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Natal : l’albero di Mirassol ed il compleanno della città

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Il tradizionale albero di Natale di Mirassol  è una struttura alta 126 mt con oltre  500 mila  leds . Alla base dell’albero si trova la casa di Babbo Natale ed una riproduzione gigante del presepe cristiano fatto anch’esso con leds 
oltre ad una interessante fiera di artigianato con circa 300 banchetti . 


Quest’anno la città , fondata il 25 dicembre  compie 413 anni . Tra le curiosità Natal fu la prima città brasiliana a conoscere la cultura nord americana e disseminarla per il resto del continente . I natalensi furono i primi a conoscere il checkup , la coca -cola ed il pantaloni jeans .
Trovate questa interessante storia nell’articolo che segue in lingua portoghese ( Nella foto il presidente brasiliano Getulio Vargas con il presidente nord americano Roosevelt in visita a Natal ) 

A cara de Natal mudou em 1942. A chegada das tropas norte-americanas à capital potiguar trouxe também dinheiro e desenvolvimento. Em troca, a cidade cedeu sua posição geográfica considerada estratégica para o poderio militar dos EUA. Afinal, na América do Sul, Natal é o ponto mais próximo dos continentes europeu e africano.“Os EUA precisavam de um local de onde pudessem decolar com segurança. Um ponto de apoio que permitisse abastecer e seguir direto para a África”, explicou o professor de história Luís Eduardo Suassuna, ou simplesmente professor Coquinho, como é mais conhecido.

Foi por suprir esta necessidade que Natal, e não Parnamirim, se transformou no ‘Trampolim da Vitória’ para os EUA. Os aviões vinham deste país, abasteciam em Natal e ficavam prontos para fazer a travessia do Atlântico rumo ao continente africano.
Um aeroporto com uma média de 200 voos diários, avenidas asfaltadas e a Base Naval do Alecrim foram marcas importantes do período. Mas, outras coisas menos relevantes, contudo muito apreciadas, também surgiram com a presença dos soldados americanos. Natal foi a primeira cidade brasileira a ter coca-cola, ketchup, óculos de aviador e calças jeans. Os natalenses também adicionaram ao idioma nativo expressões da língua inglesa, como o ‘ok’ e o ‘bye-bye’.

O modo de vida americano foi penetrando na capital potiguar. O costume de fazer a barba com frequência, o hábito de tomar refrigerante, mascar chiclete. Tudo isso foi incorporado a nossa cultura. E daqui foi disseminado para o resto do país”, afirmou o professor.

O acerto para o envio de tropas brasileiras ao continente europeu foi realizado em Natal no ano de 1943. Para isso, foi necessária a vinda do presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt, e o do Brasil, Getúlio Vargas. Os dois circularam pela cidade, reconheceram mais uma vez a posição estratégica do lugar e acordaram como seria a parceria entre o Brasil e o bloco dos Aliados com a ida dos soldados brasileiros para a guerra.Como existia o receio de que os alemães quisessem tomar Natal, exatamente pela localização privilegiada, os combatentes também precisavam tomar conta do litoral. O medo era de que os nazistas chegassem a Natal em submarinos.

Nesta época, cerca de 10 mil americanos se instalaram em Natal, cuja população era de aproximadamente 55 mil habitantes, segundo o estudo do professor Coquinho. “Este número não é exato. Mas, de fato, o grande volume de americanos aumentou a população local em cerca de 20%. É um percentual muito expressivo”, disse Coquinho. O grupo de estrangeiros costumava gastar muito dinheiro em Natal. Isso incrementou o comércio natalense.


Maria Boa
Surgiram os primeiros restaurantes, bares e cabarés. “Muita gente acha que o cabaré mais famoso da cidade, o de Maria Boa, surgiu nessa neste período. Mas não foi. Os americanos procuravam muito as mulheres no bairro da Ribeira. Alguns cabarés surgiram ali. A mão de obra especializada para as construções que passaram a ser erguidas na cidade vinha de fora, já que Natal não dispunha de marceneiros e pedreiros. A partir disso, novas profissões passaram a existir na capital potiguar.

Além de trazer a modernidade. As mulheres, por exemplo, começaram a adotar costumes americanos. Elas passaram a ir sozinhas ao comércio. Para o resto do país, as natalenses eram vistas como modernas. Embutindo nisso um certo tom de crítica. “Algumas casaram com americanos e deixaram para trás o país. Os registros de Câmara Cascudo apontam que cerca de 32 mulheres casaram com norte-americanos”, enfatizou Coquinho.

Black-outs

Mas nem só de romances e novos costumes viveu a cidade. O clima de guerra também se espalhou por Natal. Os natalenses conviviam com o black-out, momento de apagar as luzes. A população tinha que ficar na escuridão, todas as noites, a partir de uma hora determinada. A medida fazia parte da estratégia de proteção militar.

“Caso os alemães invadissem a cidade, estaria tudo escuro, impedindo a circulação deles por aqui. As pessoas não acendiam nem vela. Todo mundo tinha medo”, afirmou Coquinho. A ameaça de invasão a Natal era muito presente, uma vez que a posição da cidade seria de suma importância para a Alemanha. Prevendo isso, os americanos alertaram o povo sobre o toque da sirene. Se ela soasse, significaria que os nazistas haviam invadido a cidade.

“A sirene só tocou uma vez e foi um grande desespero. Famílias se esconderam de baixo da cama. Tiveram até casas onde foram construídos cômodos subterrâneos. Onde atualmente funciona o hospital particular Papi, no bairro do Tirol, havia uma dessas casas com a presença de abrigos antiaéreos. Tudo para se proteger contra os nazistas. Felizmente não foi preciso. O toque da sirene fazia parte de um treinamento militar”, pontuou Coquinho.

Com o fim da guerra, em 1945, a crise financeira se instalou na cidade. Mas, restou a modernidade e a estrutura deixada pelos anos de investimentos americanos. Além das lembranças dos dias de prosperidade. Momentos eternizados na história de Natal e nos álbuns de fotografias dos americanos.



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