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Aumento dei costi di vita : il caso di Bahia

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O HB20 do supervisor industrial Marcel Calmon é até econômico, faz 12km por litro. Mas, como ele trabalha no Polo Industrial de Camaçari, a 35km de casa, isso não quer dizer muita coisa. “São 70km por dia. Contando com as saídas de fim de semana, são 500km por semana, ou seja, um tanque”. Em novembro do ano passado, isso era um problema. Mas, de dezembro para cá, se tornou um problemão. “Gastava por mês R$ 432. Com o aumento foi para R$ 560”, reclama Calmon. 

Em Salvador e Região Metropolitana (RMS), o preço da gasolina subiu muito acima da média nacional no último mês de 2013. Enquanto o índice no Brasil ficou em 4,04%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na RMS, o aumento foi de 15,85%.
No acumulado do ano, a gasolina aumentou, em média, 6,53% no Brasil e 7,58% na Bahia. O reajuste do etanol no estado também foi superior à média nacional, embora a diferença tenha sido menor (veja tabela). 

Para o presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia (Sindicombustíveis), José Augusto Costa, o aumento não foi tão grande assim. “Não dá para levar em conta só o aumento do mês, porque isso é muito relativo. O aumento do ano foi um pouco maior, mas a diferença foi irrelevante”, garantiu.
 
O coordenador de disseminação de informações do IBGE, Joilson Rodrigues de Souza, tem uma opinião diferente. “O preço da gasolina se manteve mais ou menos estável o ano inteiro, motivado pela concorrência. Mas, quando o governo anunciou um aumento de 5%, o que se viu nas bombas foi um reajuste muito superior. Eles viram uma oportunidade de aumentar”, disse. 

O aumento da gasolina foi um dos itens que colaboraram para o aumento da inflação de dezembro e, consequentemente, do acumulado do ano de 2013. O índice do mês ficou em 0,92%, acima dos 0,54% registrados em novembro

O maior (IPCA) dos meses de dezembro desde 2002, quando o resultado chegou a 2,1%. O ano de 2013 fechou em 5,91%, acima dos 5,84% do ano anterior. Em dezembro de 2012, a taxa  ficou em 0,79%.

Economia 
Para economizar, o jornalista Rafael Sena, que mora em Itapuã e trabalha na Federação, diz que tem maneirado nas saídas de final de semana. “Virei freguês do Armazém Villas, que é perto da minha casa. Quando meus amigos estão na Barra e me chamam eu nem vou”, conta.


Outra coisa que teve um aumento considerável, puxando a inflação para cima, foi a alimentação, sobretudo a fora de casa, que cresceu 10,07% no Brasil em 2013. Na RMS, o reajuste médio foi de 7,78%, o suficiente para o fisioterapeuta Diogo Santana passar a almoçar num ‘PF’ perto do trabalho, junto com os pedreiros que trabalham na construção vizinha. “Custa R$ 10 e dá para o gasto. Sai muito caro almoçar na rua todos os dias”. 

Já o analista de TI Ricardo Souza passa o mês atrás das promoções em restaurantes do shopping. “Em média, um almoço custa R$ 25. Gastava uns R$ 300 por mês, mas agora gasto quase R$ 500”. 

Sobre o aumento, o presidente da Associação de Bares e Restaurantes da Bahia (Abrasel), Luiz Henrique do Amaral, diz que a culpa é do aumento dos custos nesses estabelecimentos. “Os alimentos que compõem o cardápio subiram muito, ainda tem o aumento dos aluguéis e dos impostos sobre a cerveja, por exemplo, que impactaram bastante”. 

Ele cita também o aumento real do salário mínimo nos últimos anos como outro fator que encareceu os custos de bares e restaurantes. “Estamos na pior fase. O preço subiu, mas o lucro diminuiu. E não vejo nenhum horizonte que nos indica que vai haver uma melhora”, finaliza. 

IPCA fecha em 5,91% e supera expectativa do Banco Central
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que a inflação medida pelo IPCA mostrou “resistência ligeiramente acima” do esperado em 2013. “Essa resistência da inflação se deveu à depreciação cambial ocorrida nos últimos semestres, a custos originados no mercado de trabalho, além de recentes pressões no setor de transportes”, afirmou.  O IPCA de 0,92% em dezembro é a maior desde 2002. E o acumulado de 2013, 5,91%, superou as projeções mais pessimistas do mercado financeiro. O resultado jogou por terra as previsões do Ministério da Fazenda e do BC de contabilizar em 2013 uma inflação inferior à de 2012, de 5,84%. Embora abaixo do teto da meta do governo (6,5%), o IPCA apontou para uma inflação mensal nos patamares de 2002 e 2003, quando o temor de investidores em relação às eleições presidenciais fez o dólar atingir R$ 4.

Poupança nova perdeu para inflação; antiga e dólar ganharam
O IPCA divulgado ontem ficou acima do índice de rendimento da poupança nova – a que varia de acordo com a Selic. Enquanto o rendimento da poupança ficou em 5,8%, a inflação foi de 5,91%. Já as cadernetas de poupança que funcionam pelas regras antigas tiveram ganho superior ao índice: 6,3%. O dólar também foi um bom rendimento em 2013, pois rendeu 15,3%. Por outro lado, o rendimentos do FGTS (3,15%), títulos do Tesouro Direto NTB-B (-1,6%), fundos de renda fixa em geral (-5,29%), Ibovespa (-15,50) e ouro (-17,4%) não foram investimentos rentáveis.
 Os títulos do Tesouro Direto (LFT) renderam 7,06%; e os fundos DI, que são atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), tiveram ganho de 6,29%. O Certificado de Depósito Bancário (CDB) rendeu, em média, 6,2%.
Fonte : Correio da Bahia 

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