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Renata Bueno : la prima deputata brasiliana eletta al parlamento italiano

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A advogada Renata Bueno entrou para história por ter sido a primeira brasileira a se tornar deputada federal na Itália. Atualmente no exercício do mandato, Renata foi eleita pelo voto direto dos italianos que residem na América do Sul. Ela e outros três italianos são os deputados federais dos cidadãos italianos que residem no continente sulamericano.

Depois de atuar como vereadora em Curitiba, Renata, que é filha do deputado federal Rubens Bueno, assumiu seu novo desafio e já faz um intercâmbio de idéias entre os dois países. A Lei Rouanet, por exemplo, já implantada no Brasil, terá um projeto semelhante apresentado no parlamento italiano pela deputada Renata Bueno. A parlamentar avalia que, mesmo em volta a crise econômica européia, é necessário oferecer incentivos aos empresários italianos para eles apoiarem as produções culturais. “A Itália é um país que tem 70% do patrimônio artístico-cultural do mundo e hoje sofre uma crise econômica.”, ressalta a parlamentar, que esteve em Natal para acompanhar o jogo Itália e Uruguai, pela Copa do Mundo de Futebol.

Ao avaliar a imagem dos italianos sobre o Brasil, a parlamentar destaca que o episódio do Mensalão alcançou uma grande repercussão, principalmente após o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, ter escolhido a Itália para se esconder e, posteriormente, foi preso naquele país, onde permanece até hoje.

A conversa com Renata Bueno traz uma visão da política de dupla cidadania que após passar pelo parlamento municipal de Curitiba figura hoje no parlamento italiano.

Como ocorre esse processo de deputado no parlamento italiano representante da América do Sul?


A Itália é o primeiro país do mundo que tem vagas no parlamento para representar os italianos do exterior. Então nós somos em 12 deputados e seis senadores eleitos em várias regiões, divididas no mundo. E a região da América do Sul é a que mais tem descendente e proporcionalmente temos o maior número de deputados quanto de senadores. Somos quatro deputados e dois senadores italianos eleitos na América do Sul. Eu sou a primeira deputada brasileira, nascida no Brasil.
A eleição ocorre com todos os italianos que moram aqui, quem tem dupla cidadania ou é italiano recebe em cada a cédula eleitoral, no mesmo momento da eleição do Parlamento em Geral, com mandato de cinco anos. Temos um mandato semelhante ao de todos os deputados. Eu já tinha um mandato de vereadora em Curitiba. Morei muitos anos na Itália e nesse tempo trabalhei muito a comunidade italiana no Brasil. Fui convidada nessa eleição, foi a primeira que participei e terminou dando certo.

Como é sua atuação como deputada na Itália? Em que a senhora centra suas propostas?


Na verdade, existem demandas clássicas, que são os italianos que moram aqui. Questão de serviços consulares, alguns direitos que italianos ganham lá na Itália e não são estendidos aos italianos no exterior, a gente participa de toda votação, mas tem esse cuidado do interesse dos italianos que estão no exterior. Além disso, eu trabalho muito também nessa questão de trabalhar o próprio Brasil. Eu sempre digo que não só represento os italianos que moram na América do Sul, mas por ser a primeira deputada brasileira também levo muito essa imagem de Brasil e acabo atuando nessa ponte. Os outros três deputados que representam a América do Sul um é italiano e morou algum tempo na América do Sul e dois são argentinos.

Como a senhora avalia a presença dos italianos na América do Sul, entre espaços conquistados e o que há por conquistar?


O italiano é muito bem inserido na sociedade em todos os lugares onde chegou. No começo de 1900, que foi a grande imigração italiana, mais de 20 milhões de italianos deixaram o país e se espalharam no mundo e muitos vieram para cá. Os italianos são muito ousados, não só no próprio investimento, no trabalho, mas ele se insere muito bem na sociedade local. Tanto é assim que aqui no Brasil temos grandes nomes da política, de setor da economia, vários setores onde vemos sobrenomes italianos. Eles representam uma força importante na sociedade brasileira.

É complicado a senhora atuar no Parlamento italiano, sem a realidade local do país, já que reside também no Brasil?


Na verdade, eu morei muito tempo na Itália e venho das universidades italianas. Eu me formei no Brasil, mas foi lá (na Itália) que fiz minha especialização em Direitos Humanos, mestrado, doutorado. E nesse tempo que estive lá estudei muito a imigração italiana para reconstruir a história da minha família como me envolvi muito na política, justamente por causa dessa preocupação dos italianos com a política no exterior. Então para mim não foi difícil (assumir o cargo de deputada). Eu sempre fiz nesse caminho indo e vindo. Eu já tinha boa familiaridade. E a minha experiência como vereadora aqui (em Curitiba), querendo ou não, também contou pequeno parlamento, o dia-dia, o colegiado, essa experiência acabou me dando preparo para chegar lá.

