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Italiano è selezionato dal Programma Mais Medicos per lavorare a Sao Miguel do Gostoso nel Rio Grande do Norte

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Paolo Biadene, de 47 anos, durante trabalho como médico em alto-mar (Foto: Arquivo Pessoal)Paolo Biadene, de 47 anos, durante período de trabalho como médico no mar (Foto: Arquivo Pessoal)
MAIS MÉDICOS
O programa Mais Médicos é a aposta do governo federal para melhorar a saúde básica em cidades com dificuldades para contratar médicos. Criou polêmica ao abrir a possibilidade de contratar estrangeiros sem a validação do diploma no Brasil. Leia mais.

Natural de Gênova, na Itália, o médico Paolo Biadene foi selecionado na primeira rodada do programa Mais Médicos para trabalhar em uma pequena cidade no Rio Grande do Norte conhecida por ter belas praias: São Miguel do Gostoso.

O estrangeiro, de 47 anos, veio pela primeira vez ao país em 2005. Pouco tempo depois, conheceu sua mulher, cuja família é do Rio Grande do Norte. Brasileira, ela é formada em ciências sociais. Biadene passou a vir ao Brasil com frequência há seis anos, principalmente em férias e períodos de folga, disse ele.
Atuando como médico desde 1992, ano em que se formou na Universidade de Gênova, o italiano disse ter residência em medicina da família e já haver trabalhado em pronto-socorro. Ele afirmou ter consciência da falta de estrutura de hospitais e postos de saúde no interior do país, para os quais os escolhidos no programa devem ser enviados.
O médico italiano, Paolo Biadene (Foto: Arquivo Pessoal)O italiano Paolo Biadene (Foto: Arquivo Pessoal)
Longe do ideal
“Estou ciente de que as condições com as quais os profissionais de saúde brasileiros trabalham, principalmente nas cidades do interior, estão longe do ideal”, disse.
Ele pensa que a vinda dos estrangeiros não deve “mudar drasticamente” este cenário, mas demonstrou otimismo. “O Brasil vem aumentando os investimentos na área social, e isso se reflete também na saúde pública.”
O médico enfatizou ter tido experiências como médico em Angola e Moçambique, na África.
Sua formação mais recente é com medicina hiperbárica – área dedicada à prevenção, acompanhamento e tratamento de mergulhadores e pessoas que atuam em ambientes pressurizados, como técnicos de conserto de de plataformas de petróleo e equipamentos marítimos.
“Nos últimos seis anos venho trabalhando como médico hiperbárico nos canteiros off-shore no norte da África (Egito) e no Oriente Médio”, disse ele. O italiano ponderou que trabalhar no Egito, país onde a situação política é instável, foi um dos maiores desafios de sua carreira.
Info Mais Médicos V5 6.8 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Família
A motivação principal para escolher o Mais Médicos é a família, diz Biadene. Ele tem um filho de sete meses com a mulher brasileira, com quem vive em união estável.
“Sempre quisemos viver no Brasil, mas [era difícil] devido ao meu trabalho e as constantes viagens”, disse.
O italiano afirma conhecer São Miguel do Gostoso devido a viagens aos finais de semana que fazia em suas férias, quando visitava a família da mulher em Natal, no Rio Grande do Norte. “É um lugar que gosto, fiz amizade [com moradores]”, diz ele.
Apesar do aspecto turístico do município – são 18 km de litoral preservado, que todo ano recebem dezenas de turistas – Biadene disse que o que o atraiu foi conhecer a comunidade local e saber que os moradores, boa parte de baixa renda, enfrentam problemas como a falta de médicos e profissionais da saúde na cidade.
“Sei das dificuldades enfrentadas pela população devido à falta de médicos, e com isso decidi que esta seria minha primeira opção”, disse o italiano.
Biadene ressaltou que São Miguel do Gostoso está entre os municípios prioritários apontados pelo Mais Médicos.
A unidade de saúde do município funciona atualmente em uma casa alugada. Só há uma sala para receber os pacientes. A cidade dispõe de quatro equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), formadas por um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem. Uma das equipes está atualmente desfalcada de um médico, o que prejudica o atendimento em alguns momentos.
O município aguarda a entrega de uma nova unidade mista, estruturada com R$ 100 mil em doações de uma empresa de energia eólica que se instalou na região. A perspectiva é ter a unidade funcionando ainda neste mês.
Medo
Biadene disse ter medo da reação dos médicos brasileiros que estão contra a vinda de estrangeiros. “Não tenho receio do meu conhecimento, disso eu tenho segurança. Tenho medo pelo que eu vi na TV”. Ele ressaltou que parece haver uma convicção contra os médicos estrangeiros que querem trabalhar no país.
Outro receio é de abandonar um trabalho estável para viver no Brasil com a incerteza de ser médico do programa, já que o período da preparação – três semanas de estudos no Brasil – também vai ser de avaliação do estrangeiro, segundo o Ministério da Saúde.
“Com certeza pagava mais [no atual emprego] do que eu vou ganhar no Brasil. Faço isso pela questão da família”, diz.
Apesar disso, ele avalia os R$ 10 mil um salário justo para o tipo de trabalho previsto. “Estamos sendo contratados para trabalhar com medicina de base, saúde da família e prevenção. Realizaremos atendimentos ambulatoriais”, pondera.
São Miguel do Gostoso é conhecida pelas belezas naturais (Foto: Eros Sena)São Miguel do Gostoso é conhecida pelas belezas naturais (Foto: Eros Sena)
São Miguel do Gostoso é conhecida pelas belezas naturais (Foto: Eros Sena)São Miguel do Gostoso (Foto: Eros Sena)
São Miguel do Gostoso é conhecida pelas belezas naturais (Foto: Eros Sena)São Miguel do Gostoso (Foto: Eros Sena
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