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Pininfarina ” O brasileiro nao leva o design a serio “

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Articolo unico e prezioso nella sua semplicità . La “Pininfarina” , non la piccola ditta familiare si scontra con la realtà brasiliana ed , almeno in questo primo round , ne esce sconfitta .
Emblematica è la descrizione del primo approccio dove allo ” show de bola ” iniziale ( come giustamente lo definisce Andrea ) seguono pentimenti e titubanze … che equivalgono ad un innominabile per un brasiliano : no definitivo . La sequenza 100 , 10 , 1 che Pininfarina rivela nell’articolo esprime numericamente lo sgretolarsi esponenziale dell’ entusiasmo iniziale . 

Ma sarà vera la conclusione del maestro del design italiano ? O forse è mancata quella necessaria umiltà di chi si avvicina alla cultura di un Paese che nel bene o nel male rappresenta il futuro delle Aziende europee ? 

Molto spesso ho ancora l’impressione che noi europei ci sentiamo come i missionari dei secoli passati che andavano nel nuovo mondo a diffondere la cultura cristiana . Certi di stare dalla parte del ” giusto ” , ciechi di fronte alla cultura degli indigeni imponevano ai locali usi e costumi inadatti e li impestavano con le malattie sconosciute di cui erano portatori dalla vecchia europa . 

Forse ai nuovi “missionari economici “è necessario imparare la lezione del ” sincretismo ” bahiano che fu la soluzione per far ” digerire ” la religione cattolica . Trasformare le divinità africane gli ” orixas ‘ ” in santi cristiani .

A Pininfarina, um dos mais tradicionais escritórios do design mundial, depende agora de mercados como o Brasil. Mas é difícil fazer negócios por aqui, diz seu presidenteQuando esteve no Brasil pela primeira vez, no ano passado, o italiano Paolo Pininfarina ficou empolgadíssimo. “Conversava com as pessoas e elas tinham várias ideias e os projetos iam surgindo. Voltei para a Itália com mais de cem deles”. Mas dessa centena de ideias, somente dez tiveram continuidade nas conversas. E, desse total, só uma realmente se tornou projeto real, que está agora em andamento. Diante desse cenário, até a vontade do designer de abrir uma operação no Brasil, um escritório da Pininfarina em São Paulo, foi por terra. “O brasileiro não leva o design a sério. Ele acha que é lazer, que é passatempo”, disse Pininfarina ao Estado.

Mesmo desiludido, ele voltou ao País, na semana passada. “Precisamos conhecer melhor como funcionam as coisas por aqui porque o Brasil é importante para nós.” A Pininfarina tem 82 anos de história no design, principalmente no campo automobilístico. É da empresa italiana o desenho de vários sucessos da Alfa Romeo, Ferrari, Fiat, General Motors, Lancia e Maserati. Mesmo com toda essa tradição, a Pininfarina não escapou da crise na Europa. A empresa – que foi além do design e chegou a ter três fábricas de automóveis de luxo e 3 mil funcionários – acumulou 600 milhões (R$ 1,5 bilhão) em dívidas. Sob o comando de Paolo Pininfarina desde 2008, a companhia passa por uma reestruturação. A dívida foi renegociada no início do ano e será paga até 2018. As vendas, porém, ainda não se recuperaram. De 670 milhões há cinco anos, caíram para 53,8 milhões em 2011, número 73,6% inferior que o de 2010, de 204,41 milhões. A saída, mesmo que complicada, segundo Pininfarina, é investir em mercados como o Brasil.

A indústria automobilística está em crise e a Pininfarina tem uma grandedependência desse setor, não é?

Sim, 90% de nossas vendas vêm da indústria de transportes, carros, barcos. A parte de mobiliário vinha crescendo bastante e já chegou a 10% do negócio. Mas a crise atingiu também o setor de móveis. Se ninguém compra casa nova, também não compra mobília. A saída, então, é procurar novos mercados, fora da Europa e Estados Unidos, como a Ásia, a Índia e o Brasil.