O que a senhora encontra de comum e de tão diferente do Parlamento brasileiro para o italiano?


No Brasil já temos uma diferença já de sistema, porque aqui é o presidencialismo e na Itália o parlamentarismo. Aqui elegemos pelo voto direto tanto o poder Executivo quanto o Legislativo. Lá não. Todos os votos são feitos em uma lista, onde cada partido organiza sua lista, com exceção de nós que somos eleitos no exterior, que é também com o voto direto. Isso (a eleição em lista) acaba dando muito poder ao parlamento. Aliás, a Itália está assumindo agora a presidência da União Européia. São políticas (Brasil e Itália) bem diferentes. E tem a própria presença da União Européia, onde você acaba tendo muitas diretrizes que já vêm com ordem da União Européia para que cada país siga. É uma jurisdição supranacional e isso mostra muita diferença. Na Itália, o parlamentar não tem contato direto com o eleitor. Não é um trabalho voltado para comunicação com o eleitor porque lá quem cuida disso é o partido. Todos trabalham dentro de um plano.

Esse distanciamento do eleitor, deixando a função com o partido, é bom ou é ruim?


Acho bom na concretização de um projeto, plano de governo, isso é bom porque temos todo um grupo trabalhando no mesmo sentido. E lhe dou o exemplo da Alemanha. Lá tem a questão do parlamentarismo e visitamos mandatários de todos os gêneros e trabalham dentro de um mesmo plano. Diferente do Brasil, dentro de um mesmo partido cada um tem sua bandeira.

As instituições partidárias europeias dão lição para as brasileiras?


Como sistema ainda é muito parecido. Vamos pegar o exemplo do Partido Democrático, que é hoje o maior partido italiano. É um partido que mantinha uma velha guarda no poder, mantinha a velha forma conservadora, a velha forma de fazer política. E foi enfrentada por Mateu Renzi, que agora é o nosso primeiro ministro. A Itália passa por uma revitalização na política, uma reinserção de juventude na política, que é muito interessante, mas os partidos acabam tendo o mesmo formato. Mas na Itália também é possível organizar movimentos não partidários, diferente do Brasil.

O que a senhora levou de experiência como vereadora em Curitiba para sua atuação como deputada na Itália?


Como vereadora trouxe muitas idéias que eu tive na Itália. Por exemplo, a Vira Cultural que ocorre em São Paulo começou na Europa. Foram várias idéias que eu trouxe de lá para cá quando era vereadora em Curitiba. E a experiência do próprio legislativo daqui (do Brasil) também agora faço essa ponte para Itália. Protocolei no Parlamento um projeto para inserirmos algo semelhante a Lei Rouanet. Isso foi interessante porque a Itália é um país que tem 70% do patrimônio artístico-cultural do mundo e hoje sofre uma crise econômica. É uma forma de incentivar a iniciativa privada a promover iniciativas culturais.
Eu atuo também muito em conjunto com o Congresso Nacional do Brasil, onde temos muitos amigos. Na prática, claro a coisa interna da Câmara de Vereadores, o próprio processo legislativo, essa experiência foi importante. Fui revisora da Lei Orgânica de Curitiba e isso me deu um conhecimento bom.

Seu projeto político passa pela Itália ou pelo Brasil?


Eu comecei no Brasil, claro muito feliz sabendo da minha missão com o meu povo, mas hoje me sinto muito bem onde estou. Sempre gostei muito de Direito Internacional, tenho experiência de trabalho nisso e me sinto muito feliz hoje de poder unir as duas coisas política e o mundo internacional. Aliás, é uma das únicas ocasiões no mundo.

Qual a visão que o italiano tem do parlamento brasileiro?


Existe muito claro essa presença de corrupção grande no Brasil. Nesse momento a Itália reconhece o momento que o Brasil passa, ainda mais com um fugitivo do Mensalão (Henrique Pizzolato) escondido na Itália. Mas a Itália vê o Brasil como um país de grandes oportunidades, mas tem medo de investir no Brasil por falta de segurança porque a corrupção gera, naturalmente, uma insegurança jurídica para as empresas que querem investir aqui. Por um lado, o Brasil é um país muito importante.

Qual a visão dos italianos sobre os protestos no Brasil?


