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La crisi dell’alcool

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Dopo aver convinto il mondo che l’alcool di canna è un bene per l’ambiente , il Brasile  si sta lasciando sfuggire il business per mancanza di investimenti 

In questo articolo da non perdere perchè il Brasile sta disperdendo le conquiste fatte nel 2007 da Lula quando con un appassionato discorso alle Nazioni Unite riuscì a mudare la visione dell’alcool di canna da zucchero visto sino ad allora come minaccia alla sicurezza alimentare per distogliere terreni alla agricoltura dei cereali .

O governo brasileiro se empenhou, nos últimos anos, em convencer o mundo das vantagens do etanol, pregando uma revolução energética com o combustível renovável. A cruzada, que incluiu o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, foi tão convincente que ajudou a mudar paradigmas. A própria ONU “absolveu” o álcool de cana-de-açúcar, acusado, até então, de ameaçar a segurança alimentar, por concorrer na ocupação de terras com as lavouras de grãos e cereais.

Em 2011, outra vitória improvável: os Estados Unidos puseram fim a uma barreira tarifária de 32 anos e abriram seu mercado ao etanol brasileiro. Hoje, porém, essas conquistas parecem desperdiçadas.

Neste ano, a produção no País deve cair pelo quarto ano seguido. Mesmo com a entrada em circulação de dois milhões de veículos flex novos a cada ano no mercado, que poderiam estar sendo abastecidos com etanol, o consumo do biocombustível voltou aos níveis de 2008, antes da crise mundial. Uma série de fatores explica esse paradoxo. Os canaviais envelhecidos – 20% da lavoura precisa ser replantada anualmente – e três quebras seguidas na safra derrubaram a produtividade e as receitas do setor. Na safra 2011/2012, a indústria sucroalcooleira colheu 69 toneladas de cana por hectare, volume equivalente ao do início da década passada.

A hecatombe financeira de 2009 também castigou as empresas do setor. “Houve um atraso nos investimentos devido à crise mundial, e depois o clima não ajudou”, afirma Antônio de Pádua Rodrigues, presidente interino da União dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unica). A demora em tirar do papel novos projetos manteve a oferta do combustível limitada, gerando um círculo vicioso: para o motorista, abastecer com etanol só é interessante quando seu custo é inferior a 70% do preço do litro da gasolina. Hoje, isso só acontece em quatro Estados, onde houve desconto de ICMS para o insumo – São Paulo, Goiás, Paraná e Mato Grosso – porque a produção escassa mantém os preços elevados na bomba no resto do País.

A equação desfavorável ao combustível alternativo fez a demanda cair 22%, entre janeiro e outubro deste ano. Por ora, o governo garante que monitora o equilíbrio entre a oferta e a procura de etanol no País. Mas suas próprias avaliações demonstram que há um potencial de negócios que pode permanecer inexplorado pelo Brasil nos próximos dez anos. Até 2021, a demanda doméstica do produto deve triplicar para 61,6 bilhões de litros anuais, segundo o Plano Decenal de Energia, formulado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para dar conta desse volume, 150 novas usinas teriam de ser construídas até 2020, segundo a Unica.

Porém, a EPE identificou apenas nove unidades em construção, com inauguração prevista até 2014, ante 100 implantadas ou ampliadas, entre 2007 e 2010. A maior queixa dos empresários, hoje, é a falta de um norte mais claro do governo para o setor. “Aqui mal se consegue saber a política do ano que vem”, diz Luiz de Mendonça, presidente da ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht. Mesmo assim, desde 2007 o grupo investiu R$ 8 bilhões no setor. De acordo com Alexandre Figliolino, diretor comercial de análise de açúcar e etanol do banco Itaú BBA, somente a definição de uma política nacional para o setor deverá estimular projetos de novas usinas. “Hoje, ninguém se sente encorajado a investir.”

Segundo a DINHEIRO apurou, muitos empresários solicitaram ao Ministério das Minas e Energia a adoção de subsídios para a produção de etanol, mas não foram atendidos. Procurado, o ministério não concedeu entrevista. Outra questão é a política de preços da gasolina. Para não haver impacto nos índices de inflação e na atividade econômica, o governo foi prudente e não seguiu aqui dentro o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional. Com isso, a competitividade do combustível de cana no varejo é menor, reclamam os produtores. “O preço da gasolina é irreal, cria um limite que não paga os custos de produção do etanol”, diz Antônio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). 

Fonte : Istoèdinheiro

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