Diante dessa constatação, por que vocês desistiram de abrir escritório aqui?
Porque o brasileiro não leva o design a sério. Não leva as ideias a sério também. Parece que fazer negócio é lazer, um passatempo. Quando vim para cá no ano passado, todo mundo ficava muito empolgado com a Pininfarina. Todos tinham ideias, projetos. Fiquei deslumbrado. Mas quando voltei à Itália, apenas uns dez desses projetos tiveram continuidade e só um vingou. Conclusão? Perdi muito do meu tempo.



Qual dos projetos vingou?
Não posso falar o que é. O cliente é uma empresa que tem atuação tanto aqui quanto na Europa. E lá nós já temos uma parceria boa com essa empresa. O projeto é algo que era para acontecer só em São Paulo, mas que agora irá para outros Estados também. Estamos estudando para onde ir.

O sr. parece ter ficado ressentido com o ambiente de negócios no Brasil…

Sim… Ontem (terça-feira, 16), por exemplo, tive uma reunião das 10h às 16h com uma empresa que quer fazer alguns produtos em parceria com a Pininfarina. A cada minuto que discutíamos, surgia uma nova possibilidade, uma nova ideia. O risco é não dar foco ao assunto. Aí volto para Itália com um monte de ilusões. As pessoas precisam ser mais realistas. Mas o Brasil é extraordinário e não vamos deixar o País de lado. O crescimento que vemos por aqui é alucinante. Um iate que desenhamos para uma empresa europeia vende, lá na Europa, quatro por ano. Aqui se vende mais de 40.

Como a Pininfarina fará, então, para atuar no País?

Precisamos conhecer melhor como funcionam as coisas por aqui. Por isso digo que não é o momento para abrir um escritório da Pininfarina no País. Talvez reforcemos o de Miami, para que atenda todas as Américas. Ou talvez possamos dividir os custos de uma representação de empresas de Turim (sede da Pininfarina, na Itália) no País, para não pesar no orçamento. Mas não sei ainda qual a melhor maneira de estar mais presente no Brasil. Só sei que precisamos estar aqui para aproveitar o crescimento do País.

Por aqui, a classe que mais cresce é a C, que compra produtos de massa. Mas a Pininfarina é mais voltada para o luxo. Existe alguma intenção de ir para o consumo de massa?

Não tenho nada contra o consumo de massa, mas o problema para nós é a logística. Para atuar nesse mercado, é preciso produzir aqui, caso contrário fica muito caro. Por isso, nossa estratégia é continuar mais no segmento de luxo, que também tem crescido absurdamente no Brasil.

Como estão os negócios entre a Pininfarina e as montadoras hoje?
Hoje, vamos ainda bem com as montadoras porque nosso maior negócio é com as companhias alemãs. A Alemanha é 30% de nossas vendas. Só a Volkswagen tem, nesse momento, mais de 100 modelos em desenvolvimento. Não são todos irão para o mercado. E também não participamos de todos, mas de grande parte. Outro grande projeto nosso é o do carro elétrico, com a Bolloré, em Paris.

Como anda esse projeto?

Vai bem. Não sabemos ainda quando poderemos lançar o carro, porque o desafio é o preço. A crise também atrapalhou um pouco. Mas chegou a dar inspiração em alguns momentos. Por exemplo: a empresa de pintura automobilística da região faliu e não pudemos pintar o carro, que foi batizado de Bluecar. Mas aí percebemos que ele não precisaria ser pintado. Com isso, economizamos tinta, tempo e mão de obra. E foi muito melhor para o ambiente. O carro. além de tudo, ficou magnífico na cor natural do aço.

Fonte : Estadao 


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1 commento

  1. Diciamo che il buon gusto brasiliano é moooolto discutibile. Inoltre hanno un orgoglio e un ego a livelli altissimi. In generale a tu per tu sono molto gentili, ascoltano le idee altrui, si impolgano, per poi quando giri le spalle succede quello che é successo a Pininfarina……é normale!!!!!! Dalle mie parti si dice: tempo e paglia, maturano anche le nespole.
    Pian pianino arrivano anche le loro.
    Parere personale frutto di esperienza personale.
    Até logo
    Cri

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