Home News Dove arriveranno inflazione e juro ?

Dove arriveranno inflazione e juro ?

12

L’inflazione brasiliana sta crollando ad una velocità superiore al previsto . La previsione è di arrivare al 3% entro la fine dell’anno , un valore insperato per una economia abituata ad una inflazione a due cifre .

Il cambio è sostanzialmente stabile , sostenuto da una ingente riserva di dollari e dal costante ingresso di nuova valuta pregiata nel paese .

La crisi è principalmente  politica il che  ha generato come conseguenza una elevatissima e prolungata disoccupazione ( Vedi chiusura di numerose aziende e riduzione di nuovi investimenti da parte di altre ) .

In questo scenario anche la previsione di juro all’8% per fine anno sembra eccessiva .Il juro ha spazio per cadere ancora di più . Attualmente la SELIC è al 10.25% e mancano ancora altre 4 riunioni del COPOM per la fine dell’anno . Ma una ulteriore caduta della inflazione e di conseguenza della SELIC aiuterà poco l’economia  senza una decisa ripresa dell’occupazione .

A meta de inflação para 2017 é de 4,5%, podendo oscilar entre 3% e 6%. Qualquer resultado fora dessa banda significa que o Banco Central não cumpriu a meta de inflação. Desde que adotamos esse sistema, o IPCA ficou fora do permitido pelo regime algumas vezes – sempre para cima, nunca para baixo. É cada vez maior o risco de que aconteça em 2017, pela primeira vez desde 1999, o descumprimento da meta de inflação porque o IPCA caiu demais.
A previsão dos economistas ouvidos pelo BC para a inflação oficial este ano caiu pela sétima semana seguida, segundo relatório Focus. Agora os analistas esperam que o IPCA fique em 3,29%, contra 3,38% da semana anterior. E o viés da expectativa é de baixa, pode esperar. Uma evidência é a previsão feita pelas instituições que mais acertam os resultados, o grupo chamado Top 5 no Focus. Para eles, o IPCA ficará em 3,07% este ano. Há dois meses, seus modelos apontavam 3,89%.

A inflação brasileira está derretendo mais rápido e mais intensamente do que qualquer um pudesse imaginar. É um processo novo, num país com mais tempo de hiperinflação do que de estabilidade na história. Como tudo que a crise atual tem nos trazido, o atual processo desinflacionário, ou seja, de queda generalizada dos preços somada à redução dos riscos de contaminação dos mesmos, é inédito. Por isso a dificuldade em calibrar as projeções.
Quem lidera a queda dos preços são os alimentos, numa rota praticamente nunca vista por aqui antes. A safra brasileira bate recordes e, ao mesmo tempo, a demanda pelos produtos está baixíssima, com pouca força de recuperação – culpa do desemprego elevadíssimo e prolongado. Se a inflação é o balanço entre a oferta e a demanda, temos no momento excesso da primeira e fraqueza na segunda – o que resulta em queda da carestia.
O câmbio, historicamente uma das maiores fontes de preocupação do BC brasileiro, de monstro virou rato. Temos um baú lotado de dólares, as reservas internacionais, e baixíssima pressão internacional contra a moeda americana. Por incrível que pareça, os investimentos continuam chegando ao país (quero falar mais sobre isso em outro artigo), o que aumenta a oferta de dólares e enfraquece a chance de o “rato” crescer novamente.
O desequilíbrio fiscal, outra fonte historicamente inflacionária por aqui, segue forte e preocupante. Mas a política fiscal corrente é contracionista, ou seja, é de redução de gastos – senão na prática dado enrijecimento do orçamento público, pelo menos no direcionamento. Claro que se o projeto de reformas desandar de vez, especialmente da previdência, tudo pode mudar. Por enquanto, o que temos é uma fonte de risco evidente, mas controlada, ao menos no curto prazo.
A crise política, essa sim, ganhou posto de maior risco ao país. Estamos vivendo tempos tão intrincados que, mesmo diante da total falta de liderança e uma governabilidade esdrúxula, tudo indica que a crise é mais desinflacionária do que inflacionária. Se a insegurança com o futuro da economia realmente crescer, vai gerar nova queda na demanda por consumo e investimentos – o que pode promover nova leva de queda dos preços, ou pelo menos evitar que eles subam.
Agora vem, finalmente, a pergunta que não quer calar: o que vai fazer o Banco Central diante desse cenário?
Os analistas ouvidos para o Focus esperam que a Selic feche o ano em 8%. Para fazer esse cálculo, eles levam em consideração a trajetória esperada para inflação e para a atividade econômica; o câmbio também tem peso relevante. Ora, se o IPCA continuar surpreendendo para baixo, o juro em 8% pode ser alto demais, especialmente num país em crise aguda, saindo da pior recessão da história, com desemprego gigante. Sem contar o fato de que o BC tem que calibrar os juros com objetivo de cumprir a meta de inflação.
Até o ano acabar, teremos quatro reuniões do Copom – a próxima daqui a duas semanas. A Selic está agora em 10,25%. Para chegar a 8% em 6 de dezembro, último encontro do ano, o BC tem algumas opções de distribuição da queda da taxa. Ele pode acelerar agora, cortando os juros para 9,25%, e recalibrar as próximas quedas, ou escolher outra composição. Este é o exercício que os analistas do mercado fazem agora, na tentativa de antecipar os movimentos do Copom.
Para quem está de fora do debate, importa que os juros caiam o quanto for necessário sem colocar em risco o equilíbrio e a estabilidade da moeda – o único esteio que o país tem atualmente. E para que uma inflação tão baixa seja comemorada, não adianta só acertar na sintonia dos juros. Sem estancamento do desemprego, o alívio nos preços não vai compensar o desalento e a desesperança de quem não tiver renda.

