamos importando a maioria dos produtos usados na construção civil, o que encarece a obra. E isso sem falar nas taxas”, comenta. 

Ainda assim, mesmo com a especulação imobiliária comum a cidades de médio porte, como Mossoró, não é tão caro construir um imóvel no Rio Grande do Norte. De acordo com o levantamento feito pelo IBGE, divulgado em março, o Estado tem o segundo metro quadrado mais barato do país. Enquanto o carioca desembolsa cerca de R$ 900,00, o potiguar gasta, em média, R$ 734,00 para construir um imóvel com as mesmas características. O Rio Grande do Norte só perde para o Espírito Santo, onde o custo médio é de R$ 714,00.

Inovações nos condomínios vão além das fachadas

Caio Fernandes não fica só na avaliação negativa. Para ele, uma das melhorias que os últimos anos trouxeram foi a do visual dos novos imóveis. Embora esse aspecto tenha pouco impacto na qualidade de vida da população, o empresário, no ramo há 20 anos, aponta a beleza dos condomínios e prédios como um diferencial da nossa cidade. “É uma nova leva de arquitetos potiguares que está trazendo isso, unindo o tradicional ao contemporâneo. Os prédios estão mais coloridos, mais esbeltos”, comenta.

Felizmente, as inovações vão além da fachada. Nos últimos anos o Rio Grande do Norte ganhou uma nova leva de imóveis pensados a partir da ideia da sustentabilidade. Algumas dessas novas unidades habitacionais são capazes de reutilizar a água das chuvas e reciclar seus resíduos domésticos; outras possuem materiais certificados, madeira de reflorestamento, cobertura verde e não promovem a emissão de gases de efeito estufa, como o Condomínio Veredas do Lago Azul, em Pium. 

“Não podemos esperar só dos governos. O empresariado também precisa pensar em reflorestamento, em preservar a qualidade do nosso ar, porque isso também vende”, complementa Caio. Com a expansão urbana dos principais municípios do Rio Grande do Norte, essa preocupação se torna vital. Em Natal, por exemplo, um dos fortes sinais de uma ampliação descuidada é o bairro do Planalto, na zona Oeste. O bairro vem experimentando um notável crescimento imobiliário e já é perceptível o surgimento de casas de alto valor. 

As construtoras notaram o crescimento do bairro e vêm investindo fortemente, com a construção de apartamentos destinados à classe C, financiados pela Caixa Econômica Federal, através do programa Minha Casa Minha Vida. É o bairro que mais cresce em Natal. De acordo com o IBGE, a população cresceu 118,1% desde o último censo. Passou de 14.314 habitantes para 31.206 em dez anos. Os problemas, no entanto, continuam: ruas esburacadas, acúmulo de lixo e falta de policiamento são alguns dos entraves verificados. Segundo o chefe da Unidade Estadual do IBGE, Aldemir Freire, outros bairros da Grande Natal apresentaram expansão semelhante nos últimos anos. Parque do Pitimbu, Nova Parnamirim e Parque dos Eucaliptos são os que mais cresceram em Parnamirim. 

Nova Parnamirim saiu de pouco mais de 15 mil habitantes, em 2000, para 54.076 em 2010. Na zona Norte de Natal, os números também são expressivos. No bairro de Nossa Senhora da Apresentação, a população ultrapassou os 80 mil habitantes em 2011, número bem inferior aos 56.500 registrados em 2000. “O que observamos é que a cidade cresceu, mas cresceu nas periferias, onde geralmente os recursos não chegam ou demoram pra chegar”, conta Aldemir. Dez anos se passaram. Há pontos positivos, mas também centenas de mudanças a serem realizadas, como é possível observar pelas declarações das nossas fontes. Uma saída possível? A união entre poder público e o setor privado. 

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