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Crescono le applicazioni in Tesouro Direto

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As perspectivas para a inflação têm piorado e as previsões mais recentes indicam que o IPCA deve terminar o ano em 5,35%, acima da meta de 4,5%. Para 2013, o quadro é o mesmo: a estimativa é de um IPCA de 5,50%. Essas previsões se refletem na alta consistente da inflação implícita nas NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional), títulos públicos que são atrelados a índices de preços. Na última segunda-feira, o papel com vencimento em 2016, o mais negociado, chegou a embutir uma inflação de 5,66% ante os 5,21% verificados no início do mês. Esse cenário também explica a procura tão elevada por esses papéis no Tesouro Direto, sistema de venda de títulos públicos à pessoa física pela internet.

Entre julho e agosto, as operações no Tesouro Direto cresceram 65% e nada menos do que 74% dos títulos comprados foram NTN-Bs (Nota do Tesouro Nacional série B), que garante a reposição da inflação pelo IPCA, além de oferecer um juro real. Outros 21% dos compradores escolheram papéis prefixados, apostando que a taxa de juro Selic ainda pode cair mais um pouco.

Para o consultor financeiro Francis Hesse, um componente histórico explica a maior procura por títulos que protegem contra a inflação.

— O brasileiro ainda tem a memória inflacionária, onde os preços subiam a cada dia. Portanto, quando vê um sinal de alta da inflação, o investidor vai buscar proteção — diz Hesse.

Com as mudanças no rendimento da caderneta de poupança e os fundos DI oferecendo um retorno menos atraente, o Tesouro Direto está fisgando investidores pequenos, com até R$ 5 mil para aplicar. As mudanças feitas recentemente pelo governo também tornaram a aplicação mais atrativa. É possível começar a aplicar a partir de R$ 30. Também ficou permitido programar uma aplicação ou uma retirada do que já está investido.

— As mudanças facilitaram muito o reinvestimento. Hoje, se a pessoa ganha um juro de R$ 30, por exemplo, ela opta por reinvestir esse capital — diz Ricardo Pinto Nogueira, diretor de operações da corretora Souza Barros.

Para incentivar o agendamento, o Tesouro também reduziu a taxa de operação (cobrada em cada compra) de 0,1% para 0,05% a partir da terceira aquisição agendada.

Para quem quer seguir este caminho pelo Tesouro Direto, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores. No site do programa (www.tesourodireto.gov.br) há uma lista com as corretoras que oferecem os títulos e quanto cobram de corretagem. Há corretoras, inclusive, que nem cobram a corretagem. Não há taxa de administração. A corretora dá uma senha e depois o investidor pode operar. Além dos papéis que pagam a inflação mais juro, há as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que acompanham a Selic, a taxa básica de juro. Como ela está em queda, eles perderam o interesse. As Letras do Tesouro Nacional (LTN) e a Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) são papéis prefixados. Se a Selic cai, quem tem esse papel ganha. E as Notas do Tesouro Nacional (NTN-C), que acompanham o IGP-M, mas são difíceis de encontrar.

Uma olhada no site do Tesouro Nacional mostra que as NTN-Bs oferecem rentabilidade atraente. Os papéis que vencem em 2013, portanto de curto prazo, têm rentabilidade de 9,05% ao ano e 11,50% nos últimos 12 meses. As NTN-Bs com vencimento em 2035 estão pagando 24,75% no ano e 34,02% nos últimos 12 meses. E os títulos que vencem em 2045 pagam 24,93% no ano e 34,80% nos últimos 12 meses. São retornos muito superiores aos CDI, que fica próximo de 7% ao ano.

— São retornos muito atrativos — diz Ricardo Pinto, da Souza Barros.

Ele lembra que o investidor pode vender seus títulos do Tesouro Direto antes do prazo de vencimento. O próprio Tesouro recompra este papéis com um pequeno desconto de 0,04% todas as quartas-feiras. No site do Tesouro há inclusive uma taxa diária de juro para negociação das NTN-B. Nogueira alerta ainda que há incidência de Imposto de Renda na venda dos títulos, com taxa variando entre 22,5% e 15%, dependendo do prazo da aplicação.

O consultor financeiro Mauro Halfeld, da rádio CBN, alertou em um comentário sobre o tema que as NTN-Bs de prazos mais longos são papéis que oscilam no dia a dia. Portanto, quem tiver objetivos considerados de médio prazo, como a troca do carro, por exemplo, não devem aplicar em títulos com vencimento mais longo. Eles podem ser sinônimo de prejuízo se o mercado virar de uma hora para outra. Mas se o objetivo é a aposentadoria, vale a pena ficar com papéis que vencem em 20 ou 30 anos.

Fonte Globo


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