L’inflazione brasiliana sta crollando ad una velocità superiore al previsto . La previsione è di arrivare al 3% entro la fine dell’anno , un valore insperato per una economia abituata ad una inflazione a due cifre .

Il cambio è sostanzialmente stabile , sostenuto da una ingente riserva di dollari e dal costante ingresso di nuova valuta pregiata nel paese .

La crisi è principalmente  politica il che  ha generato come conseguenza una elevatissima e prolungata disoccupazione ( Vedi chiusura di numerose aziende e riduzione di nuovi investimenti da parte di altre ) .

In questo scenario anche la previsione di juro all’8% per fine anno sembra eccessiva .Il juro ha spazio per cadere ancora di più . Attualmente la SELIC è al 10.25% e mancano ancora altre 4 riunioni del COPOM per la fine dell’anno . Ma una ulteriore caduta della inflazione e di conseguenza della SELIC aiuterà poco l’economia  senza una decisa ripresa dell’occupazione .

A meta de inflação para 2017 é de 4,5%, podendo oscilar entre 3% e 6%. Qualquer resultado fora dessa banda significa que o Banco Central não cumpriu a meta de inflação. Desde que adotamos esse sistema, o IPCA ficou fora do permitido pelo regime algumas vezes – sempre para cima, nunca para baixo. É cada vez maior o risco de que aconteça em 2017, pela primeira vez desde 1999, o descumprimento da meta de inflação porque o IPCA caiu demais.
A previsão dos economistas ouvidos pelo BC para a inflação oficial este ano caiu pela sétima semana seguida, segundo relatório Focus. Agora os analistas esperam que o IPCA fique em 3,29%, contra 3,38% da semana anterior. E o viés da expectativa é de baixa, pode esperar. Uma evidência é a previsão feita pelas instituições que mais acertam os resultados, o grupo chamado Top 5 no Focus. Para eles, o IPCA ficará em 3,07% este ano. Há dois meses, seus modelos apontavam 3,89%.

A inflação brasileira está derretendo mais rápido e mais intensamente do que qualquer um pudesse imaginar. É um processo novo, num país com mais tempo de hiperinflação do que de estabilidade na história. Como tudo que a crise atual tem nos trazido, o atual processo desinflacionário, ou seja, de queda generalizada dos preços somada à redução dos riscos de contaminação dos mesmos, é inédito. Por isso a dificuldade em calibrar as projeções.
Quem lidera a queda dos preços são os alimentos, numa rota praticamente nunca vista por aqui antes. A safra brasileira bate recordes e, ao mesmo tempo, a demanda pelos produtos está baixíssima, com pouca força de recuperação – culpa do desemprego elevadíssimo e prolongado. Se a inflação é o balanço entre a oferta e a demanda, temos no momento excesso da primeira e fraqueza na segunda – o que resulta em queda da carestia.
O câmbio, historicamente uma das maiores fontes de preocupação do BC brasileiro, de monstro virou rato. Temos um baú lotado de dólares, as reservas internacionais, e baixíssima pressão internacional contra a moeda americana. Por incrível que pareça, os investimentos continuam chegando ao país (quero falar mais sobre isso em outro artigo), o que aumenta a oferta de dólares e enfraquece a chance de o “rato” crescer novamente.
O desequilíbrio fiscal, outra fonte historicamente inflacionária por aqui, segue forte e preocupante. Mas a política fiscal corrente é contracionista, ou seja, é de redução de gastos – senão na prática dado enrijecimento do orçamento público, pelo menos no direcionamento. Claro que se o projeto de reformas desandar de vez, especialmente da previdência, tudo pode mudar. Por enquanto, o que temos é uma fonte de risco evidente, mas controlada, ao menos no curto prazo.
A crise política, essa sim, ganhou posto de maior risco ao país. Estamos vivendo tempos tão intrincados que, mesmo diante da total falta de liderança e uma governabilidade esdrúxula, tudo indica que a crise é mais desinflacionária do que inflacionária. Se a insegurança com o futuro da economia realmente crescer, vai gerar nova queda na demanda por consumo e investimentos – o que pode promover nova leva de queda dos preços, ou pelo menos evitar que eles subam.
Agora vem, finalmente, a pergunta que não quer calar: o que vai fazer o Banco Central diante desse cenário?
Os analistas ouvidos para o Focus esperam que a Selic feche o ano em 8%. Para fazer esse cálculo, eles levam em consideração a trajetória esperada para inflação e para a atividade econômica; o câmbio também tem peso relevante. Ora, se o IPCA continuar surpreendendo para baixo, o juro em 8% pode ser alto demais, especialmente num país em crise aguda, saindo da pior recessão da história, com desemprego gigante. Sem contar o fato de que o BC tem que calibrar os juros com objetivo de cumprir a meta de inflação.
Até o ano acabar, teremos quatro reuniões do Copom – a próxima daqui a duas semanas. A Selic está agora em 10,25%. Para chegar a 8% em 6 de dezembro, último encontro do ano, o BC tem algumas opções de distribuição da queda da taxa. Ele pode acelerar agora, cortando os juros para 9,25%, e recalibrar as próximas quedas, ou escolher outra composição. Este é o exercício que os analistas do mercado fazem agora, na tentativa de antecipar os movimentos do Copom.
Para quem está de fora do debate, importa que os juros caiam o quanto for necessário sem colocar em risco o equilíbrio e a estabilidade da moeda – o único esteio que o país tem atualmente. E para que uma inflação tão baixa seja comemorada, não adianta só acertar na sintonia dos juros. Sem estancamento do desemprego, o alívio nos preços não vai compensar o desalento e a desesperança de quem não tiver renda.