12 Commenti

  1. Caro Lucio,
    hai sicuramente una competenza tecnica che non mi sognerei mai di mettere in discussione, anzi si potrebbe parlare di competenza scientifica perche’ parli con cognizione di causa e dopo anni di studi. Io non discuto i tuoi calcoli ma ho una mia opinione personale di strada su quello che e’ l’aumento del costo di vita e sull’ inflazione.Hai parlato dell’ultimo quindicennio, io ricordo esattamente che nel 2002 una agua de coco costava 1 real, oggi minimo 3, e un frango no pau da acucar 6, oggi 18. Per me aumento del costo della vita in un quindicennio moltiplicato per 3. Grossomodo ci siamo, ricordo anche i prezzi dei condomini, altre voci di spesa e, soprattutto, di tanti pensionati che sono scappati in Italia perche’ non era in loro potere raddoppiare se non triplicare l’assegno inps. Poi sara’ anche vero che i prodotti del paniere hanno subito un’inflazione del 4% su base annua ma la vita e’ fatta anche di una sosta al mc donald’s, un jeans di marca, uno smartphone spedito tramite un parente dall’ Italia(nuova tassa di importazione varata da Temer pari al 60%) e altre banalita’ che nessun Governo si degnera’ mai di inserire in nessun paniere.Nella vita di tutti i giorni un conto e’ l’aumento del costo della vita, un altro il calcolo della pura inflazione che e’ riferito alla crescita del prezzo di alcunI items. L’inflazione e’ la crescita del prezzo del paniere, si badi bene crescita e mai decrescita, il costo della vita tecnicamente non corrisponde al calcolo dell’inflazione ma e’ esattamente questo che io contesto. Riguardo aila facilita’ di accesso al credito lo so benissimo che si trattava pur sempre di tassi da strozzinaggio rispetto ad altre realta’, quelli su carte di credito sono degni di una denuncia ,ma vantaggiosi per chi era abituato a tassi ancor maggiori. Da li’ e’ iniziato l’indebitamento stellare pro capite. Sull’aumento della spesa pubblica sotto Dilma penso che negarlo, dati alla mano, sia un esercizio inutile. Non volendo minimamente contestarti, sono una persona di un’umilta’ unica, ti ringrazio per il simpatico scambio di opinioni. Abraco