Chama muita atenção porque eles dizem assim: como pode a contradição do país, onde a paixão nacional é o futebol, e as pessoas protestam por tanta indignação. E eles (os italianos) têm razão. Eu concedi várias entrevistas na Itália sobre isso e eu explicava que a realidade do Brasil estava vindo à tona. O PT sempre vendeu uma imagem do Brasil lá fora que não é verdade, o Lula até hoje insiste nisso. Ele esteve na Itália há pouco tempo com o primeiro ministro e disse que tirou 30 milhões de pessoas da faixa de pobreza. Mas eles não mostram a realidade que aparece nas manifestações e nos protestos. Não é que o serviço público é ruim, o serviço público aqui não existe. Se você for comparar que é a educação dos países europeus, a própria Itália, com a crise caiu muito na qualidade, mas ainda tem uma estrutura muito boa de transporte coletivo, segurança. E aqui no Brasil não existe. Veja as escolas no estado em que se encontra as escolas públicas no Brasil. As vezes é melhor não mandar o seu filho para uma escola pública no Brasil porque lá ele fica muito mais suscetível a droga, ao crime, que é o que ocorre dentro das escolas hoje.

Fonte : Tribuna do Norte 

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10 Commenti

    • Che parli italiano,secondo me,e' uma dele ultime cose da considerare.
      Secondo me e' assurdo avere nel Parlamento italiano persone elette da italiani di seconda e terza generazione che non vivono in Itália e che quindi non risentono affatto dele leggi approvate da questi deputati.
      Senza parlare dei costi assurdi che há ogni elezione,con l'invio delle schede elettorali per sedex e della facilita' di brogli che questo sistema di voto permette.

    • penso che chi risiede all'estero e paga le tasse in Italia (per esempio vedi oltre 400.000 pensionati sparsi nel mondo di cui 14.000 in Brasile) abbia diritto al voto. il problema dei costi non deve essere imputato a queste categorie..

    • ….e che siano iscritti regolarmente all'AIRE. Aggiungo che farsi rappresentare in Parlamento da "eletti" che non sanno esprimersi in Italiano corretto e ne tantomeno lo capiscono è paradossale. Comunque nel Paese dei balocchi ci sta anche questa suggestiva stortura.

  1. Cornuti e mazziati! La riforma costituzionale Renzi-Boschi-Verdini lascia senza rappresentanza politica 4,3 milioni di italiani che vivono e lavorano all'estero. Il nuovo Senato porterà a Roma sindaci e consiglieri regionali dando loro l'immunità parlamentare ma lascierà a casa i rappresentanti dei cittadini eletti nelle circoscrizioni estere. A volte è una scelta di vita, ma vivere all'estero per milioni di italiani oggi è una necessità: la disoccupazione cronica, la sfiducia verso chi amministra l'Italia, la mancanza di meritocrazia in tutti gli apparati pubblici spingono giovani (e non) a emigrare. Con questa riforma perdono anche il diritto di voto.
    L'attuale Senato è composto da 315 membri (più i senatori a vita e gli ex Presidenti della Repubblica) e sei di questi vengono scelti e votati direttamente dagli italiani all'estero. Con la nuova riforma la scheda elettorale per il Senato verrà loro scippata. Eppure, e da qui il mostro giuridico concepito da Boschi e Verdini, il nuovo Senato avrà poteri importanti su materie decisive che riguardano anche i rapporti fra l'Italia e i partner stranieri (dalle leggi di revisione della costituzione a quelle relative all'attuazione delle politiche dell'Unione europea).
    Secondo gli ultimi dati dell'AIRE, aggiornati al 31 dicembre 2012, sono residenti all'estero 4.341.156 di italiani. In realtà, oggi sono molti di più. L'ultimo rapporto Migrantes – con dati aggiornati al 2015 – dice che sono 4,6 milioni. Questi dati sono comunque sottostimati perché non tengono in considerazione di tutti quei cittadini che non sono registrati all'AIRE.
    Per Renzi gli italiani all'estero sono cittadini di serie B. C'è solo un modo per rispedire nelle fogne questo disegno anti-democratico. Andare a votare e votare NO! Lo possono fare tutti gli italiani iscritti all'AIRE e anche quelli che non lo sono ma si trovano temporaneamente all'estero. C'è tempo fino al 2 novembre per inviare la richiesta al proprio Comune.

    • Devi essere all' estero per motivi di studio di cure mediche o per lavoro.Tra l' altro la prima con cui ho parlato all' ufficio elettorale mi dato una risposta "brasiliana"..che vale per chi e' all' estero da almeno 3 mesi..alla domanda: e come avrei fatto a portare qui il documento firmato ha chiamato un' altra che mi ha detto che ricongiungimento familiare non vale..neanche se la consorte e' iscritta all' aire del mio stesso comune!
      E' una cosa finta….Visto che rientro a novembre volevo anche io mettere il mio NO 🙂

    • Anche secondo me le norme che danno la possibilità per gli italiani all'estero andrebbero riviste ma siccome attualmente il voto all'estero vale oltre 1 milioni di voti ha una sua indubbia rilevanza, tanto più per un referendum costituzionale.

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