Home alimentazione La Redinha e la ginga con tapioca

La Redinha e la ginga con tapioca

39
0
CONDIVIDI

La praia da Redinha è la prima spiaggia che si incontra sul litorale nord di Natal , appena superato il ponte Navarro . E’ una spiaggia popolare dove qualche volta mi piace andare per fare delle lunghe passeggiate .


La Redinha è in realtà un quartiere di pescatori e quasi sulla spiaggia sorge una chiesetta dedicata a Nossa Senhora dos Navigantes ,costruita nel 1954 dai villeggianti  e l’unica del Brasile ad essere stata interamente costruita con pietre tratte dal mare .La chiesa , costruita con le spalle al mare costituisce un affronto per i pescatori locali che continuano a frequentare la loro Igreja de Nossa Senhora dos Navigantes , piccola e bianca , costruita nel 1922 ben di fronte al mare . 

Ebbene in questo quartiere di pescatori è nato circa 70 anni fa un ” piatto ” della culinaria praiana di Natal : la ginga con tapioca .

Innanzitutto spieghiamo cosa è la tapioca chiamata anche gomma . Si tratta di un sottoprodotto della mandioca , una radice da cui gli indios ricavavano la famosa farina di cui si nutrivano e che ancora oggi è immancabile sulle tavole nordestine .

La tapioca si presenta in forma di granuli bianchi che , semplicemente distribuiti su una superficie calda si aggregano l’uno all’altro formando una specie di crepe bianchissima . 
La crepe così ottenuta è flessibile , completamente insapore e può essere farcita , ripiegandola poi su se stessa a semiluna , con dolce o salato .

Io ad esempio la mangio a colazione ripiena con formaggio minas oppure uova strapazzate o ancora con una deliziosa marmellata fatta in casa . Il fatto di essere insapore è il vero segreto della sua adattabilità .

La ginga invece è un pesciolino di cui , fino a 70 anni fa , nessuno sapeva che farne sino a che un giorno un pescatore non decise di farne spiedini con cui farcire la tapioca . Era nata la ginga con tapioca .

Oggi questo piatto , decisamente povero , si può gustare in tutte le baracche della Redina ma soprattutto nel suo luogo di nascita presso Donna Ivanice Januario la figlia dell'” inventore ” che lavora nel Mercado Publico da Redinha.

Io non amo particolarmente questa “iguaria ” perchè i pesciolini sono ” torradi ” ovvero fritti sino a diventare dei biscotti . Ma la mia esperienza si riferisce a quella acquistata in spiaggia dagli ambulanti e non alla fonte , ma mi riprometto di colmare al più presto questa lacuna .

A Tapioca é um prato de origem indígena. A palavra tapioca  vem da língua tupi: typi-og, que significa tirado do fundo. É que a goma, matéria-prima para essa comida tão nordestina e obtida ainda hoje de forma artesanal, fica acumulada no fundo do tacho no processo de produção da farinha da mandioca.

A tapioca é uma massa branca, feita da mistura de fécula, água e pitadas de sal em forma de panqueca, podendo ser dobrada ao meio e aqui em Natal, ela ganhou um jeito todo potiguar e se transformou em uma iguaria típica da culinária praiana da nossa cidade. No litoral potiguar é muito comum encontrar a famosa ginga com tapioca nas barracas, quiosques e nas bacias dos ambulantes, porém, foi a Redinha que se transformou um lugar tradicional e também de referência para quem quer apreciar o prato.Dona Ivanice Januário, nativa da Redinha, conta com orgulho que a famosa receita foi inventada pelo seu pai. “A ginga era um peixe que ficava ai, ninguém dava um destino para ele. Aí meu pai pegou, enfiou um palito de coqueiro, fritou e colocou dentro da ginga e fez o sanduíche de ginga.” Ivanice conta também, que sua família trabalha no Mercado Público da Redinha há mais de 70 anos e, para manter a tradição familiar, ela continua passando suas receitas e tradições para as pessoas mais jovens de sua família.
A tapioca ganhou o Brasil
Com a intensificação do turismo no nordeste, esse prato de origem indígena caiu nos gosto dos visitantes e a tapioca ganhou o Brasil. As tapiocarias têm se estabelecido como pequenos negócios e a venda em supermercados da goma úmida pronta para o preparo contribuiu para a propagação do seu uso.
Atualmente centenas de combinações são comercializadas, porém os recheios mais tradicionais são: coco com queijo coalho e carne-de-sol com mussarela. Dos recheios doces, o limite parece ser a criatividade do degustador: leite condensado, banana, goiabada, goiabada com queijo etc.
Assim falou Câmara Cascudo sobre a tapioca:
Espécie de beiju, feito de goma de mandioca meio seca e cozido em uma vasilha rasa, circular, tomando assim a sua forma; recebe então uma certa porção de coco ralado, coberto com uma camada fina da mesma goma, revirada para cozer esta parte, e dobrada ao meio, ficando assim com a feição de semicírculo. São estas as chamadas tapiocas de coco, e às quais faz referência o autor do Diálogos das Grandezas do Brasil, servindo-se à mesa em lugar do pão. Tapioca molhada é feita da mesma goma, porém menor, e, depois assada, dobrada ao meio e molhada com leite de coco e açúcar, é polvilhada com canela “o que tem muita graça”, na frase de um cronista do século XVI. […] O nome “tapioca” referia-se originalmente à goma de mandioca, como se vê no citado Diálogos, e, segundo Teodoro Sampaio, é corruptela de typi-og, tirado ou colhido do fundo; o sedimento, o coágulo, o resíduo do suco da mandioca, alterado em tapioca.
CONDIVIDI

LASCIA UN COMMENTO

Please enter your comment!
Please enter your name here