    • sotto dilma ci fu un aumento del debito nel 2014-2015 dovuto a 3 fattori di cui solo 1 fu sua responsabilità:
      – un allargamento della spesa pre-elettorale “populista” (sua responsabilità), cosa che fanno tutti i governi del mondo per avere consenso momentaneo
      – la crisi economica che falcidiava le entrate fiscali
      – gli abnormi aumenti salariali che fu costretta a concedere a una miriade di categorie privilegiate (giudici, medici, professori, ministeriali, bancari, postali, polizie, militari, ecc) che fecero 2-4 mesi di sciopero nel 2013-14, scioperi che pesarono anche sul pil aggravando la crisi.
      però non mi spiego alcune cose:
      1) perchè cacciata dilma sono finiti gli scioperi nonostante le draconiane “riforme” del nuovo governo?
      2) perchè nessuno sa manco che esiste l’aumento del debito pubblico dal 36 al 78% sotto fhc anni 90?
      3) perchè a fhc veniva permesso e nessuno lo accusava di essere kattivo komunista populista?
      4) perchè nessuno associava allora l’aumento del debito alla crisi economica?
      5) perchè OVUNQUE, nella pratica e nella teoria economica, si usa l’aumento di spesa come misura ANTI-CRISI e solo in brasile sti ekonomisti da strapazzo lo additano a causa della crisi?
      6) perchè nessuno ricorda che il mega debito (estero) lasciato in eredità da fhc a lula fu da questi dimezzato con enormi sforzi e danni per il paese?

      quanto all’inflazione, come già detto la mia coincide perfettamente. il paniere è calcolato su quello di una famiglia media a reddito medio (come la mia famiglia).
      può essere che invece il paniere di un italiano medio sia diverso, perchè gli italiani qui residenti in genere sono o pensionati o imprenditori, con reddito maggiore della media e quindi con un paniere più spostato su beni e servizi da classe alta che hanno inflazione più alta della media.
      ma conosco anche molti italiani che hanno semplicemente una “disfunzione ottica”: focalizzano solo i beni che aumentano di prezzo e scordano quelli che calano.
      qualche anno fa un amico tornò dall’italia e mi disse “oddio! il mamao aumentato del 30% da 3 a 4 reais! lo vedi? dilma menteeeee!!!”
      dopo un mese scese da 4 a 2 reais… silenzio di tomba…
      parlo di gente che conosco personalmente eh, non di chi scrive qui.

      • …..il Brasile è un Paese felice, i Brasiliani sono felici, gli Stranieri residenti in Brasile sono felici, il Brasile cresce e la povertà si dimezza. Insomma, tutti in Brasile siamo felici!
        Mi chiedo: ma la felicità del Brasile e la nostra, i sorrisi del Brasile ed i nostri non è che saranno una subliminazione della profonda tristezza che ci permea tutti qui in Brasile?

  2. La curva selic piu’ bassa , parliano del periodo 2011/2012, e’ durata non poco ma esattamente un anno. Il Governo negava la crisi, sputtanava soldi con dubbie politiche sociali per poi preparare il terreno allo scoppio dell’ inflazione del periodo successivo. Lo hanno detto molti economisti, io non faccio parte di questo club, che la selic portata ai minimi livelli, come al solito in maniera forzata, fu l’anticamera dello scoppio incontrollabile dei prezzi. Credito al consumo facilitato da interessi mai stati cosi’ bassi, manie consumistiche, propaganda nazionale basata su un senso de grandeur da fare invidia ai francesi e troppa moneta in circolazione, piu’ di quanto i brasiliani potessero realmente permettersi. Ciclicamente il Governo prende una boccata di ossigeno e taglia la selic, come qualsiasi famiglia che si rispetti si rimbocca le maniche e taglia le spese eccessive quando si accorge di aver scavalcato il budget.Ogni tanto Brasilia deve tirare la coperta degli interessi dei Titoli per non prendere l’influenza, poi pero’ il mondo del risparmio si dirige verso cdb e poupanca e ricomincia il rialzo. Capitolo inflazione: rispetto la scientificita’ del tuo metodo di calcolo, io ti invito ad annotare da oggi , per 365 giorni, quanto spendi di benzina. Con l’aumento del costo del combustibile annunciato ieri, ci troviamo di fronte al classico esempio di inflazione occulta. Io non guardo solo il prezzo del riso e dei fagioli ma anche le tasse invisibili che incidono sul paniere. Di questa inflazione nascosta sotto la cortina fumogena non troveremo mai traccia in nessun testo scientifico. Quando si parla di Governi latini, mettiamoci dentro anche l’Italia che e’ campione del mondo, si rimane sempre davanti al distributore con la pompa in mano!! abraco

