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Una organizzazione mafiosa forse legata ai casalesi dietro l’assassinato di Enzo Albanese

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Il sacrificio di Enzo Albanese non è stato invano . La sua morte ha scatenato una serie di indagini che stanno rivelando l’esistenza di uno schema criminoso mafioso con a capo Pietro Ladogana .

Un inimmaginabile intreccio di Aziende di facciata ( Almeno 10 ) che operavano a Natal e dintorni e che servivano per il  riciclaggio di denaro .Recuperati 145 000 euro in contanti oltre ad auto e proprietà .Arrestati un poliziotto militare , l’esecutore materiale dell’omicidio e la moglie di Ladogana . Indizi di legami della organizzazione di Natal con il clan dei Casalesi in Italia .

Purtoppo quello che temevo si è rivelato vero : abbiamo solo toccato la punta di un iceberg .

Uma organização criminosa está por trás da morte do italiano Enzo Albanese, de 42 anos – dirigente da comissão técnica do time Alecrim Rugby, de Natal, assassinado a tiros no dia 2 de maio em Capim Macio, na zona Sul da cidade. Três pessoas foram presas por envolvimento no crime. O mentor, segundo a polícia, é o italiano Pietro Ladogana, de 43 anos, detido na noite da última quinta-feira (29) no aeroporto de Fiumicino, em Roma, quando tentava embarcar para o Brasil. Em Natal, foram presos um policial militar, apontado como o executor do homicídio e a ex-mulher de Pietro, chamada Tâmara Ladogana. Há indícios de que uma organização criminosa, supostamente comandada por Pietro, tenha ligação com a máfia italiana.
A operação foi batizada de ‘Pedra de Fogo’ – uma alusão ao nome do principal suspeito do crime, Pietro, versão italiana do nome Pedro, que significa pedra. O ‘fogo’ é porque os suspeitos passaram a ‘queimar’ (matar) as testemunhas que estavam delatando a suposta organização. A Polícia Civil apreendeu um total de 145 mil euros – equivalente a mais de R$ 400 mil. Outros R$ 35 mil em espécie estavam com uma testemunha, que iria ser usada para retroalimentar o esquema fraudulento operado pela organização.
Parte do dinheiro,120 mil euros, estava escondido no corpo de Pietro Ladogana quando o suspeito tentava embarcar no aeroporto de Fiumicino. Também foram apreendidos vários animais de raça e um caminhão em uma das fazendas administradas pela organização, em Ielmo Marinho, além de cinco carros, sendo quatro deles importados. Um deles é um Corolla de cor Prata, que teria sido utilizado no dia da morte de Albanese.

O delegado Raimundo Rolim, da Delegacia Especializada de Homicídios, detalha que o mentor do crime comandava uma organização criminosa que administrava pelo menos 10 empresas de fachada para cometer crimes, principalmente lavagem de dinheiro. “As empresas atuavam aparentemente na legalidade, mas eram utilizadas para fraudes, estelionato, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e outros crimes. Eles atuam em Natal, Extremoz, Ceará-Mirim e Ielmo Marinho”, afirma Rolim. A organização criminosa pode ter ligação os Casalesi, um clã mafioso que atua na Itália.

A motivação do crime se deu porque a vítima teria descoberto e denunciado a fraude de uma dessas empresas administradas por Pietro Landogana. A Empresa é a Globo Construções LTDA, que teria adquirido a Fazenda Telha, localizada em Ielmo Marinho. A propriedade foi transferida ilegalmente para laranjas e depois para Pietro. “Enzo era procurador de um dos sócios da empresa, fazendo a cobrança de alugueis de imóveis. Ele descobriu o esquema fraudulento e denunciou a um dos sócios dessa empresa cerca de um mês antes de seu assassinato. Após a denúncia, ele passou a receber ameaças de morte, uma delas do policial Alexandre Douglas”, detalhou Rolim.
A vítima chegou a registrar um boletim de ocorrência e denunciou as ameaças a sócios da empresa. O delegado Raimundo Rolim não descartou a participação de outros envolvidos no crime. “Outras pessoas estão sendo investigadas e possivelmente poderemos efetuar mais prisões relacionadas a esse homicídio”, concluiu.

Fonte : O Globo 
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2 Commenti

  1. 07 de junho 2014 às 19h30
    Polícia Civil descobre mais um crime da organização criminosa de Pietro Ladogana
    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça a cooperação direta com os Carabinieri para troca de provas com a polícia italiana no caso do homicídio de Enzo Albanese. A continuidade das investigações revelaram que Pietro Ladogana mandou o policial militar Alexandre Douglas, seu segurança, dar um “susto” no Secretario de Tributação de Extremoz Giovanni Gomes de Araujo, de 53 anos. A motivação do crime seria o fato de Giovanni estar cobrando taxas e impostos excessivos nos imóveis que Pietro comprava e vendia para lavagem de dinheiro.
    A decisão para mandar dar um “susto” no Secretário de Tributação de Extremoz, foi decidida e aprovada em uma reunião com os sócios da Empresa Globo Construções LTDA (Proprietária da Fazenda Telha – Haras Novo Mundo), em que participaram Pietro Ladogana, Raffaelle Piccolo, Emanuele Maccaroni e Vincenzo Antonio Fiorenzo.
    O crime aconteceu em 15 de agosto de 2013 quando Giovanni estava saindo do Centro de Convenções, e antes de chegar em seu veiculo, dois homens se aproximaram em um veiculo tipo siena, de cor prata, e dispararam dois tiros contra Giovani.
    Pietro Ladogana está preso na prisão de Civita Vecchia na região do Lazio, próximo a Roma. Será julgado pela justiça de Nuoro, na Sardenha, onde a família de Albanese denunciou o crime na Itália. Os demais coautores e participes brasileiros serão julgados em Natal, onde estão presos.
    Apreensões
    Nesta sexta-feira (06) foram apreendidos mais dois carros importados da Organização Criminosa: um Mercedes Benz, sedam, cor prata, 2010, pertencente a Pietro Ladogana e um Citroen C3, cor azul, 2013/2014, de propriedade de Tamara Ladogana, somando até agora sete veículos apreendidos, sendo 5 importados.

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