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Dilma apre l’assemblea ONU criticando la politica delle Banche Centrali

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A presidente Dilma Rousseff criticou nesta terça-feira a política expansionista (estratégia utilizada pelas nações para fazer crescer a economia) adotada por bancos centrais de países desenvolvidos afirmando que ela afeta as economias emergentes como o Brasil.
Em discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Dilma disse que a política monetária (baixa dos juros) não deve ser a única resposta para enfrentar o aumento do desemprego. Para Dilma, é urgente a construção de um pacto pela retomada coordenada do crescimento econômico global.
Assim como na carta enviada semana passada ao representante do Comércio Internacional dos Estados Unidos, Ron Kirk, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, Dilma condenou a valorização artificial da moeda americana, que afeta os países em desenvolvimento, principalmente o Brasil.
“O protecionismo deve ser combatido, pois confere maior competitividade de maneira espúria”, disse ela, que abriu a Assembleia-Geral das Nações Unidas. “(Nossas medidas foram) injustamente classificadas como protecionismo.” A afirmação feita em relação à acusação do governo dos Estados Unidos que o Brasil adotou medidas protecionistas para garantir mercado aos seus produtos. Ela afirmou que todas as decisões, adotadas no Brasil, são respaldadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A presidente negou irregularidades ou desvios de conduta.
Para a presidente, é fundamental que os órgãos internacionais, como o G20 (países mais desenvolvidos do mundo), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), passem a atuar no controle da guerra cambial e do estímulo do crescimento econômico. Dilma chamou esses órgãos de “mecanismos multilaterais” e alertou sobre as ameaças ao mundo atual.
“A recessão só agudiza os acontecimentos. (É necessário) um amplo pacto contra a desesperança que provoca o desemprego e a falta de oportunidades”, disse a presidenta em referência às medidas de contenção adotadas por alguns países em busca de soluções para impedir o agravamento causado pela crise econômica internacional.
Dilma reiterou que as dificuldades, que citou há um ano, quando abriu a 66ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, ainda permanecem apenas com alguns “novos contornos”. “Constato a permanência de muitos problemas que nos afligia cuja solução é cada vez mais urgente”, advertiu ela. “A crise econômica ganhou novos retornos, a opção por políticas ortodoxas agrava gerando reflexos em países emergentes.”
Em uma crítica aos líderes políticos dos países europeus e dos Estados Unidos, a presidente disse que “as principais lideranças ainda não encontraram o caminho” para articular alternativas para a economia associadas à inclusão social. Segundo ela, essa ausência de alternativas “afeta as camadas mais vulneráveis da população” causando a fome, o desemprego e a desilusão.
“A história revela que a austeridade quando exagerada e isolada do crescimento derrota a si mesma. (No Brasil nós) aumentamos nossos investimentos em infraestrutura e combate à inflação, de inclusão social e combate à pobreza. Reduzimos a carga tributária e o custo da energia”, disse Dilma, informando que mais de 40 milhões de brasileiros foram retirados da pobreza nos últimos anos.


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