    • 1) gli economisti che vedi in tv sono tutti in malafede. io sono un economista e dati e calcoli li faccio da me o li prendo da fonti non sospette.
      2) in brasile in quel periodo non c’è stato nessun eccesso di spesa nè di emissione monetaria. puoi controllare sul sito tradingeconomics o altri.
      3) interessi bassi in brasile in quel periodo? ma se erano (e sono) maggiori di quelli della ndrangheta!!!
      4) l’ultima fiammata inflattiva fu causata solo dal crollo del real causato dall’attacco speculativo concentrico (per motivi geopolitici) contro real e rublo dell’estate 2014.
      5) la benzina è compresa nel paniere di calcolo dell’inflazione, inoltre si trasferisce su tutto il resto, quindi non è inflazione nascosta. il paniere brasiliano (puoi consultarlo sul sito ibge) è completissimo ed è determinato da organismi internazionali.
      6) io tengo contabilità maniacale della mia inflazione da 15 anni e (tranne momentanee variazioni in + o in – dovute a eventi personali eccezionali) è sempre stata conforme a quella dichiarata dal governo.

    • giorgio,
      il dato che devi guardare poi non è la spesa pubblica ma il rapporto debito/pil (che sotto fhc era arrivato al 78%), perchè la spesa pubblica può aumentare (senza riversarsi sul debito pubblico) finchè non supera la somma di: aumento pil + aumento inflazione + aumento entrate fiscali.
      ecco come s’è comportato negli ultimi 11 anni: diminuzione fino al 51% nel 2013, solo negli ultimi 2 anni è aumentato causa crisi (e crollo entrate fiscali) cosa che accade ovunque

      https://d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-government-debt-to-gdp.png?s=bradebt2gdp&v=201707031759v&lang=all&d1=19170101&d2=20171231

  3. credo che prima di chiederci “dove arriveremo con l’inflazione in Brasile” sia opportuno conoscere esattamente da “dove arriviamo con l’inflazione in Brasile”…… altrimenti gatta ci cova. Eccovi un link ad un sito “neutro” che archivia tutti gli anni di inflazione (anno per anno) del Brasile e, volendo, di altri Paesi del mondo. Consiglio di lasciare perdere commenti e considerazioni dei media e dei politici di turno perchè fanno solo il loro tornaconto. Saluti.
    http://it.inflation.eu/tassi-di-inflazione/brasile/inflazione-storica/cpi-inflazione-brasile.aspx

  4. quando avranno portato la selic all’8% si dovranno fermare perche’ altrimenti i titoli di Stato non li vendono piu’. L’inflazione reale non e’ assolutamente in linea con quanto il Governo dichiari, non potevano continuare a massacrarsi pagando interessi sul debito pubblico del 12% e hanno azionato la grancassa dei media di Regime per dare a bere sta storia dell’ inflazione sempre in calo. Sicuramente esiste un calo netto dei consumi ma , se si escludono riso e fagioli, non me la bevo sta storia dell’inflazione al 4%. Se gia’ adesso hanno dicharato che e’ previsto un aumento delle tasse perche’ hanno un deficit fiscale, figuriamoci se potranno fare a meno dell’entrata di capitali esteri. Sotto la soglia dell’8%, mia personalissima opinione, i titoli di Stato verdeoro finirebbero per diventare un prodotto finanziario destinato al solo mercato interno. Non dimentichiamoci che l’entrata di capitali esteri significa valuta estera e valuta estera significa capacita’ di controllo del cambio e quindi del valore del Real. Se non avessero avuto ingenti riserve liquide in dollari oggi il Real sarebbe a 1/5 con l’euro!

    • 1) il selic solo per breve tempo nel 2012 scese sotto 8%, quindi probabilmente hai ragione
      2) sta storia del governo che mente sull’inflazione proprio non c’è modo per levarvela dalla testa. c’è un metodo infallibile per constatare scientificamente se il governo mente, lo scrissi qui molte volte e lo ripeto ancora.
      se è falsa l’inflazione è falso pure il cambio. e se è falso il cambio differisce la quotazione delle azioni (ad esempio petrobras) tra bovespa e wall street (ADR petrobras che a NY quota 2 azioni).
      oggi l’adr petrobras a NY quota 8.70$, quindi 4.35$ per azione, quindi 13.61 rs al cambio attuale 3.13.
      in brasile PETR3 ha chiuso a 13.63.
      VALORE UGUALE.
      quindi cambio e inflazione veritieri.
      quindi finiamola per favore co’ sta storia dell’inflazione falsa.

      in argentina invece, in era kirchner, sto sistema evidenziava la falsità dei dati governativi.

LASCIA UN COMMENTO

Please enter your comment!
Please enter your name here